Se tem algo que desperta muita ira em nós é o descontrole sobre a hora da nossa morte. E sobre o momento da nossa concepção e nascimento. Sentimo-nos, paradoxalmente, cada vez mais empoderados, tendo como cúmplices as sucessivas invenções das novas tecnologias. O domínio sobre o universo, objetos coisas e pessoas. A era glass, a era touch e a era do controle (a última apontando a implacável vigilância da internet sobre nossa minuciosa intimidade) convivem na atualidade, aparentemente de mãos dadas. Fato é que simulando nosso império volitivo e ditatorial sobre joysticks materiais e virtuais sentimo-nos firmes comandantes de navios nas ondas da web e da vida.
Alice me mostrou o que era mesmo o tal país das maravilhas. Amélia é que era mulher de verdade: adorava cartão de crédito, batom e depilação definitiva. Alexandrina preferia os versos livres da poesia concreta. Angélica tinha o diabo no corpo. Angelina, mesmo sem os seios, eu teria me casado com ela. Anunciação anunciou que a menstruação estava bastante atrasada, então eu gelei. Aparecida sumiu de mim num piscar de olhos.
Pedimos a 20 convidados — escritores, críticos, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de Fernando Pessoa. Cada participante poderia indicar entre um e 10 poemas. Escritor e poeta, Fernando Pessoa é considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa e um dos maiores da literatura universal. O crítico literário Harold Bloom afirmou que a obra de Fernando Pessoa é o legado da língua portuguesa ao mundo.
Pedimos a 15 convidados — escritores, críticos, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de Paulo Leminski. Cada participante poderia indicar entre um e 15 poemas. Escritor, crítico literário e tradutor, Paulo Leminski foi um dos mais expressivos poetas de sua geração. Influenciado pelos dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos deixou uma obra vasta que, passados 25 anos de sua morte, continua exercendo forte influência nas novas gerações de poetas brasileiros.
Pedimos a 10 convidados — escritores, críticos, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de Carlos Drummond de Andrade. Cada participante poderia indicar entre um e 10 poemas. Coincidentemente, não houve votos repetidos, o que só evidencia a grandeza e a vastidão da obra do poeta mineiro. Desde de 2011, Carlos Drummond de Andrade ganhou o Dia D, inspirado no Bloomsday, o dia dedicado ao escritor irlandês James Joyce. A data, 31 de outubro, aniversário do poeta, é comemorada no Brasil e em Portugal.
Para se chegar ao resultado fiz uma compilação de exposições, reportagens, listas publicadas por sites especializados em fotografia, esportes, cultura pop, política e história. O objetivo de minha pesquisa era identificar quais são as 10 fotografias brasileiras mais famosas de todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: “Universo Online”, “Arquivo Público do Estado de São Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo”, revista “Placar” revista “Isto é”, revista “Veja”, “Jornal do Brasil”, “O Globo”, “World’s Famous Photos”, “Al Fotto”, “Images e Visions”. Eis, em ordem classificatória, as 10 fotografias selecionadas baseadas nas publicações pesquisadas.
Três mil anos depois e o Brasil não aprendeu a lição. Há várias passagens do Velho Testamento que dão conta de um rei longevo chamado Hiram, que governou Tiro, na antiga Fenícia (hoje no Líbano) por 34 anos. Seu governo (969-935 a.c) coincidiu parte com Davi e parte com Salomão, reis de Israel, o grande Império da época.
No início do reinado, o rei Hiram, juntamente com seus técnicos, fez um estudo minucioso das potencialidades do pequeno reino.
O livro “El Exilio de Hitler” (Ediciones Absalón, 493 páginas), do jornalista argentino Abel Basti, de 54 anos, sustenta que o líder nazista e sua mulher, Eva Braun, não se mataram. “Fugiram” para Barcelona, onde passaram alguns dias, e depois foram para a Argentina, onde morreu, nos anos 60. Dezenas de livros mais equilibrados sustentam que a polícia secreta comunista levou os restos mortais (queimados) de Hitler e Eva Braun para a União Soviética.
Uma rara entrevista de Clarice Lispector, concedida em 1977, ao repórter Júlio Lerner, da TV Cultura. Depois de gravada, Clarice pediu que a entrevista só fosse divulgada após sua morte. Foi ao ar dez meses depois. Clarice morreu em dezembro de 1977, aos 57 anos
De minha sala até o saguão dos estúdios tenho que percorrer cerca de 150 metros. Estou tão aturdido com a possibilidade de entrevistá-la que mal consigo me organizar naquela curta caminhada. Talvez falar sobre “A Paixão Segundo G.H”… Ou quem sabe sobre “A Maçã no Escuro” e “Perto do Coração Selvagem”… Vou recordando o que Clarice escreveu. Será que li tudo? Em apenas cinco minutos consegui um estúdio para entrevistá-la.
