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A bula do crime: confissões de um canibal Alexandra Boulat / SIPA

A bula do crime: confissões de um canibal

11 de junho de 1981. Renée Hartevelt, uma jovem holandesa de 25 anos, recebe um convite de seu colega de classe em Sorbonne, Issei Sagawa, para ir à sua casa ajudá-lo com um inexistente trabalho de faculdade (ele inventou que seu professor havia pedido a gravação da leitura de alguns poemas no original em alemão, idioma que Renée era fluente). Ela aceita. Ao chegar no apartamento, os dois estudantes de literatura comparada conversam enquanto bebem chá e uísque. Tudo parece normal. Depois, Sagawa liga o gravador e pede que Renée comece a ler o poema. Enquanto ela declama os versos expressionistas num alemão perfeito, Sagawa, que está atrás dela, alcança o armário e tira de lá um rifle de caça. Ele se aproxima devagar, mira na cabeça de Renée e puxa o gatilho.

Procuro parceiro para dupla sertaneja

Procuro parceiro para dupla sertaneja

Favor ligar somente os interessados. Farei a primeira voz. O nome da dupla eu já tenho: Barrilete e Platibanda. Não se ocupem em pesquisar esses verbetes no Google. Eu mesmo esclareço. Barrilete é um termo utilizado na construção civil para definir o conjunto de tubulações hidráulicas prediais que se originam nos reservatórios de água e que derivam para as colunas de distribuição de água. Platibanda significa o prolongamento da parede, uma moldura ou uma faixa horizontal de alvenaria na parte superior de uma casa ou prédio, cujo objetivo é ocultar o telhado.

Os orelhões ainda existem

Os orelhões ainda existem

 Quando eu era jovem, não havia celular. Eu viajava e passava dias sem dar notícias para os meus pais. Depois de quase uma semana de viagem, se eu achasse um orelhão que funcionasse, se tivesse a sorte de ter fichas telefônicas e se lembrasse da existência dos meus pais, aí eu ligava para casa para dar notícias. E a ligação era bem curta, praticamente só dava tempo para os meus pais reclamarem da falta de notícias e… a ligação caia.

Zé Carioca, o paulista que se tornou carioca

Zé Carioca, o paulista que se tornou carioca

Acontece que a criatividade de Disney assombrava a todos e, aqui, ele criou o personagem Zé Carioca, que foi apresentado ao mundo e se tornou o principal personagem brasileiro da Disney, que recebe, durante o transcorrer da película “Alô Amigos”, o personagem Pato Donald para um passeio pelo país e pela América Latina. Em 1944 e 1948, Zé Carioca apareceria em mais dois longas-metragens, respectivamente, “Você já foi à Bahia?” e “Tempo de Melodia”, entretanto a consolidação do personagem se deu pelas histórias em quadrinhos.

A Hora da Estrela — Clarice cria seu próprio Prometeu e rouba o fogo dos deuses

A Hora da Estrela — Clarice cria seu próprio Prometeu e rouba o fogo dos deuses

Clarice conta uma história que acontece com um narrador que quer falar de uma mulher. Uma mulher que o ancora em uma rotina que, à medida que a novela evolui, o transforma em completo dependente do porvir que ele mesmo inventa. Especialmente, da relação que institui com a personagem, que cria e estabelece ao passo que a conhece. É um sistema retroalimentado, como em geral deve ser. Ele dá características para a personagem, ela o atrai para dentro de seu universo, e dali saem novas características que vão, na medida dessa evolução, transformando-a em um ser tridimensional e verossímil.