Ideias

A escancarada beleza do feio

A escancarada beleza do feio

A discussão sobre o “feio” na arte é particularmente significativa em finais do século 19, ambiente do qual Picasso emergiu. É o momento de transição entre aquela arte baseada no desenho acadêmico e a arte moderna, que redefiniu os conceitos de desenho e de cor (antes, também naturalista).

Duna, 007, Coringa e a síndrome dos filmes que se levam a sério demais

Duna, 007, Coringa e a síndrome dos filmes que se levam a sério demais

Muita gente vai me odiar por esse texto. Mas é bobagem, posso dar razões melhores para me odiarem. É que fui ver “Duna”, dirigido por Denis Villeneuve, e acho que tem algo de errado nele. Allan Moore, autor de histórias em quadrinhos como “Watchmen” e “300”, disse que os adultos estão fugindo da complexidade da vida moderna e levando os filmes de super-heróis muito a sério. Eu adorei quando ele disse isso.

Quem tem medo de Felipe Neto e Anitta?

Quem tem medo de Felipe Neto e Anitta?

Quando se faz análise de dados (big data) sobre política brasileira no Twitter, a surpresa está na presença de novos personagens e inúmeras bolhas de perfis. Mais especificamente aparece uma figura que faz uma ponte única entre o público de estudantes e jovens com os partidos e seus políticos. Trata-se do youtuber Felipe Neto, que é lido e interage com esses dois nichos completamente divorciados. O que mais surpreende ainda mais, são os números pertencentes a esse influenciador de videogames.

Como a arte negra revolucionou a arte ocidental

Como a arte negra revolucionou a arte ocidental

O jazz é sempre lembrado para referir-se à importância da cultura negra no Ocidente. No Brasil e em todo o Caribe sua influência plasmou também a música e os ritmos dançantes: samba, salsa, merengue, mambo, reggae etc. Mas essa importância transcende para outras formas de expressão: poucas pessoas sabem que a cultura negra é uma das bases da visualidade moderna no mundo ocidental.

As mulheres de Machado de Assis

As mulheres de Machado de Assis

Virou um costume dizer que certos artistas são universais e atemporais. É uma visão que tenta isolar uma determinada obra em aspectos puramente estéticos e esvaziá-la das referências externas do mundo e da época em que foi produzida. Um olhar empobrecedor, dirão algumas pessoas, ou o mais correto para as artes, defendem outras.