Pedimos a 50 convidados — escritores, críticos, professores, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de autores brasileiros em todos os tempos. Cada participante poderia indicar entre um e dez poemas. Nenhum autor poderia ser citado mais de uma vez. 40 poemas foram indicados, mas, destes, apenas 24 tiveram mais de três citações.
Parece absurdamente desumana a afirmação. Certo. Um banho de solvente eficaz no desmanche da espécie humana. Mais acertado ainda. A adesão total à cultura do amazing, dos likes virtuais. Eventualmente, por que não? Em algumas ocasiões o cafuné na rede vale tanto quanto entregar o corpo ao sol manhoso e adocicado de uma rede real, trançada com o carinho artesão de sorridentes nordestinas. Uma rede larga e colorida, afixada em coqueiros bem ao sabor do vento, naquela delícia de praia que é Jericoacoara, no Ceará. Eita malemolência safada.
“Hey, Jude, the movement you need is on your shoulders”
(Lennon e McCartney)
A gente às vezes se baseia em certos ditames populares bestas pra ir tocando a vida em frente, vocacionados que somos para a fantasia, para a introspecção de cunho esotérico-religioso, para enganação mental pura e simples, para os artifícios de maquiagem das agruras cotidianas, enfim. Eis a valia de vivermos: fazermos de conta a maior parte do tempo.
A escritora morreu alguns meses depois de ter concedido o depoimento ao jornalista Pedro Bloch, em maio de 1964
“Tenho um vício terrível” — me confessa Cecília Meireles, com ar de quem acumulou setenta pecados capitais. “Meu vício é gostar de gente. Você acha que isso tem cura? Tenho tal amor pela criatura humana, em profundidade, que deve ser doença.”
Na edição de fevereiro de 1935, a revista “Esquire” publicou uma lista do escritor norte-americano Ernest Hemingway enumerando 17 livros que ele julgava seminais. Passados quase 80 anos, os livros apontados por ele, em sua maioria, continuam essenciais. Ganhador do Prêmio Pulitzer e do Nobel de Literatura, Hemingway se matou em 1961. A lista, publicada abaixo, foi compilada pelo blog Lists of Note. Ei-los.
Segundo a hipótese mais aceita nos meios científicos, a vida teria surgido há cerca de 3,5 bilhões de anos, possivelmente em algum lugar da Terra. Ou mesmo em algum planeta de um sistema próximo (em termos cosmológicos) e pode ter vindo parar aqui na garupa de estilhaços retirados de algum corpo celeste por cataclismos de dimensões interestelares. Deduz-se que a vida começou em um ambiente singular, cujas características o Homo sapiens ainda não logrou reconstituir e entabular uns serezinhos animados para concorrer aos já existentes.
Para se chegar ao resultado consultei reportagens, entidades editoriais, empresas de pesquisas de mercado e publicações especializadas em livros. O objetivo era identificar, baseado nessas informações, quais são os 10 livros literários mais vendidos no mundo em todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: “Global Times”, “Telegraph”, “New York Times”, “HowStuffWorks”, “Financial Times”; as entidades editoriais International Publishers Association (IPA), International Booksellers Federation (IBF) e International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA); e as empresas de auditagem e pesquisas de mercado Nielsen e a GfK.
15 ensinamentos, segundo Nietzsche, Hemingway, Onetti e García Márquez
Os chamados mandamentos literários existem desde o surgimento da escrita. Aristóteles e Shakespeare foram pródigos em ensinar, por meio de conselhos, como se tornar um grande escritor. Gustave Flaubert, James Joyce, Henry Miller e Anaïs Nin também deixaram suas versões. Neste post, publico uma compilação de conselhos literários (ou mandamentos literários) de quatro nomes fundamentais da literatura mundial dos últimos 150 anos: Friedrich Nietzsche, Ernest Hemingway, Juan Carlos Onetti e Gabriel García Márquez.
Voracidade é a palavra de ordem. Hoje vivemos cercados de demandas que reverberam à nossa volta. Gula. Desejos desenfreados. Ambição desmesurada. Consumismo compulsivo e, claro, busca frenética pelo “novo”. Assim uma série de termos, decodificando estilos atitudinais contemporâneos, vem sendo despejada cotidianamente no market share ou mercado de consumo. Newism, Presumers. Você já conhecia estas expressões? Então vamos a elas.
Não sei quanto a vocês, mas eu considero a tortura um dos crimes mais escabrosos e abjetos de que seja capaz um ser humano. Repercutiu muito uma entrevista concedida pelo ex-balconista de livraria e ex-sex-appeal da música brega-sertaneja, Amado Batista, na qual ele afirmou ter merecido, sim, sem dúvidas, as torturas sofridas durante o período de ditadura militar no Brasil.
Valendo-se de invulgar analogia poética, o cantor popular comparou a brutalidade por que passou aos 18 anos a, nada mais, nada menos, que um justo corretivo de mãe, uma prova de amor, se não a ele próprio (suposto jovem desajuizado a serviço dos revolucionários), ao país ameaçado pelos comunistas.
