Contos

Decálogo do Perfeito Contista, de Horacio Quiroga

Decálogo do Perfeito Contista, de Horacio Quiroga

Publicado originalmente na revista “Babel”, de Buenos Aires em 1927, o “Decálogo do Perfeito Contista”, de Horacio Quiroga, se tornou uma espécie de receituário para contistas iniciantes. “O ‘Decálogo do Perfeito Contista’ é, por um lado, a profissão de fé de um exímio contista, a partilha — generosa, diga-se — de um conhecimento forjado a duras penas, com o objetivo, talvez, de maneirar os excessos literários da juventude, mas, por outro lado, é também um documento literário de uma época e de um modo de se pensar a literatura.”

História dos dois que sonharam

História dos dois que sonharam

O historiador arábico El Ixaqui narra este acontecimento: Contam os homens dignos de fé (porém só Alá é onisciente e poderoso e misericordioso e não dorme) que houve no Cairo um homem possuidor de riquezas, porém tão magnânimo e liberal que as perdeu todas, menos a casa de seu pai, e que se viu forçado a trabalhar para ganhar o pão.

Um dia ideal para os peixes-banana

Um dia ideal para os peixes-banana

Noventa e sete agentes de publicidade de Nova York estavam hospedados no hotel e, do jeito que vinham monopolizando as linhas interurbanas, a moça do 507 teve de esperar do meio-dia até quase às duas e meia para completar sua ligação. Mas ela tratou de aproveitar bem o tempo.

De Kafka a Hemingway: 30 microcontos de até 100 caracteres

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Embora não seja reconhecido como um gênero literário — sendo associado às tendências de vanguarda e ao minimalismo —, os “microcontos” ganharam um grande número de adeptos nas duas últimas décadas. A partir do início dos anos 1990, estudos e antologias começaram a abordar o tema de forma enfática, resultando em centenas de publicações em todo o mundo.