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POR EM 27/01/2012 ÀS 12:17 PM

Saiu do cinema pra comprar pipoca e nunca mais voltou

publicado em

Confesso que não vou muito ao cinema. E não o faço por vários motivos, dentre os quais, o frio que eu sinto dentro das salas de projeção (meu corpo magricelo não suporta o ar congelante) e a pipoca cara à beça (por acaso, utilizam milho transgênico importado dos esteites ou manteiga de leite de cabras montesas dos Alpes suíços?). 

A alta tecnologia provoca em mim outro entrave gravíssimo: os filmesem três-dê. Bastacolocar os óculos na cara para começar a vertigem, mãos frias e a sudorese. São reações físico-emocionais de um careta, sem dúvida. Cruéis, meus filhos riem de mim. 

Há outros transtornos pouco relevantes que também me afugentam, como o medo de tropeçar no escuro e me estatelar no chão carpetado. Prefiro não arriscar, então sofro com a bexiga cheia. Ser obrigado a comentar o filme através de cochichos ao pé do ouvido, para não incomodar as outras pessoas, é outro grave desafio. Na sala de casa a verbalização é livre. Além do mais, quem fica com o controle remoto nas mãos sou eu. Porém, verdadeiramente, o que mais me repele dos cinemas é o risco de cair em ciladas.com, como aquela do Bruno Mazzeo em 2011.  Em quarenta e seis anos de vida, somente duas ocasiões eu presenciei a saída de pessoas de uma sala de cinema, antes que o filme chegasse ao fim. Na primeira vez, fui eu próprio o protagonista, juntamente com um colega da escola. Apesar de moleques, penetramos (Sem duplo sentido, por favor! Não sou Marcelo Madureira! Não sou Hubert! Não sou um casseta! Não quero cansá-los!) num filme pornográfico do antigo Cine Casablanca, no centro da cidade.  


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POR EM 26/01/2012 ÀS 12:32 PM

Felicidade suprema

publicado em

Às vezes vale a pena pensar sobre a vida. Não sobre o que temos ou não consumido, tampouco a respeito do que fizemos ou deixamos de fazer. São aspectos factuais que, mais do que ajudar em uma reflexão mais profunda, tornam-se barreiras ao pensamento abstrato, aquele onde vamos encontrar as verdadeiras significações. Chegamos quase à Ideia de Platão, mas aí já o terreno é extremamente perigoso e podemos nos enredar.

Tentar entender o que é a felicidade talvez seja um dos caminhos para se chegar ao sentido da vida. É um assunto para o qual não há dona de álbum de pensamentos que não tenha uma resposta pronta: A felicidade não existe. Existem momentos felizes. Essa é uma verdade chocantemente inócua, pois não chega a pensar o que seja a felicidade como também não esclarece o que são tais momentos felizes. Pois bem,

O assunto me ocorre ao me lembrar de que vivemos em uma sociedade excessivamente consumista, sociedade em que a maioria considera-se feliz se pode comprar. Assim é o capitalismo: entranha-se em nossa consciência essa aparência de verdade fazendo parecer que os interesses de alguns sejam verdades inquestionáveis. O que é bom para mim tem de ser bom para todos. Isso tem o nome de ideologia, palavra tão surrada quão pouco entendida. E haja propaganda para que a máquina continue girando. Não sou contra o consumo, declaro desde já, mas contra o consumismo. Erigir o consumo de bens materiais (principalmente) como o bem supremo de um ser humano é tirar-lhe toda a humanidade, é reificação.


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POR EM 24/01/2012 ÀS 04:43 PM

40 livros PARA MORRER antes de ler

publicado em

Seguindo a ideia do post “Li­vros Para Ler Antes de Mor­rer”, publicado no site americano Good Reads, pedimos a colaboradores, leitores e seguidores, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros ou estrangeiros, quais eram os piores que haviam lido. Das dezenas de citações que recebemos, foi elaborada uma lista sintetizando a opinião dos participantes. O resultado, embora seja uma brincadeira, não deixa de ressaltar a validade da célebre frase de Mark Twain: ”Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum.” 


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POR EM 20/01/2012 ÀS 10:53 AM

Até Obama se rende ao sucesso de Michel Teló

publicado em

“Engulam: os Estados Unidos mandaram o homem à lua, e nós enviamos o nosso homem para falar com o Obama!”. Foi com estas palavras, sentado em sua cadeira reclinável de tecido puído, com os pés cruzados sobre a mesa, os cantos da boca espumando como um cão raivoso, que o editor da Revista Bula provocava um concorrente da imprensa, vangloriando-se pela entrevista que Obama concedera a mim em Nova Iorque. 

