Ensaios

Fazer 40 anos: ensaio de ideias ficcionais Anton Ivanov / Shutterstock

Fazer 40 anos: ensaio de ideias ficcionais

Talvez esta seja mesmo a grande epifania das idades. Uma espécie de glória botânica ou cativa dos animais e de tudo o que é vivo. Um momento espiritual, também moral. É um costume dos pagãos e uma celebração dos religiosos. É o dia a dia dos aniversários, mas dentre os aniversários, é o mais aniversário de todos os aniversários. Quarenta anos: o aniversário dos aniversários.

Diário do Farol, de João Ubaldo Ribeiro: um livro hipnotizante

Diário do Farol, de João Ubaldo Ribeiro: um livro hipnotizante

Te convido a ler “Diário do Farol” subscrevendo o pacto narrativo do início ao fim, ou seja, suspendendo a descrença no que vai narrado. Jogue o jogo que foi proposto, sinta uma presença macabra por cima do ombro a cada página virada, suponha que as bravatas ali bravateadas fossem de fato concretizáveis, por quaisquer meios que desconhece, pois sua ignorância é vasta em tantos assuntos que seria impossível enumerá-los.

Charles Baudelaire: 200 anos. Para não dizer que não falei das flores (do mal)

Charles Baudelaire: 200 anos. Para não dizer que não falei das flores (do mal)

É quase impossível olhar para o calendário (9 de abril) e não se deixar tocar: 200 anos de nascimento do celebrado “poeta maldito”, Charles Baudelaire. Ao citar o vate, vem imediatamente à memória a sua produção máxima: “As Flores do Mal”. A obra que para muitos inaugurou a modernidade literária ao romper com as formas clássicas do verso e com os cânones literários vigentes.