Ainda não inventaram nada melhor do que dormir!

Ainda não inventaram nada melhor do que dormir!

Dormir faz parte de todos os momentos mágicos da vida: se almoçou aquele churrascão de domingo, tire um cochilo (os espanhóis e sua sesta são geniais!); se o sexo com o parceiro foi bom, durma de conchinha; se exagerou na bebida, repouse para melhorar; se a festa foi boa, descanse para recuperar as energias; se chorou demais, durma que melhora. Mas não é preciso criar motivo, o travesseiro, por vezes, é muito mais convidativo que qualquer festa ou conversa. A melhor de todas as baladas acontece quando se está quietinho entre lençóis. A vida é feita de sonecas e sonos profundos, num oceano de altos e baixos que só se sustenta pela necessária segurança da rotina.

Não demore muito para perceber que é preciso pouco para ser feliz

Não demore muito para perceber que é preciso pouco para ser feliz

Estamos nos habituando a uma nova era: aprendemos a pensar rápido, a responder de prontidão e produzir com intensidade. É quase necessário que cheguemos perto da perfeição para fazer parte do sistema. Tornamo-nos exímios competidores. Quem não seguir o fluxo, fica para trás. Precisamos ser melhores do que os outros para receber as bonificações do emprego e da vida. E somos incentivados o tempo todo a consumir bens e serviços para obter prazer e felicidade.

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Estou correndo atrás de um sonho, mas ele corre rápido pra cacete

Estou correndo atrás de um sonho, mas ele corre rápido pra cacete

Felipe sonhava em construir foguetes para a NASA. Imaginem só, um brasileiro na agência espacial norte-americana. Dizem que já existe um por lá fazendo feijoada, tocando pagode, pensando em esquemas. Coisas de Brasil. Felipinho tinha talento nato para fugas homéricas do planeta. Com a cabeça no mundo da lua, hoje ele bate o polegar em beira de estrada, pede carona para qualquer pessoa que veja, vai para qualquer lugar que seja, desde que siga em frente. Para onde o nariz aponta qualquer lugar serve. Sua mente solitária é confusa, ferve.

Todo mundo tem uma amiga louca

Todo mundo tem uma amiga louca

A condição para a amizade verdadeira é não ter tantas condições, é crer que certas pessoas carregam por nós, e nós por elas, um bocado de bem-querer. Um tipo de amor despretensioso, mas de força imensurável, capaz de afogar qualquer maré ruim. A amizade é a mais bonita das oportunidades humanas, é feito um lugar de se reconhecer, de saber quem se é.

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As 10 mais importantes canções de rock da história da música

As 10 mais importantes canções de rock da história da música

É óbvio que o rock não errou. No máximo, confundiu, provocou, tirou sarro, consumiu noites de sono de papais e mamães, interrompeu a inércia de políticos e burocratas de um status quo viciado em castração mental. Roqueiros com pedigree não se deixam seduzir por zonas de conforto. Aliás, se for pra zonear, que seja no terreno do eterno confronto entre o novo e o velho. E que vença o melhor, ou seja, o novo, sempre. Convencido de que Deus e o amor até que ajudam, mas, quem salva pra valer é a música (nesse caso, eu reverencio toda a boa música feita no mundo, inclusive, a brasileira), compilei as dez mais importantes, significativas, emblemáticas e transformadoras canções de rock dos últimos 60 anos.

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As Crônicas de Gelo e Fogo são literatura menor e a série Guerra dos Tronos é diversão descartável

As Crônicas de Gelo e Fogo são literatura menor e a série Guerra dos Tronos é diversão descartável

A história é conhecida. Uma série estreia. Faz sucesso de crítica. Começa a chamar atenção do público. Torna-se fenômeno pop. Domina a internet. As críticas negativas são rechaçadas com violência. Duas opções se desenham: a série é esticada desnecessariamente ou a série termina na hora certa. A série acaba. O último episódio é muito comentado. O interesse pela série começa a esfriar. Os DVDs da série entram em promoção no bacião de refugos das Lojas Americanas. A série é lembrada de vez em quando. Outra série entra no lugar daquela. Começa tudo de novo.

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Como se tornar o idiota da selfie

Como se tornar o idiota da selfie

Enquanto seguro meu garfo cheio de um suculento macarrão, me belisco e olho para o lado, apenas para checar se aquele momento de divindade gastronômica é real. Imediatamente desejo não ter me virado. A cena bizarra se repete novamente: uma moça bonita aciona a câmera frontal do celular e o estica frente a seus seios fartos, realçados por um vestido a vácuo, enquadrando-os junto a um prato de sobremesa. Ao longo da última hora, aquele deveria ser o quinquagésimo autorretrato (sou do tempo em que “fotinha” era retrato).

