Livros

O vocabulário cínico de Ambrose Bierce

O vocabulário cínico de Ambrose Bierce

Um fato curioso sobre o cinismo é que o seu mais ilustre representante é, possivelmente, Ambrose Bierce, graças ao seu “Dicionário do Diabo”, ou “Vocabulário do Cínico”. É um caso hilário que o nome original, que fazia apologia ao demônio, coisa censurada pela religião, tenha sido substituído por esse título com grande força literária e, virtualmente, acadêmica.

10 textos sobre vinhos de 10 grandes autores da literatura mundial

10 textos sobre vinhos de 10 grandes autores da literatura mundial

Um bom livro, assim como um bom vinho não pode ser relativizado, e os dois fornecem experiências igualmente fantásticas, limitadas apenas pelos sentidos específicos relacionados as suas afinidades. Com a diferença de que um livro leva uma pequena vantagem em relação ao vinho. Um bom livro pode ser lido mais de uma vez, enquanto um bom vinho parece ser uma experiência única.

A obra-prima de Ian McEwan

A obra-prima de Ian McEwan

Ver com os próprios olhos é o suficiente para sabermos a verdade sobre um acontecimento? Talvez seja essa a questão de fundo em “Reparação”, obra do escritor inglês Ian McEwan. Quatro centenas de páginas demonstram que a resposta não é nunca tão óbvia quanto um “sim”, uma vez que a imaginação deve ser considerada; ela reage com os sentidos e influencia poderosamente nossa percepção da realidade. Outra questão implicada, tão importante, diz respeito ao inerente poder da ficção, e ambas as questões provam o quanto o termo “romance” vai muito além da compreensão vulgar.

Arthur Machen e seu labirinto de horrores elogiado por Jorge Luis Borges

Arthur Machen e seu labirinto de horrores elogiado por Jorge Luis Borges

Machen nasceu no País de Gales. Na juventude, mudou-se para Londres, onde trabalhou como jornalista, tradutor e escritor. Desde pequeno, na seleta biblioteca de seu pai, Machen desenvolveu o gosto pela leitura de obras que pendiam para temas sombrios e decadentistas de autores como as irmãs Brontë e Thomas De Quincey. Em Londres, um de seus primeiros trabalhos foi como catalogador em uma livraria, período em que Machen entrou em contato com diversos livros sobre o oculto, sobre magia e alquimia.

Cem Anos de Solidão, um livro para se ler eternamente

Cem Anos de Solidão, um livro para se ler eternamente

Não queira tirar uma moral exclusiva ou um sentido único de Cem Anos de Solidão. Porque ele é plural e contém todos os sentidos e todas as morais. Seu estágio de conhecimento, seu estado de espírito, suas crenças e ideias dominantes é que vão dar o tom do que se perceber, do que se retirar. No microcosmo chamado Macondo é que a saga dos Buendía-Iguarán se destrinça. Uma sequência de José Arcádios e Aurelianos se sucede em profusão, cobrindo um período sintomático de 100 anos. Penso até que a árvore genealógica dessa mítica família seja impossível de se montar, como requer uma obra representativa do realismo fantástico.