Os 10 maiores poemas dos últimos 200 anos

No mês de novembro de 2011, perguntei a 30 convidados — escritores, críticos, professores, jornalistas — quais eram os maiores momentos da poesia mundial em todos os tempos. O resultado, “Os 10 melhores poemas de todos os tempos”, causou uma grande polêmica, por omitir nomes como Shakespeare, Homero, Ovídio e Dante. Em comemoração ao dia mundial da poesia, comemorado na quinta-feira, 21, refiz a pergunta e pedi aos leitores, seguidores do Twitter e Facebook, que apontassem, entre poemas conhecidos de autores brasileiros e estrangeiros, quais são, em suas opiniões, os melhores publicados nos últimos 200 anos, de 1813 a 2013.

Até um prato de comida quer sair bem na foto

Nem o Instagram, aplicativo cult, disponível para celulares de sistema IOS ou Android, fica fora dessa. Porque, vamos combinar, um bife a cavalo, com dois portentosos ovos estrelados por cima, (com a gema ainda mole, para ser atacada por nacos de pão) parece ainda mais saboroso se conseguir despertar — pela visualidade — a gula de todos os explícitos e anônimos voyeurs de redes sociais sempre dispostas a acolher a voracidade dos seus dentes nos olhos. Fome de imagens.

The dark side of me

O lado escuro de mim rivalizaria com o lado escuro da lua.

O lado escuro de mim picharia o arco-íris, sem dó nem piedade, aliás, com uma satisfação incrível, como se eu escrevesse palavras de ordem sobre as tetas de uma ativista nua.

O lado escuro de mim acenderia a ira dos burocratas da ANEEL.

O lado escuro de mim testaria de uma vez por todas a nossa amizade.

99 coisas para fazer antes de morrer

“Quem passou pela vida em branca nuvem. E em plácido repouso adormeceu. Quem não sentiu o frio da desgraça. Quem passou pela vida e não sofreu. Foi espectro de homem, não foi homem. Só passou pela vida, não viveu”, assim escreveu o poeta Francisco Otaviano. E mesmo sabendo que palavras não dizem muito — que atitudes dizem mais —, sugerimos uma lista de 99 pequenos e grandes gestos que, obviamente não irá mudar a vida de ninguém, mas poderá nos mostrar que a vida é curta para não ser pequena.

Procura na lama do fundo do poço que você acha

Transtorno obsessivo compulsivo é pouco. Pus num rascunho, em ordem alfabética e decrescente (seguindo uma escala de atrocidades), mais de mil motivos que desmoralizam o ser humano, mas seria deveras desumano para mim — escritor de ímpeto animalesco explicitar todos eles nestas linhas, e cansar os seus olhos com uma tremenda crônica autodestrutiva.

Perda de tempo? Exercício idiota? Falta de sono, de prozac, de uma botija de rum? Falta do que fazer? Tá certo. Mas, por ventura, repetir um mantra até secar a língua lhe parece uma coisa das mais sensatas?

Vai um sexo aí?

Nossa. Que jeito à queima roupa de começar esta conversa. Mas não tem outro. Os tempos hoje são tuiterísticos, acelerados e diretos, como registra, aliás, a famosa piada do coelhinho, em pleno desfrute de seu harém “tá bom, não foi?” (note-se: essa frenética interpelação às orelhudas e macias parceirinhas, sempre ecoa quase uma centena de vezes, antes de a piada acabar de ser contada.)

30 filmes brasileiros para morrer antes de ver

Dando sequência à série de listas polêmicas, pedi aos leitores, seguidores do Twitter e Facebook — cinéfilos, jornalistas, realizadores —, que apontassem, entre filmes conhecidos de cineastas brasileiros, quais eram os piores que haviam visto. Cada participante poderia indicar até cinco filmes, sem repetir diretores, tendo como critério principal o gosto pessoal. Como nas listas anteriores, o objetivo não é zombar ou ofender o gosto alheio; é, sobretudo, uma diversão, e reflete apenas a opinião dos participantes consultados.

Philip Roth, 80 anos

Philip Roth completa 80 anos nesta terça-feira (19 de março) e, neste mês, o escritor norte-americano é tema de exposições, publicações especiais e eventos, além de um documentário da PBS de título “Unmasked”. Nada disso, porém, parece revelar verdadeiramente esse autor que sempre se coloca de forma tímida e avessa aos holofotes. De tudo o que se diz a seu respeito, um de seus depoimentos reunidos no documentário é o mais significativo, porque se opõe a uma definição que tanto estigmatiza o escritor: “Eu não adoro me ver descrito como um escritor judeu-americano. Eu não escrevo em judaico. Eu escrevo em americano”.

