Ensaios

Jean-Paul Sartre, o messias da filosofia Foto / Wikimedia Commons

Jean-Paul Sartre, o messias da filosofia

O francês Jean-Paul Sartre, o gnomo obsceno, talvez tenha sido o filósofo mais comentado e, até, lido do século 20. O que você vai ler neste texto é tão duro que dou duas dicas: há uma ampla biografia, “Sartre”, de Annie Cohen-Solal, em português, que tem uma interpretação menos ácida e mais equilibrada do companheiro de Simone “Castor” de Beauvoir, e há “Passado Imperfeito — Um Olhar Crítico Sobre a Intelectualidade Francesa no Pós-Guerra”, do historiador britânico Tony Judt. O livro de Judt, com 478 páginas, é pau puro, e Sartre sai muito mal, com Albert Camus revalorizado.

Fazer 40 anos: ensaio de ideias ficcionais Anton Ivanov / Shutterstock

Fazer 40 anos: ensaio de ideias ficcionais

Talvez esta seja mesmo a grande epifania das idades. Uma espécie de glória botânica ou cativa dos animais e de tudo o que é vivo. Um momento espiritual, também moral. É um costume dos pagãos e uma celebração dos religiosos. É o dia a dia dos aniversários, mas dentre os aniversários, é o mais aniversário de todos os aniversários. Quarenta anos: o aniversário dos aniversários.

Diário do Farol, de João Ubaldo Ribeiro: um livro hipnotizante

Diário do Farol, de João Ubaldo Ribeiro: um livro hipnotizante

Te convido a ler “Diário do Farol” subscrevendo o pacto narrativo do início ao fim, ou seja, suspendendo a descrença no que vai narrado. Jogue o jogo que foi proposto, sinta uma presença macabra por cima do ombro a cada página virada, suponha que as bravatas ali bravateadas fossem de fato concretizáveis, por quaisquer meios que desconhece, pois sua ignorância é vasta em tantos assuntos que seria impossível enumerá-los.