Não é a distância que separa as pessoas. É o tanto faz

Não é a distância que separa as pessoas. É o tanto faz

As relações modernas se entrelaçam numa grande rede furada de afeto. Perto e longe, estamos todos, ao mesmo tempo, entre o se esconder e o se achar. Algo como um gigantesco encastelamento coletivo, esconderijo perfeito para nossas fraquezas. Em terra de pique-esconde virtual uma ligação é prova de amor e olhos nos olhos não passam de uma sugestiva canção buarqueana.

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20 livros para morrer antes de ler

20 livros para morrer antes de ler

A existência humana é um paradoxo. É longa suficiente para ouvir várias vezes às dezoito horas de música magistral do ciclo operístico “O Anel de Nibelungos”, de Wagner, mas curta demais para ler inteira a série de livros “Guerra dos Tronos”. Portanto, para te ajudar a não desperdiçar sua existência, a Revista Bula apresenta uma lista de obras literárias para morrer antes de ler. Afinal, a vida e a paciência são curtas.

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Não adianta ir à igreja e não cumprimentar o porteiro

Não adianta ir à igreja e não cumprimentar o porteiro

Alguém pode ser exímio conhecedor da palavra, um grande entendedor dos livros sagrados, ter a língua afiada com as passagens das sagradas escrituras. Alguém que pensa ser fiel, irmão, que prega no templo ou na rua, que doutrina os nossos ouvidos com sua convicção inflexível. Alguém, tão pecador quanto eu. Isso mesmo, meu caro. Suas rezas em brado não irão livrá-lo das precariedades humanas.

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As 10 melhores baladas roqueiras de todos os tempos

As 10 melhores baladas roqueiras de todos os tempos

Pedimos aos leitores da Revista Bula que votassem nas dez melhores baladas roqueiras de todos os tempos. “Tá bom, mas, o que você chama de balada roqueira, meu chapa?”, muitos devem estar se perguntando, provavelmente, cheios de desconfiança, empáfia e ironia. Baladas roqueiras são canções suaves, melosas, com nuance romântica e certo balanço, interpretadas por bandas ou astros do rock and roll. São tréguas musicais para se tomar um fôlego, pois essa história de ouvir rock, de sacudir o esqueleto, de pular feito um insano num show da banda predileta cansa pra caramba. Todo roqueiro com pedigree almeja chocar os caretas, desafiar o status quo e mudar o mundo no grito ou com riffs de guitarra.

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10 cervejas nacionais para experimentar antes de morrer

10 cervejas nacionais para experimentar antes de morrer

Há quem diga que é moda, há quem diga que elas vieram para ficar. A verdade é que o mercado de cervejas artesanais no Brasil cresceu muito, no contra–fluxo de uma crise econômica e política que se instaurou no país. Um reflexo de que as pessoas estão procurando mais qualidade, quando se trata de um produto que é uma paixão nacional. O Brasil é o terceiro maior mercado de cervejas do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. O mercado artesanal, mesmo em franco crescimento, ainda possui uma fatia de apenas 1% do mercado brasileiro.

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A deliciosa sensação de estar sozinho e sentir-se verdadeiramente feliz

A deliciosa sensação de estar sozinho e sentir-se verdadeiramente feliz

Enquanto enchia minha farta taça de vinho pela segunda vez, já com os dentes e lábios roxos, dei-me conta de que a mesa a que me sentava estava vazia, exceto por mim. Na cozinha também havia ninguém, assim como em todo o apartamento. Sequer música se podia ouvir. Eu estava só e engolida pelo silêncio. Por um segundo, incomodou-me um pouco que a ideia de que alguém, vendo aquilo, pudesse concluir ser um momento de solidão abandonada. O ato de beber sozinho carrega a história de escritores decadentes e amores de insucesso, conferindo ao álcool um comportamento ambíguo: consumido em grupo, serve para brindar a vida; já em isolamento, serve para afogar as mágoas.

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A última entrevista de Graciliano Ramos

A última entrevista de Graciliano Ramos

De quem o romancista teria herdado, então, o gosto pela literatura? Talvez do avô paterno, cujo retrato desbotado costumava admirar no álbum que se guardava no baú, e de quem admite que tenha recebido em legado “a vocação absurda para as coisas inúteis”. De sua mãe, o espírito infantil recolheu esta impressão: “Uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza, sempre a mexer-se, várias bossas na cabeça mal protegida por um cabelinho ralo, boca má, olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura”, ente difícil que na harmonia conjugal “se amaciava, arredondava as arestas, afrouxava os dedos que batiam no cocuruto, dobrados, e tinham a dureza de martelos”.