Contar uma piada pode ser mais arriscado do que cometer um assassinato

Vi pelas redes sociais, na semana passada, uma quantidade enorme de pessoas se ouriçando por causa das piadas com o presidente recém-morto Hugo Chávez, da Venezuela. Alegam que é um desrespeito hediondo, porque ele tem família e que no fundo ele foi até democrata, pois toda vez que assumiu o governo foi por meio de eleição. (A única vez que ele tentou assumir à força, o golpe falhou).

Revista Bula, 10 anos

Hoje completa 10 anos que a Revista Bula entrou no ar. Foi na noite de 17 de março de 2003. De de lá para cá foram mais de 50 milhões de acessos e 15 mil textos publicados — entre resenhas, listas, crônicas, ensaios, estudos críticos e entrevistas. Polêmicas, brigas, rompimentos, mas também muita satisfação, sobretudo pelo fato de que sobrevivemos 10 anos em uma área que projetos nascem e morrem com a mesma frequência com que respiramos.

Ninguém consegue tirar a virgindade da vida

Todo mundo se lembra do desbotado e renitente ditado “A primeira vez a gente nunca esquece”. Mas será que você parou para refletir por quantas estreias experienciais passa no seu acelerado cotidiano? Sempre há miríades de primeiras vezes. Vamos rememorar algumas delas juntos. A primeira menstruação, quando a menina-moça se sente toda toda, meio descendente de uma pequena Niagara Falls,  que  logo a acometerá de irritantes tpms , ruborizadas querências e confuso trânsito hormonal, mensalmente.

Pastor racista-homofóbico procura

“Seu jeito afrescalhado de ser me ganhou.”

Se tem uma coisa que qualquer homem heterossexual em idade reprodutiva aprecia é ser elogiado, bajulado, flertado e — quem sabe até — assediado por uma mulher, a fim de trocarem experiências, fluidos, microrganismos e intimidade. Mais do que a aparência da carcaça, conta muito o charme, o bom humor, o astral positivo, a volúpia da galanteadora. Uma mulher divertida e com a libido em dia é uma arma perigosa. João Batista que o diga da bandeja.

A última entrevista de Castro Alves

Entrevista concedida ao escritor e professor Augusto Sérgio Bastos, em 6 de junho de 1871, no Palacete do Sodré, em Salvador, Bahia. Castro Alves morreria um mês depois

Augusto Sérgio Bastos

Antônio Frederico de Castro Alves foi um dos maiores poetas brasileiros. Nasceu em 14 de março de 1847 na fazenda Cabaceiras, próxima à vila de Curralinho, hoje cidade de Castro Alves, Bahia, e morreu 6 de julho de 1871, em Salvador, vitimado pela tuberculose, aos 24 anos. Ficou conhecido como o poeta dos escravos e da liberdade, por suas feições abolicionistas e republicanas.

Cântico Negro, de José Régio, interpretado por Paulo Gracindo

No Dia Nacional da Poesia, publico um poema de um autor português, interpretado magistralmente por um ator brasileiro. O poema “Cântico Negro”, de José Régio, é considerado um marco da poesia em língua portuguesa. A interpretação do ator Paulo Gracindo — um dos maiores nomes da história da televisão e do teatro brasileiros —, é arrepiante, assim como o poema do bardo português.

As 10 fotografias esportivas mais famosas de todos os tempos — a lista das listas

Para se chegar ao resultado fiz uma compilação de listas e reportagens publicadas por sites especializados em fotografia, esportes, cultura pop e história. O objetivo de minha pesquisa é identificar quais são as 10 fotografias esportivas mais famosas de todos os tempos. Foram consultadas para o levantamento as publicações: “Daily Mail”, “BuzzFeed”, “Sports Illus­trated Magazine”, “Bleacher Report”, “Diário Olé”, “Sporting Post”, “Jornal Marca”, “Chicago Sports Weekly”, “L’Équipe”, “Placar”, “Useful Charts Publishing”, “Fox Nation”, “Photography Art Cafe”, “World’s Famous Photos” e “Al Fotto”.

30 livros de autores brasileiros para morrer antes de ler

Dando sequência a série de listas polêmicas, pedi aos leitores, amigos do Facebook e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros, quais eram os piores que haviam lido. Cada participante poderia indicar até cinco livros, sem repetir autores, tendo como critério principal o gosto pessoal. 312 pessoas responderam a enquete. Como nas listas anteriores, o objetivo não é zombar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma diversão e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos?

Nossa indigência cultural chegou ao Camaro Amarelo

É notável como nos últimos 40 anos todos os valores morais e estéticos se empalideceram perante a arrogância do consumo. Empalideceram e ofereceram rendição. Agora, tudo na vida se resume a relação de consumo. Basta comparar os laços familiares de 30, 40 anos atrás com uma família de hoje em dia. Os vínculos familiares eram fortes, para o amor e para o ódio. A começar pelo modo de acomodação dentro de casa, demonstrando sinais de intensidade nas relações.