Secos e Molhados: a banda genial que só durou um verão

Secos e Molhados: a banda genial que só durou um verão

Muito tempo antes de Didi Mocó fazer sua célebre imitação do genial homem com H Ney Matogrosso, existiu uma banda que revolucionou a música brasileira. Na verdade, a banda ainda existe; discretamente, mas existe. No início da década de 1970, o Secos & Molhados, com seu nome de placa de empório de cidade pequena, conseguiu a façanha de passar de um conjunto udigrude performático experimental da noite paulistana para um imenso sucesso popular.

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Como são incríveis as pessoas que não conhecemos bem

Como são incríveis as pessoas que não conhecemos bem

Como são incríveis tantas pessoas que não conhecemos bem! Como são cultas, divertidas e sofisticadas! Como sabem ponderar as palavras, contornar as peripécias e enfrentar as trampolinices do dia a dia, tirando lições de moral de cada buraco enlameado cavado pelo destino. Incrível como deslizam entre trunfos e triunfos, sempre notáveis, vestindo suas vidas apropriadas e absolutamente adequadas.

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As 15 mulheres mais belas dos últimos 100 anos

As 15 mulheres mais belas dos últimos 100 anos

Para se chegar ao resultado fizemos uma compilação de reportagens e listas publicadas por jornais, revistas, sites especializados em moda, fotografia, cinema e personalidades iconográficas. O objetivo da pesquisa era identificar quais eram as mulheres mais belas dos últimos 100 anos. Obviamente que listas são sempre incompletas. Sabe-se que, como a percepção, a opinião é algo individual, subjetivo. Outro fato que impossibilita um consenso, é a diferença dos padrões de beleza de cada época. Aquilo que era considerado belo no passado, nem sempre é avaliado como belo no presente.

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100 links para clicar antes de morrer

100 links para clicar antes de morrer

A lista faz uma espécie de inventário das melhores dicas publicadas na Revista Bula ou compartilhadas em suas redes sociais na última década. Os links que compõem a lista contemplam os mais díspares perfis e abrange os mais diferentes segmentos e tendências: música, livros, cinema, fotografia, história, ciência, jornalismo, artes e humanidades.

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Os cérebros estão ocos. A empatia foi pro saco. A tolerância virou algo descartável

Os cérebros estão ocos. A empatia foi pro saco. A tolerância virou algo descartável

Não sei dimensionar dor, categorizar discussões como quem coloca etiqueta em potes de plástico. Não sei se grafite é arte, se comprar cachorro é monstruosidade, se fui mais lesada pela direita ou pela esquerda. Se não há consenso sequer sobre se o vestido é azul e preto ou branco e dourado, como esperar um olhar linear sobre todas as subjetividades que nos cercam? Mas é preciso um pouco de disponibilidade em compreender as pessoas e toda a carga de vida que as acompanha. Enquanto insistirmos em pisotear aqueles que fogem dos padrões que sacramentamos como corretos, perdemos humanidade.

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Ridículo mesmo não é ter asas, é o medo de parecer ridículo aos olhos de quem não sabe voar

Ridículo mesmo não é ter asas, é o medo de parecer ridículo aos olhos de quem não sabe voar

Ser humano adora um dilema existencial. Desde que se meteu a filosofar, descobriu não saber muito bem quem é, de onde vem, aonde vai nem o que quer. Anda em bando para garantir a sobrevivência e se sentir identificado, mas não aceita a ideia de ser igual a todo mundo. Procura exclusividade, mas não ao ponto de se tornar ridículo. Quer ser único, mas apenas até se tornar interessante.

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O que ler Paulo Coelho revela sobre você

O que ler Paulo Coelho revela sobre você

A maior artimanha de um best-seller é chamar o leitor de incapaz e este nem perceber, e ainda sair em defesa do instrumento que o subestima. É como se o best-seller dissesse que você não é capaz de ler e compreender um texto mais elaborado. A literatura água com açúcar, de best-seller, é o que há de mais básico e elementar. É o bêabá dos livros, o jardim da infância dos livros.

