Ideias

A história ensina que qualquer homem pode ser assassinado

A história ensina que qualquer homem pode ser assassinado

Michael Corleone diz, em “O Poderoso Chefão”, que, “se há alguma coisa certa nesta vida, se a história nos ensinou alguma coisa, é que você pode matar qualquer um”. A história confirma a frase do mafioso ítalo-americano — um personagem de ficção que, de algum modo, é parte da realidade. Quando o capo siciliano Bernardo Provenzano, foi preso, numa aldeia da Itália, estava ouvindo a música do filme. Mafiosos mais jovens inspiram-se no glamour da arte do diretor Francis Ford Coppola.

Chico Buarque, todo mundo era seu fã. O crepúsculo do Zeus Brasileiro

Chico Buarque, todo mundo era seu fã. O crepúsculo do Zeus Brasileiro

Toda nudez será castigada, assim como toda burrice, e o rei está nu. Ultimamente Chico Buarque tem sido alvo de uma verdadeira legião de zumbis raivosos acusando-o de toda sorte de coisas. Praticamente acabou a idolatria sem reservas do Zeus brasileiro. O calcanhar de Aquiles tornou-se evidente; tem nome, sobrenome e apelido agregado ao nome: Luiz Inácio Lula da Silva.

Governos, empresários e nós, brasileiros: o Museu Nacional morreu foi de vergonha

Governos, empresários e nós, brasileiros: o Museu Nacional morreu foi de vergonha

O Museu Nacional do Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, que um dia foi a residência oficial da família real portuguesa, está morto. Não adianta vir governante dizer que vai convocar empresas e bancos para restaurá-lo. Tanto políticos como empresários passarão recibo de hipócritas — o que, provavelmente, vão fazer sem a menor parcimônia. Não adianta mais: Inês está morta. Luzia está morta.

No país do mito, a cultura pega fogo

No país do mito, a cultura pega fogo

A maioria dos leitores já deve ter conhecimento do acervo que constituía o Museu Nacional do Rio de Janeiro, que acaba de ser incinerado menos pelo fogo do que pela negligência. Uns dizem que era o passado. Mas “passado” não é aquilo que guardamos nos museus (isso é História viva). Passado é no que um museu se transforma quando pega fogo. Não podia ter acontecido.

Observações sobre educação para a literatura

Observações sobre educação para a literatura

Ao vermos a precisão de ideias em Machado de Assis e de adjetivos em Joyce, não aprendemos a raciocinar e a descrever, apenas perdemos o direito de raciocinar e descrever levianamente. Perante um tema tratado com profundidade e delicadeza pelos grandes autores, salvamo-nos do ridículo de tratar o mesmo assunto com simplismo, rudez, e ainda assim nos julgarmos portadores do novo.

Quer trocar um burguer New York Style por um espetinho de gafanhoto?

Quer trocar um burguer New York Style por um espetinho de gafanhoto?

Desde o século 18 que um país não ocidental, não democrático-liberal e de língua não inglesa, não se torna a maior economia do mundo. Há uma projeção matemática que indica que a China quebre este jejum de primeiro posicionamento e ultrapasse os Estados Unidos, tornando-se assim a maior economia global, dentro de mais dez anos. Este fato, por si só, é extremamente relevante para o contexto global.

A era dos intelectuais Nutella

A era dos intelectuais Nutella

Os mais críticos podem afirmar que eles confirmam a “Teoria do Medalhão” daquele famoso conto do Machado de Assis, que representam o fascínio brasileiro pelo bacharelismo denunciado por Sérgio Buarque de Holanda ou que são meros autores de autoajuda. Injustiça! Talvez os epítetos mais corretos fossem “divulgadores científicos” ou “vulgarizadores do conhecimento erudito”. Não são Paulos Coelhos com diploma, embora suas obras mais populares não ajudem a dissipar tal impressão.