Quando a gente conta, o povo nem acredita: “Como assim, você e o... Obama?!”. Como diria Katilaine Suellen (cujo nome no érre-ge é Maria Aparecida da Silva), estriper da gaiola de número 3 do Buraco Azul Entretenimentos: “A vida é feita de contatos, tigrão. Relacionamento é tudo. Com uma agendinha azul nas mãos se vai longe, gracinha”. É de fazer muitos deputados federais tremerem nas bases. 

Nova Iorque é realmente uma metrópole incrível, por mais que ativistas antiamericanos queimem bandeiras ianques e jurem o contrário. Ela cheira à modernidade. Multidões entopem as calçadas falando dialetos do mundo inteiro. Uma mescla de cultura, alta tecnologia e consumismo desmedido. “O que mais te impressionou em Nova Iorque?”, foi a segunda pergunta que me fez o editor quando retornei ao Brasil (a primeira foi: “sobrou algum dólar, meu chapa?”). Há tempos eu ansiava conhecer Nova Iorque, única cidade estadunidense que apetecia o meu apetite turístico. Cético não curto diversão e fantasia. Portanto, cassinos e disneilandias jamais frequentaram a minha lista de destinos prováveis. Para subir na vida é necessário nascer rico, usar uma escada ou participar de algum esquema mensalão. Tem um jeito muito mais custoso no qual se depende muito da sorte: trabalhar duro. Então, quebrando alguns porquinhos de porcelana e vendendo rifas honestas para os amigos e familiares durante todo o ano de 2011, a Revista Bula conseguiu arrematar um pacote de três noites, a ser pago em doze parcelas, para este abnegado cronista. 


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POR EM 19/01/2012 ÀS 02:22 PM

E com o evocado vem o mistério das associações

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Depois de ler e reler os livros que o meu velho conhecido Pedro Nava deixou para mim antes de ter se colocado a salvo dos tormentos da memória, sinto que regresso de muito longe e de muito tempo atrás. E penso comigo: se o mundo mudou e ninguém mais liga para essas coisas, não tem importância — elas vivem em mim

Pedro Nava

Escrevi aqui na Bula sobre a Belo Horizonte dos escritores modernistas e, por isso, muitas pessoas ficaram curiosas em relação a Pedro Nava, pouco conhecido atualmente. Nada de novo no front: Nava, autor de seis magníficos livros de memórias, louvado pelos colegas escritores até, creio, o final da década de 80, foi depois esquecido pelos intelectuais brasileiros e parece não despertar muito interesse naqueles que poderiam divulgar a sua literatura. (Da mesma forma, perguntaram-me sobre R., citada nos meus textos, principalmente se ela seria a origem da minha inspiração. Imagino que sim — é como dizem os franceses sobre a motivação dos nossos atos: cherchez la femme. Posso também dizer que... Bem, vocês sabem. Ou não sabem?) Portanto, vamos ao Nava (não como crítico literário, que não o sou, mas como “pedro-navista” de carteirinha). 

Em junho de 1903, nasceu, na mineira Juiz de Fora, um “pobre homem do Caminho Novo das Minas dos Matos Gerais”, como ele escreveu no primeiro livro de suas memórias, “Baú de Ossos”, usando uma fórmula de Eça de Queirós (“Eu sou um pobre homem da Póvoa do Varzim”), depois também utilizada por Otto Lara Resende (“Eu sou um pobre menino do Matola, de São João del Rei”) — aliás, como a inveja é o pecado dos escritores frustrados, eu gostaria de poder dizer que sou um pobre homem de São Sebastião do Alemão (Palmeiras de Goiás, cidade da minha família materna), ou que sou um pobre homem de Itaberahy (Itaberaí, claro, onde nasceu meu pai), mas fico apenas na vontade não realizada, pois nasci nesta mui nobre, mui leal, benemérita, heróica, invicta e boa cidade de Goiânia. 


