Diários do Aran

Como virar um talibã jihadista muito fashion

Como virar um talibã jihadista muito fashion

Finalmente, os chacais do Grande Satã saíram todos correndo do Afeganistão e nós, os guerreiros do Talibã, podemos voltar a lacrar sob o sol inclemente do deserto, oba! Me contaram que tem gente na Al Qaeda e no ISIS morrendo de inveja, mas isso não tem importância. Nós vencemos os sionistas e os cruzados, ora! Não é ‘aznimiga’ que vai fazer a gente tombar, não é mesmo?

Como a inteligência artificial pode melhorar Machado de Assis

Como a inteligência artificial pode melhorar Machado de Assis

Depois de destruir a mídia, a indústria da música, a verdade e a democracia, o Vale do Silício está determinado a arrasar com a literatura. Não que fosse preciso muito esforço, sejamos sinceros. A coisa funciona assim: você entra no site, digita um texto-base, seleciona o idioma e pronto. A inteligência artificial recombina as palavras e as associa com outras publicações encontradas na Internet para criar algo inédito.

50 tons de roxo

50 tons de roxo

O senhor Belford Roxo franze o cenho, ergue as sobrancelhas, me dá um sorriso convencido e me lança aquele olhar atrevido dele. Como ele faz tudo isso ao mesmo tempo, o garçom pensa que ele está sofrendo um AVC e corre até a nossa mesa para socorrê-lo. Belford o manda embora com uma gorjeta de 50 reais.

Paul Valéry e a Marquesa

Paul Valéry e a Marquesa

O poeta simbolista Paul Valéry disse, certa vez, que era impossível escrever um romance, pois detestava a vulgaridade da frase “a marquesa saiu às cinco horas”. Muitos escritores seguiram a recomendação de Valéry e passaram a se dedicar ao experimentalismo literário, algo que é sempre muito bem-vindo. Mas, olha só, a frase “a marquesa saiu às cinco horas” talvez não seja tão ruim para começar uma narrativa. Pensei em cinco ficções, cada uma em um gênero diferente.

Autoficção é coisa de gente sem imaginação

Autoficção é coisa de gente sem imaginação

Estávamos na minha modesta quinta em Ibiza, uma ilha modesta na modesta costa da Espanha. Era uma noite fresca de um junho modesto e nós bebíamos whisky (eu) e pinga (Itamar), enquanto observávamos o ensolarado mar azul, algo bastante peculiar, uma vez que era noite. Mas a vida é assim… cheia de mistérios, feito um baú de avó escondido debaixo da cama.