12 livros que desbotariam todos os 50 tons de cinza

12 livros que desbotariam todos os 50 tons de cinza

Todo mundo só fala desses tais “Cinquenta Tons de Cinza”. Quando não é o livro é o filme. Só faltam lançar vídeo games e quadrinhos desse negócio! O pior é que, até onde sei (só folheie rapidamente os livros e vi o trailer do filme), me pareceram produtos meio-frouxos, meia-bomba. Sem pensar muito dou uma dúzia de livros que certamente fariam corar (a fã de “Crepúsculo”) E. L. James, “autora” dos romances. E nem preciso citar os mais óbvios, como o Decamerão, o Marquês de Sade, o olho de Bataille, os anais de Anaïs Nin, os trópicos de Miller ou os Budas Ditosos do “escritor ninja” João Ubaldo Ribeiro (alguém aí se lembra do ex-imortal vestido de ninja no Casseta & Planeta?). Realmente, a literatura para ser lida com uma mão só já viu dias melhores.

Os 10 romances mais importantes da literatura brasileira

Os 10 romances mais importantes da literatura brasileira

As listas são um instrumento crítico de grande relevância, pois trazem, subjacente, um conceito de literatura — este conceito talvez seja mais importante do que as obras escaladas. Ao escolher apenas 10 romances brasileiros eternos, segui alguns critérios: não repetiria livros do mesmo autor; privilegiaria obras que trouxeram alguma inovação formal; e daria preferência a livros que fossem mais do que uma história, que tivessem um valor metonímico, representando um período literário, um painel histórico, um grupo social, uma tendência estética. Podem ser considerados como marcas comuns a todas as narrativas listadas o desejo de construir um retrato do Brasil e o investimento em uma linguagem identitária — cada título, logicamente, à sua maneira. Teríamos aqui então um pequeno mapa do grande romance nacional.

Ninguém é feliz o tempo todo. Ainda bem

Ninguém é feliz o tempo todo. Ainda bem

Demora, mas vem. Depois do encontro, da festa, do êxtase, das delícias em fila, dos sentimentos em fartura, da esperança vigorosa, da promessa de felicidade, do amor em seus indícios, da saudade e seus inícios, depois de tudo isso ela vem. Uma fria e descabida tristeza sempre vem.

50 tons de cinza: o amor é fogo que arde sem se ver?

50 tons de cinza: o amor é fogo que arde sem se ver?

Lia parcamente. Vivia porcamente. Não gostava de poesia. Nunca ouvira falar em Luís Vaz de Camões. Era viciado em sexo, mas, péssimo nas traições. Regra geral, algo sempre saía errado. Por exemplo: o lance da tortura erótica com uma vela de sete dias durou apenas sete minutos e foi um verdadeiro fiasco: o sujeito foi parar num pronto-socorro com queimaduras de segundo grau nos colhões. Em matéria de aventuras extraconjugais, era assíduo, mas, desajeitado.

Não basta apenas sobreviver. Para viver é preciso sonhar

Não basta apenas sobreviver. Para viver é preciso sonhar

O que seria de nós, com todos os nossos medos, incertezas e angústias, sem o reconforto que a esperança nos dá? O viver não passaria de um purgatório sem saída ou uma prisão perpétua, a sensação indefinida de respirar por aparelhos. Uma tristeza profunda acomete os desiludidos e incrédulos, essa gente que vive dia após dia na passividade e aceitação do que a vida dá em doses homeopáticas. Seres desinteressados e desanimados, indiferentes com o amanhã, são miseráveis em sua escassez de paixão, de vontade… De viver. Só quem tem esperança é capaz de sonhar. E quem sonha, seguramente, é mais feliz!

Tem livros que insistem em nos largar

Tem livros que insistem em nos largar

Tem livros que insistem em nos largar. A gente se esforça pra gostar, volta, relê, mas não adianta: o livro não vai. Quando bati o olho em “Ele Está de Volta”, de Timur Vermes (Intrínseca), foi atração imediata. Só que Timur Vermes confunde “tema” com “trama”. Hitler no século 21 é um bom tema, mas não chega a ser uma trama. E aí, como não tem uma história pra contar, o que sobra são longuíssimas observações de Adolf Hitler sobre a decadência do mundo e da Alemanha, em particular. Lá pelas tantas, você começa a suspeitar que o autor simpatiza demais com as ideias do personagem.

Antes só do que amado pela metade. Sozinhos somos inteiros

Antes só do que amado pela metade. Sozinhos somos inteiros

Você não queria, mas disse adeus. Não havia nada mais que fizesse aquele amor ficar. Restaram somente você e os sonhos que um dia foram de duas pessoas. No vazio do quarto silencioso, sua vontade de se levantar ficava escondida no canto mais frio debaixo da cama. Estava tudo fora do lugar. Móveis, objetos e pensamentos se perderam na bagunça da despedida, na partilha para decidir quem fica com o quê. Murcharam-se as flores do canteiro da janela e você se esqueceu por que precisava sair de casa para viver.