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POR EM 19/01/2012 ÀS 11:36 AM

Envolta no lençol

publicado em

A claridade é pouca, mas me incomoda, mesmo assim não consigo ficar de olhos fechados. A luz deve ser do sol e emana de maneira difusa das quatro paredes do quarto. A porta está muda, pelo menos é o que a chave em seu orifício está querendo significar. Mal consigo ver as telas de que o Roberto tanto se orgulha e que são a expressão de seu gosto pelo kitsch, colocadas em simetria rigorosa em volta da tapeçaria da parede aqui ao lado. Não é justo, isto não está certo. Tento me fixar em uma delas, mas o que vejo é fruto da memória: claridade insuficiente. Estar na cama a uma hora em que a cidade se move nervosa, as pessoas se movem nervosas, e mesmo os automóveis se movem nervosos, isso me escandaliza. Eu precisava, contudo, para que a consciência me deixasse em paz, dar mais esta oportunidade ao meu ex, como agora já posso me referir a ele. A sensação, entretanto, de estar na cama a esta hora, é a de estar praticando um ato ilícito. Ou pior: imoral. E pensar que muitas outras vezes estivemos aqui, fizemos amor nesta mesma hora, e saímos leves, meio tontos, prontos para rir das pessoas que se moviam nervosas, numa cidade trepidante. 

Jogou o corpo flácido para o lado e dormiu, sem se dar conta dos cheiros que deveriam ser do amor e que agora não passam de vestígios do sexo com que tenta me reter. Ronca a meu lado, sua perna direita dobrada por cima do meu quadril. Há muito eu vinha dizendo, Não dá mais, Roberto, isso tem que acabar.    

 


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POR EM 14/01/2012 ÀS 12:58 PM

Bartleby e Companhia

publicado em

Dentro do universo literário existe um fenômeno estranhíssimo, porém constante, de escritores com alta exigência literária, e com incrível capacidade de escrita, que se negam a escrever. Ou escrevem, e publicam, algumas poucas coisas e se calam para sempre. Ou, quando não se calam para sempre, ficam décadas num silêncio literário que agonia seus leitores e que deixam os críticos cismados. Esses escritores fazem parte do grupo que sofre da síndrome de bartleby.

Outro dia (há três anos; vocês não sabem, mas sou o arqueólogo oficial desse site, um caçador de textos empoeirados) o Flávio Paranhos, ilustre escritor da Bula, falava da sua recusa a escrever (e até de ler) ficção e que isso não era ocasionado pela síndrome de bartleby, que ela não causa nada, pois os escritores é que se recusam, numa espécie de abstinência consciente, ao seu ofício de escrever.

Pra mim, escritores que não escrevem é um mistério insolúvel. Como explicar o fato de Salinger, um dos maiores expoentes da literatura contemporânea, ter publicado apenas 4 livros e logo em seguida se calar, num silêncio que durou mais de 40 anos até sua morte em janeiro de 2010? Assim como Salinger, existem muitos outros bartlebys na literatura.

A síndrome de bartleby tem esse nome por causa do conto de Herman Melville, “Bartleby, o escrivão”, sobre um jovem que responde a anúncio de jornal oferecendo uma vaga de copista. No início se dedica com vigor ao seu novo emprego, sempre na ânsia de copiar algo, até que uma apatia vai tomando conta dele, a ponto de ficar dias sem fazer nada, sem se alimentar, sem sair do seu lugar, apenas olhando pela janela, e quando o dono do cartório insta-o a copiar algo, responde sem vontade: “preferia não o fazer”. E assim segue, absolutamente indiferente às coisas até seu triste fim. E, isolando a essência desse personagem, o escritor Enrique Villa-Matas escreve seu livro “Bartleby e Companhia”.


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POR EM 13/01/2012 ÀS 11:24 AM

gentefajuta.com.br

publicado em

“Que fase...” É o comentário corrente que tenho ouvido dos companheiros de peladinhas aos sábados. Não. Não tenho frequentando os fuleiros churrascos vespertinos baratos à beira da piscina lotada de “universitárias desinibas”. Nunca fui muito afeito aos prostíbulos e não será agora, aterrorizado pela Crise dos Quarenta, que o farei. 

Quando digo “peladinhas”, refiro-me ao clássico futebol praticado com os amigos nas tardes de sábado. Com o avanço da idade, o corpo já não acompanha, em tempo hábil, os comandos da mente. Daí os maus tratos à bola, as furadas bisonhas na zaga, as padeiradas na meia cancha, e os incríveis gols perdidos embaixo das traves. Sobrevivendo com a fama de craque do passado, insisto em enervar os peladeiros com os meus dribles incompreensíveis. 