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As 10 melhores canções de Roberto Carlos em todos os tempos

As 10 melhores canções de Roberto Carlos em todos os tempos

Não se consegue agradar a todos. Mas é fundamental reconhecer o valor das pessoas e suportar a diversidade, inclusive, as predileções musicais de cada um. Seguem as dez melhores do Roberto, de acordo com os leitores da Bula. Não consideramos neste rol as composições de terceiros que foram gravadas por ele. Cabe ressaltar que todas levam a marca indelével de Roberto e Erasmo, parceiros desde os primórdios, uma versão brasileira da grife musical Lennon e McCartney, guardadas as devidas proporções.

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15 músicas que são diamantes para os ouvidos

15 músicas que são diamantes para os ouvidos

A lista vai do samba ao rock, da valsa à música sertaneja. As composições não estão dispostas numa ordem de valor artístico intrínseco, de modo que a primeira, de acordo com a minha escala de julgamento, não é melhor do que a última. Apenas são composições da música popular brasileira de que gosto e a respeito das quais decidi escrever breves comentários, indicando sua ouvida ao leitor da Revista Bula.

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Toda a obra poética de Fernando Pessoa para download

Toda a obra poética de Fernando Pessoa para download

O portal Domínio Público disponibiliza para download a poesia completa de Fernando Pessoa. Embora sem uma ordem cronológica adequada e com edições repetidas, o acervo contempla toda a obra conhecida do poeta português. Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade. É considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa e um dos maiores da literatura universal.

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A última entrevista de Nelson Rodrigues

A última entrevista de Nelson Rodrigues

Aos 66 anos de idade, morando em um apartamento em Copacabana, de frente à avenida Atlântica, o velho Nelson apresenta-se com o mesmo tom debochado e exagerado de sempre. Impondo a sua presença e aquele seu jeito peculiar e característico de se expressar e de se fazer entender: olhar insondável e apático; voz grossa e embolada; gestos vagarosos e ornamentais como os de um peixe colorido num aquário. Sem deixar, portanto, de esboçar certo entusiasmo e de exibir uma imagem de opulência física de causar inveja a qualquer um. Apesar de estar com a saúde um tanto quanto abalada, uma vez que ainda se recupera de uma colite ulcerática, doença essa que por pouco não o matou.

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As 20 melhores canções da história do blues

As 20 melhores canções da história do blues

O crítico de música inglês, Nick Wall, compilou uma lista daqueles que seriam os maiores clássicos da história do blues tradicional. A lista, que está em ordem classificatória, cobre o período de 1912 a 1970. A lista traz clássicos como Robert Johnson, Muddy Waters, John Lee Hooker, Bessie Smith, Elmore James, Bone Walker, Vera Hall e Mississippi John Hurt. A menção honrosa, ao final, ficou por conta da Revista Bula, não fazendo parte da lista de Nick Wall.

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Uma saga de pobreza e infelicidade

Uma saga de pobreza e infelicidade

Nos éramos muito pobres. Papai teve que vender três de nós para experiências genéticas. Meus irmãos se deram bem e foram viver em algum laboratório chique. Infelizmente, ninguém quis me comprar, mas os vizinhos da casa ao lado aceitaram me alugar por um tempo. O cachorro deles tinha morrido. Eu passava as noites latindo no quintal para afastar ladrões. Aqueles foram dias felizes. Os vizinhos também eram muito pobres e, por isso, os ladrões iam roubar outros vizinhos. De vez em quando, eu tomava um osso dos vira-latas da rua e levava para mamãe fazer sopa.

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Confesso, sem nenhum resquício de vergonha, li Dan Brown e gostei

Confesso, sem nenhum resquício de vergonha, li Dan Brown e gostei

Este pequeno ensaio resulta de uma tentação, talvez de uma heresia: comparar um best-seller, “O Código da Vinci”, de Dan Brown, a um conto da alta literatura, “A Morte a Bússola”, de Jorge Luis Borges. Borges, por convicção, se vale da economia do conto; Brown, da prolixidade romanesca, e aqui termina a diferença mais óbvia. Quanto às semelhanças, um e outro intrigam a religião (Borges o judaísmo, Brown o cristianismo); um e outro partilham o gosto pela trama policial, possuem notável erudição e escrevem histórias fantásticas.