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‘Muita gente falando de amor e pouca gente sabendo amar’

‘Muita gente falando de amor e pouca gente sabendo amar’

Será mesmo que porta-retratos eternizam famílias felizes? A resposta é não. Claro que não! Momentos não são definidos por imagens, fotografias. Imagens captam, sim, nossos semblantes, porém nossa alma jamais. Hoje, infelizmente, há uma inversão de valores. Preferimos dar amor às imagens, preferimos curtidas (a cada foto que postamos) a um abraço verdadeiro ou um momento a sós com as pessoas reais que vivem em nosso lar, em nossa realidade.

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‘Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto’

‘Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto’

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

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As lutas de Muhammad Ali não eram apenas lutas. Eram espetáculos… artísticos

As lutas de Muhammad Ali não eram apenas lutas. Eram espetáculos… artísticos

Muhammad Ali é aquele tipo de homem único, o que se costuma chamar, na falta de palavras adequadas, “uma força da natureza”. Trata-se do indivíduo que, com sua força de vontade ímpar, move e remove montanhas. Muda o mundo, ainda que apenas na sua área, mas conectando outras mudanças, com seu comportamento entre agressivo e diferenciado. Com suas posições firmes no mundo do boxe — tão corrupto quanto qualquer outra atividade —, com sua negritude exacerbada, mais pessoal do que política e ideológica, pôs o mundo (dos brancos?) aos seus pés.

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Os 10 melhores poemas brasileiros de todos os tempos

Os 10 melhores poemas brasileiros de todos os tempos

Pedimos aos leitores e colaboradores que apontassem os poemas mais significativos de autores brasileiros em todos os tempos, independentemente de gêneros ou correntes literárias a que pertenceram. O resultado não pretende ser abrangente ou definitivo e corresponde apenas à opinião das pessoas consultadas. Por motivo de direitos autorais, alguns poemas tiveram apenas trechos publicados.

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Toda a obra de Van Gogh em alta resolução para download gratuito

Toda a obra de Van Gogh em alta resolução para download gratuito

O Museu Van Gogh, que tem sede em Amsterdã, Holanda, disponibilizou para visualização on-line ou download, em alta resolução, todo o seu acervo com a obra do pintor holandês Vincent van Gogh. Pinturas, desenhos, esboços e anotações estão acessíveis em altíssima resolução. Além do download, por meio da ferramenta de zoom é possível conferir cada detalhe das pinceladas do gênio do pós-impressionismo — expressão artística utilizada para definir a pintura e, posteriormente, a escultura no final do século 19.

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250 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito

250 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito

O Rijksmuseum, um dos maiores museus da Europa, dedicado à artes e história, disponibilizou para apreciação on-line ou download, parte de seu gigantesco acervo. São aproximadamente 250 mil obras. Durante a era de ouro das navegações, período da História compreendido entre 1584 e 1702, quando navios holandeses dominavam as rotas mercantes do globo e o país se transformou na primeira potência capitalista do ocidente, a crescente burguesia demandava uma vasta produção de retratos e pinturas, florescendo o comércio, a ciência e, sobretudo, as artes. Poucos países tiveram tamanha produção artística e com tal qualidade como a Holanda desse tempo.

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Os 10 melhores começos de livros de autores brasileiros

Os 10 melhores começos de livros de autores brasileiros

Dando sequência à série de melhores trechos de livros, pedimos aos leitores e colaboradores que apontassem quais são os melhores começos de livros da literatura brasileira em todos os tempos. Mais de 100 livros foram citados, 17 obtiveram mais de cinco citações, são eles: “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa; “O Ventre” e “Quase Memória”, de Carlos Heitor Cony; “O Amanuense Belmiro”, de Cyro dos Anjos; “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; “A Maçã no Escuro”, de Clarice Lispector; “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida; “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar; “Deus de Caim”, de Ricardo Guilherme Dicke; “Macunaíma”, de Mário de Andrade; “A Morte de Quincas Berro D’Água”, de Jorge Amado; “Com Meus Olhos de Cão”, de Hilda Hilst; “O Tempo e o Vento”, de Erico Verissimo; “O Jardim do Diabo”, de Luis Fernando Verissimo e “A Lua Vem da Ásia”, de Campos de Carvalho.