Falando em “fase ruim”, parece que atravessamos um dos períodos mais obscuros da história brasileira, no tocante aos valores, a dar o devido crédito a quem de fato o merece. Estarei me tornando um crítico deveras implicante ou estamos mesmo vivendo uma era de quase completa inversão de valores éticos e morais no país? Por exemplo, enquanto pipocavam fogos de artifício no céu chuvoso por conta das farras do reveiom, e motoristas absolutamente embriagados choferavam pelas ruas da capital sem serem importunados pelos paladinos da lei (excesso de espírito natalino, preguiça, negligência da autoridade de trânsito ou “ordens superiores”?!), um episódio grotesco ocorria num dos mais importantes hospitais públicos da cidade.  


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POR EM 12/01/2012 ÀS 08:02 PM

Um coração simples, de Gustave Flaubert

publicado em

Em dezembro de 2011, completaram-se 190 anos de nascimento do escritor francês Gustave Flaubert. Autor de clássicos como “Madame Bovary” e “A Educação Sentimental”, Flaubert é considerado um dos maiores escritores franceses de todos os tempos. Em 1877, aos 55 anos, Gustave Flaubert escreveu o livro “Trois Contes” (“Três Contos”), entre eles um que é considerado sua obra-prima e que ocupa um lugar de destaque na história da ficção universal: “Un Cœur Simple” (“Um Coração Simples”). O conto foi uma ideia da escritora George Sand, que sugeriu a Flaubert que escrevesse “uma história de homem sensível, em que, sem pregar a bondade, sem anunciar a bondade com frases de autor, fizesse com que ela aparecesse nos gestos inconscientes da criatura mais humilde e obscura”. Em comemoração a seu aniversário, publicaremos o conto, dividido em três partes. A tradução é de Clotilde Mariano Vaz, Daniel Vaz e Simia Katarina Rickmann e foi publicada em 1996 pela editora Paz e Terra. (Carlos Willian Leite).


Gustave Flaubert

Durante meio século, os burgueses de Pont-l’Évêque invejaram a Sra. Aubain por sua criada Felicidade. Por cem francos ao ano, ela cozinhava e limpava a casa, costurava, lavava, passava, sabia arrear cavalos, engordar aves, bater a manteiga; permaneceu fiel à sua patroa, que, no entanto, não era uma pessoa agradável. Ela esposara um belo rapaz sem fortuna, que falecera no começo de 1809, deixando-lhe duas crianças pequenas e uma quantidade considerável de dívidas. Então, vendeu seus imóveis, exceto as terras arrendadas de Toucques e de Geffosses, cujos rendimentos atingiam, no máximo, 5 mil francos, e deixou sua casa de Saint-Melaine para morar em outra menos dispendiosa que pertencera a seus ancestrais, localizada atrás do mercado. 


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POR EM 12/01/2012 ÀS 04:40 PM

Esnobar ou não eis a questão

publicado em

Não chega a ser um assombro ler que os membros do júri do Nobel, em 1961 esnobaram J.R.R. Tolkien. Me parece que o verbo esnobar não cabe no caso, por sua forte carga pejorativa. O que encontro nos jornais, e onde mais encontraria? É que CS Lewis tentou indicar seu colega ao Prêmio Nobel de Literatura, provocando reação contrária dos outros membros do júri. A razão apresentada, "o resultado não se comparava às ficções de boa qualidade", não me parece fora de propósito, muito menos ofensivo. Quando alguém resolve escrever, precisa fazer algumas opções. E a propósito transcrevo trecho encontrado no facebook de Matheus Arcaro: “A alta literatura faz o leitor tropeçar. E não é todo mundo que está preparado para cair. Por isso os best sellers são best sellers: porque dizem o que o leitor espera. O leitor menos preparado chama isso de ‘identificação com a obra. ‘Puxa vida, este autor diz exatamente o que eu penso.’ Não percebe que o prazer da leitura é justamente fechar o círculo’.” Não me parece que recusar alguém por falta de qualidade seja o mesmo que esnobar.

Ora, não há como negar que em literatura se têm duas categorias básicas: alta literatura e literatura digestiva. A primeira é arte; a segunda entretenimento. A primeira vende pouco, pois são poucos seus leitores; a segunda tem um caráter marcadamente comercial e consegue atingir o grande público. Não faço aqui apologia nem de uma nem de outra. Isso é apenas juízo de realidade, não de valor. 


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