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Os 50 melhores livros da história da literatura

Os 50 melhores livros da história da literatura

Para se chegar ao resultado fizemos uma compilação de listas publicadas por jornais, revistas e sites especializados em listas, mercado editorial e livros. O objetivo da pesquisa era identificar, baseado nestas listas, quais eram os melhores livros da história da literatura. Algumas das listas pesquisadas incluíam apenas romances, outras — livros não ficcionais. Algumas traziam apenas obras do século 20, outras — obras seminais, formadoras da cultural ocidental. Após a seleção das listas, criamos uma base de dados para que todos os livros fossem pontuados igualmente independentemente do gênero ou período em que foi escrito.

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As 10 melhores canções dos Beatles

As 10 melhores canções dos Beatles

Aproveitando tamanha ignorância quanto aos desígnios dessa vida, a Revista Bula pediu aos leitores que apontassem quais seriam as dez melhores músicas dos Beatles. Listamos abaixo as preferidas e já estamos com o lombo preparado, devidamente azeitado, para receber as lambadas dos descontentes. Como sói ocorre a qualquer lista, a polêmica está no ar.

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Brasileira bancou primeiro livro de George Orwell e foi sua amante

Brasileira bancou primeiro livro de George Orwell e foi sua amante

Biografia escrita por Jeffrey Meyers revela que uma gaúcha, filha de ingleses, foi amante, mecenas, conselheira e agente literária do autor dos romances distópicos “1984” e “A Revolução dos Bichos”. Jeffrey Meyers registra que “Mabel Robinson Fierz foi a figura feminina mais importante das três que Blair encontrou em Southwold. Havia nascido em 1890, os pais eram ingleses, no Rio Grande do Sul, Brasil. Sabia português e falava inglês com certo sotaque, havia recebido aulas particulares em casa e chegou à Inglaterra em 1908, quando tinha 17 anos”.

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As 10 melhores canções de Elvis Presley

As 10 melhores canções de Elvis Presley

Apesar de ter bombado nas redes sociais, a enquete da Revista Bula para que os leitores elegessem as dez melhores canções do Elvis em todos os tempos não ficou nada surpreendente, mas, como diz o velho ditado “A voz do povo é a voz de Elvis”. Surpreendente mesmo foi encontrar-me com o próprio, em carne e osso (mais osso do que carne, é verdade), no topo dos seus 81 anos, tomando sorvete Freddo numa pracinha em frente ao cemitério da Recoleta. Mengele, Hitler, Elvis… Não sei o que esses mortos-vivos viram na Argentina para quererem se refugiar por lá.

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A poesia morreu

A poesia morreu

Quando um grande artista se vai, ele não desaparece. Eternizado em sua obra, permanece para nós, leitores, pobres vivos que passarão, talvez com a sorte de beleza com que passam os passarinhos. Ferreira Gullar, um artista de verdade, um glutão do saber e da cultura, da palavra e do fazer expressivo, que se aventurou na pintura, na música, no teatro, na teledramaturgia, nos movimentos de cultura popular, faleceu hoje, no quarto dia de um mês de Dezembro de 2016, ano custoso de terminar.

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250 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito

250 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito

O Rijksmuseum, um dos maiores museus da Europa, dedicado à artes e história, disponibilizou para apreciação on-line ou download, parte de seu gigantesco acervo. São aproximadamente 250 mil obras. Durante a era de ouro das navegações, período da História compreendido entre 1584 e 1702, quando navios holandeses dominavam as rotas mercantes do globo e o país se transformou na primeira potência capitalista do ocidente, a crescente burguesia demandava uma vasta produção de retratos e pinturas, florescendo o comércio, a ciência e, sobretudo, as artes. Poucos países tiveram tamanha produção artística e com tal qualidade como a Holanda desse tempo.

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A vida começa quando decidimos parar de agradar à plateia

A vida começa quando decidimos parar de agradar à plateia

É certo que a arte imita a vida. Muitos vivem quase que exclusivamente para atender às expectativas do público, seja por uma questão de vaidade, jogo exibicionista, ou porque acreditam dever constantemente ao outro a condição de servir — sob o custo da angústia e do desespero diante da anulação da própria existência. Aquele que faz tudo para agradar a todos enquanto se desagrada sentirá, cedo ou tarde, o arrombo no peito tomado por um vazio existencial.

