Fuja das almas mesquinhas. Viver é um exercício de grandeza

Fuja das almas mesquinhas. Viver é um exercício de grandeza

Está faltando grandeza na gente. Falta, sim. Em todo canto, falta. Vivemos à míngua de gestos generosos, intenções grandiosas, ações maiores. Como bichos tímidos, acanhados em nossos projetos, reduzimos nossas vidas aos cargos e postos e títulos e relações oficiosas e protocolares que aos poucos nos transformam em meros colecionadores de miniaturas, acumulando milhas de mesquinharias. Nós e nossas vidinhas habitadas por pessoinhas deslumbradas, sorrindo sem graça em jantarezinhos sem afeto, cozinhando pratinhos sem gosto, a partir das receitinhas de homenzinhos dos programinhas de tevê.

A literatura é o único instrumento realmente capaz de mudar o homem

A literatura é o único instrumento realmente capaz de mudar o homem

Antes que falemos de Literatura, há um fator precedente que é oportuno mencionar, especialmente por ocasião do Dia Internacional do Livro. A Literatura, antes mesmo das inscrições rupestres, já existia em sua forma oral. É fácil imaginar o Homo sapiens, ainda na era das cavernas, no fim do dia, ao redor do fogo, narrando suas façanhas de caçador. Certamente aquele que tivesse a melhor estratégia narrativa acabava por angariar vantagens competitivas naquela civilização incipiente. Poderia exercer algum posto de liderança e comando, reivindicar os melhores glebas de caça, reservar para si as mulheres mais saudáveis e gerar as proles mais bem sucedidas. É razoável supor que pela prevalência do mais apto, somos descendentes de uma linhagem de trogloditas contadores de histórias.

12 livros que podem fazer seu mundo cair

12 livros que podem fazer seu mundo cair

O lupino escritor Monteiro Lobato, inimigo público número um dos politicamente corretos de plantão, escreveu que “um país se faz com homens e livros”. É verdade. Também é bom lembrar que ocorre de às vezes algumas pessoas terem suas convicções mais profundas abaladas pela leitura de certos livros. Esse tipo de choque pode ser muito bom, principalmente nos casos citados abaixo. Nesse dia do livro e com esse espírito de Anjo Exterminador, a Revista Bula lista 12 livros que certos estereótipos ambulantes fecham a última página cantando no melhor estilo Maysa: “meu mundo caiu…”

Não, tu não te tornas responsável por expectativa alheia nenhuma!

Não, tu não te tornas responsável por expectativa alheia nenhuma!

Escreve aí em teu caderno. “Eu sou livre!”. Só para lembrar. Tu bem sabes, mas não custa repetir. Amar não é ter posse sobre ninguém. Quando te sentires escravizar, manda às favas! Assim, simples, direto e com toda a força. Fecha teus olhos, respira fundo e manda embora todo aquele, aquela e aquilo que te faz mal. Não carece verbalizar, repetir, soletrar em voz alta, gritar e essas coisas tão deliciosas. Diga a ti mesmo, esculhamba o opressor aí dentro primeiro. Aperta o botão vermelho, dá de ombros, dá as costas e vai em frente para longe dessa lama doentia.

15 livros obrigatórios dos últimos 15 anos da literatura brasileira

15 livros obrigatórios dos últimos 15 anos da literatura brasileira

Ao contrário do que creem alguns autores, a literatura brasileira não se inicia no abrir de seus livros. Todo engenho de um novo título é a amálgama de referências pretéritas, uma tessitura invencível ao tempo, indispensável e luminosa. A lista abaixo é composta por obras de escritores que, cientes dessa condição, renovaram ou revigoraram gêneros e tradições literárias. Pois como bem assinalou o editor Gustavo Guertler, a ficção contemporânea precisa de “autores que não saibam com quem se parecem, mas que saibam de quem eles são diferentes”. Essa é a chave para, de fato, ter valor a abertura de um livro.

Antes só do que amado pela metade. Sozinhos somos inteiros

Antes só do que amado pela metade. Sozinhos somos inteiros

Você não queria, mas disse adeus. Não havia nada mais que fizesse aquele amor ficar. Restaram somente você e os sonhos que um dia foram de duas pessoas. No vazio do quarto silencioso, sua vontade de se levantar ficava escondida no canto mais frio debaixo da cama. Estava tudo fora do lugar. Móveis, objetos e pensamentos se perderam na bagunça da despedida, na partilha para decidir quem fica com o quê. Murcharam-se as flores do canteiro da janela e você se esqueceu por que precisava sair de casa para viver.

Viva de acordo com as suas escolhas e não com as dos outros

Viva de acordo com as suas escolhas e não com as dos outros

Era uma vez uma menina que tinha tudo para ser feliz. E ela foi. Até que um dia percebeu que aquela felicidade toda não a pertencia, que era o contentamento de outras pessoas projetado nela, assim como as expectativas e os desejos alheios que nela refletiam, mas que não brotavam do seu interior. Então, numa noite de inverno ela partiu com uma mala e poucos pertences. Levava consigo o que tinha de mais valioso: o seu coração, uns trocados de paz e um sonho de liberdade. Arrastou a bagagem junto com a responsabilidade pela desventura que causaria aos seus dominadores, e ao mesmo tempo, com a leveza de quem, por fim, encontrava o seu próprio caminho.