Crônicas

O livro é o melhor amigo do homem

O livro é o melhor amigo do homem

Há livro que nos diverte. Há livro que nos ensina. Há livro que nos faz lembrar e há livro que nos faz esquecer de tudo. Há livro que nos tensiona, há livro que nos relaxa. Há livro que nos leva ao infinito, há livro que nos deixa de quatro no chão. Há livro que nos amplia e a há livro que nos coloca em nossa verdadeira dimensão. O livro acompanha você na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na fila do consultório e na viagem de avião, no tumulto da rua e no aconchego do lar, na fartura de amor e na indigência afetiva.

Os seus olhos dizem-me exatamente quem você é

Os seus olhos dizem-me exatamente quem você é

Os olhos dizem muito de uma pessoa. Há, inclusive, quem estude a composição estrutural da íris, propalando que seja possível revelar traços da personalidade de um indivíduo — além de diagnosticar morbidades físicas ou psíquicas — por meio da análise minuciosa deste minúsculo e colorido compartimento da anatomia ocular.

Aos pais que se foram

Aos pais que se foram

Sempre haverá sensação de escassez quando há amor. Porque amor é sinônimo de abundância na presença, mas de incompletude na saudade. E é esse amor que faz as milhares de risadas parecem poucas, as centenas de jantares parecem insuficientes, as dezenas de domingos em agosto parecem apenas um pequeno trailer de um filme que merecia as horas de todos os longas já produzidos desde a invenção do cinema.

A tristeza é uma mosca a nos rodear

A tristeza é uma mosca a nos rodear

Pergunto aos amigos o que eles fazem quando se sentem tristes. Quando me sinto triste, choro. Então, me acalmo, hidrato os cabelos, pinto as mechas com nuanças de arco-íris e saio pedalando sem as mãos no guidom. O otimismo é um dom que merece ser adubado.

O que me dói é não poder te dar um abraço

O que me dói é não poder te dar um abraço

O mundo lá fora estava estranho, quieto, diferente: era a angústia das famílias que rezavam pela recuperação do parente doente, a saudade que os amigos sentiam uns dos outros, a expectativa das crianças que sonhavam com o retorno às aulas, o medo que os enfermos sentiam e o tempo que não passava para aqueles que estavam sozinhos.

Avós não morrem. Eles vivem dentro da gente

Avós não morrem. Eles vivem dentro da gente

Quando somos crianças, não temos noção de que nossos avós não são eternos. E o tempo passa tão rápido que, de repente, não temos mais os nossos avós por perto. Mesmo com eles ainda vivos, nossa correria diária cheia de compromissos muitas vezes nos faz adiar visitas e reencontros.

Depois da vacina, a gente se ama

Depois da vacina, a gente se ama

Depois da vacina, a gente samba. As autoridades responsáveis já avisaram que não vai ter réveillon, que não vai ter carnaval e, acima de tudo, que não vai ter mais os poemas de Sérgio Blank. Ele foi encontrado pela empregada poética, agarrado à uma garrafa de Cuspe. Para variar, tinha um poema dentro. Naufragara à espera de um mar, à procura de um fígado novo que nunca veio.

Ainda que a morte os separe

Ainda que a morte os separe

. Eu também não imaginava morrer dessa forma. Ninguém fica pensando como e quando vai morrer. Isso é mau agouro. Quanto à madre Teresa, você me deu uma boa ideia! Eu sempre quis conhecê-la e agora vou ver se a encontro. A vantagem é que o idioma aqui é universal. Todos se entendem em qualquer língua.

O desembargador que rasga multa é como você e eu

O desembargador que rasga multa é como você e eu

Preparem a pipoca: nos próximos dias o esporte nacional brasileiro vai ser esculhambar o desembargador Eduardo Siqueira, aquele que ofendeu guardas municipais de Santos. Se vendesse camisetas com a frase “100% contra o Siqueira” eu ficaria rico. E está todo mundo certo em se revoltar com o sujeito, já que ele ultrapassou todos os limites da petulância.