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Os 10 romances mais importantes da literatura brasileira

Os 10 romances mais importantes da literatura brasileira

As listas são um instrumento crítico de grande relevância, pois trazem, subjacente, um conceito de literatura — este conceito talvez seja mais importante do que as obras escaladas. Ao escolher apenas 10 romances brasileiros eternos, segui alguns critérios: não repetiria livros do mesmo autor; privilegiaria obras que trouxeram alguma inovação formal; e daria preferência a livros que fossem mais do que uma história, que tivessem um valor metonímico, representando um período literário, um painel histórico, um grupo social, uma tendência estética. Podem ser considerados como marcas comuns a todas as narrativas listadas o desejo de construir um retrato do Brasil e o investimento em uma linguagem identitária — cada título, logicamente, à sua maneira. Teríamos aqui então um pequeno mapa do grande romance nacional.

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Virginia Woolf tentou ‘curar’ sua loucura pelo suicídio

Virginia Woolf tentou ‘curar’ sua loucura pelo suicídio

Em 28 de março de 2016 completou 75 anos que a escritora inglesa Virginia Woolf se matou. Virginia, que hoje tende a ser comparada (desfavoravelmente) a James Joyce, que ela considerava (invejosamente) um operário autodidata, morreu aos 59 anos, jogando-se no Rio Ouse, em 1941. A obra de Virginia permanece gerando polêmica. Para alguns, ainda é inovadora. Para outros, teria envelhecido. A revolução de Virginia estaria obscurecida pela revolução de Joyce.

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Seja grato, mas não espere que os outros sejam. A gratidão é uma virtude de poucos

Seja grato, mas não espere que os outros sejam. A gratidão é uma virtude de poucos

A gratidão sincera não precisa de cerimônia e dispensa intermediários. Há momentos em que agradecer dispensa até mesmo palavras, traduzindo-se em abraços, sorrisos, orações ou num simples suspiro profundo de quem se alegra pelo que já alcançou. Vive-se hoje a certeza de que nada é suficiente, uma sede inesgotável que consome dinheiro, energia e sobretudo a própria vida. A graça tem sido lamentar pelo que ainda não se tem, sem reconhecer o que já foi alcançado e quem ajudou a chegar até aqui. Copo meio vazio sempre.

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A última longa entrevista de Sigmund Freud

A última longa entrevista de Sigmund Freud

Sigmund Freud (1856-1939), o judeu austríaco fundador da psicanálise, formou-se em medicina em Viena. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com Jean-Marie Charcot, que usava a hipnose como tratamento para a histeria. Ao romper com Charcot e com a prática da hipnose, Freud se deparou com o mecanismo de defesa dos pacientes e pode então desenvolver a teoria do inconsciente e sua própria técnica terapêutica, baseada na livre associação de ideias.

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22 livros que são diamantes para o cérebro

22 livros que são diamantes para o cérebro

Livros, bons livros, são verdadeiros diamantes para o cérebro ou, se se quiser, para a alma. Aliás, até maus livros, se bem lidos, se tornam pelo menos uma vistosa bijuteria. Nesta lista, idiossincrática como qualquer outra, menciono livros que, em geral, foram editados no Brasil há alguns anos. Mas poucos estão fora de catálogo. Os que estão podem ser encontrados em sebos — caso da obra-prima “Paradiso”, romance do Lezama Lima. Quando Fidel Castro for um rodapé na história de Cuba, daqui a 55 anos, Lezama Lima permanecerá sendo lido.

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A incrível história do homem que fez amor com uma árvore

A incrível história do homem que fez amor com uma árvore

Já tinha ouvido falar de pessoas que conversavam com árvores, de outros que se enforcavam nelas, mas, aquilo era diferente, surreal. Mais um louco dentre tantos a vagarem por aí? Eu não conhecia o sujeito. Também não saberia lhes dizer que espécie de árvore era aquela. Sempre fui uma criatura urbanoide, um ser humano criado em cativeiro, ou melhor, em apartamento, que até os quinze anos só conhecia vaca pelas fotos de catálogo dos açougue e tinha aprendido a gatinhar no asfalto escaldante das metrópoles.

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