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474 livros de arte para download gratuito

474 livros de arte para download gratuito

O Metropolitan Museum of Art, de Nova York, um dos maiores e mais importantes museus do mundo, disponibilizou parte de suas publicações para download gratuito. São 474 livros. As obras disponibilizadas compreendem todo o período da história da arte — ressaltando as características artísticas distintivas e influentes, classificando as diferentes formas de cultura e estabelecendo a sua periodização. Os livros estão disponíveis para download no formato PDF ou podem ser lidos on-line.

Os 10 melhores poemas dos últimos 200 anos

Os 10 melhores poemas dos últimos 200 anos

Pedimos aos leitores e colaboradores que apontassem, entre poemas conhecidos de autores brasileiros e estrangeiros, quais são, em suas opiniões, os melhores publicados nos últimos 200 anos. Mais de 3 mil participantes responderam a enquete. A partir da opinião dos convidados, sintetizamos a lista reunindo os dez poemas mais citados. Os poemas estão classificados de acordo com o número de votos que obtiveram. Dois poetas brasileiros estão na lista: Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar. Por motivo de direitos autorais, alguns poemas tiveram apenas trechos publicados. O resultado não pretende ser abrangente ou definitivo e corresponde apenas à opinião das pessoas consultadas.

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22 livros que são diamantes para o cérebro

22 livros que são diamantes para o cérebro

Livros, bons livros, são verdadeiros diamantes para o cérebro ou, se se quiser, para a alma. Aliás, até maus livros, se bem lidos, se tornam pelo menos uma vistosa bijuteria. Nesta lista, idiossincrática como qualquer outra, menciono livros que, em geral, foram editados no Brasil há alguns anos. Mas poucos estão fora de catálogo. Os que estão podem ser encontrados em sebos — caso da obra-prima “Paradiso”, romance do Lezama Lima. Quando Fidel Castro for um rodapé na história de Cuba, daqui a 55 anos, Lezama Lima permanecerá sendo lido.

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Pecados, demônios e tentações em Chaves

Pecados, demônios e tentações em Chaves

O ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, morto em 2014, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.

Os 12 perfis mais comuns de leitores da Revista Bula

Os 12 perfis mais comuns de leitores da Revista Bula

Exigentes, antenados, divertidos, questionadores… A Bula tem a satisfação de possuir um público diversificado de seguidores. Como de costume, esta lista não tem a pretensão de ser precisa, muito menos definitiva. Brincadeiras à parte, apresentamos apenas 12 perfis, para que você não se canse e aborte a leitura antes do gran finale. Existem “dozenas” de outros perfis aqui não citados, motivo pelo qual talvez você se não se sinta representado por este ou aquele. Oportunidade para a manifestação dos seus valiosos comentários. Exceção do primeiro perfil — que é um caso emblemático na literatura universal —, para facilitar a leitura adotamos o gênero masculino. Mera conveniência, uma vez que o perfil feminino é predominante em nosso quadro de leitores (obrigado, garotas!) e os tipos descritos se aplicam a todos, sem distinção.

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Daqui a pouco sorrir vai ser ofensa para quem não tem dente

Daqui a pouco sorrir vai ser ofensa para quem não tem dente

Eu não sei por que, mas quanto mais o mundo cresce, mais as cabeças diminuem. E não é microcefalia, é ignorância congruente mesmo. Sim, estamos em processo de evolução, aprendemos a separar o lixo e a não desperdiçar a água — viva o homem moderno! Somos primatas com o dom da retórica comovente e persuasiva, discursamos sobre igualdade e fraternidade, mas cá entre nós, é tudo da boca para fora. É só para sair bonito na foto. Porque no fundo as pessoas são intolerantes, porque se supõem melhores do que as outras, e porque acreditam ter razões para opinar sobre tudo e sobre todos.

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Viagem em família: do céu ao inferno em um segundo

Viagem em família: do céu ao inferno em um segundo

Família: palavra que nos leva ao berço esplêndido de segurança e amor, carinho e solidez. Cogita-se até mesmo derivar do latim “fami” — fome — grupo de pessoas que passa fome junto e não se separa. Lindo. Poético. Apoteótico. Viagem: do latim “viaticum”, jornada. Um livro pode propiciar uma viagem, assim como um filme, uma conversa ou uma simples troca de olhares. Mas viagem pode ser um porta-malas cheio de sacola, farofa, frango, gelo, refrigerante e salgadinhos, com cinco assentos e doze pessoas, rumo à praia lotada de gritaria e gente quase sempre bem-intencionada.

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