Humano, triste e brilhante: o filme premiado da Netflix que é um tesouro escondido Divulgação / Netflix

Humano, triste e brilhante: o filme premiado da Netflix que é um tesouro escondido

Em “Inspire, Expire” (2018), Ísold Uggadóttir acompanha Lára, que tenta se reerguer do vício e consegue estágio remunerado como guarda de fronteira na Islândia. Entre cinza e azul esbranquiçado, a Península de Reykjanes se alinha à narrativa como um quarto protagonista. No supermercado, 8.120 coroas viram humilhação e dignidade sobrevalorizada. Na imigração, Lára cruza com Adja, franco-guineense que quer fugir para o Canadá, e vê o medo num abrigo de imigrantes ilegais.

O filme da Netflix que faz a sua mente pedir pausa e o seu dedo ignorar Divulgação / Netflix

O filme da Netflix que faz a sua mente pedir pausa e o seu dedo ignorar

Em 1905, o ex-padre Thomas Richardson volta para casa e descobre que Jennifer foi sequestrada e levada a uma ilha do Atlântico Norte. Sob o autoproclamado profeta Malcolm, o culto religioso ameaça ir a pique com colheitas mirradas, atribuídas a uma praga. Thomas tenta incorporar-se aos ilhéus para achar a irmã e encontra dubiedade, obscurantismo e velhacaria. A fotografia em tons abaixo do confortável e um desfecho com reviravoltas sustentam um terror perturbador, com cenas de massa encefálica.

Netflix tem um thriller que te faz desconfiar do narrador, da cena… e de você Divulgação / Netflix

Netflix tem um thriller que te faz desconfiar do narrador, da cena… e de você

A Coreia do Sul construiu riqueza e identidade sob educação e meritocracia, mas carrega o estigma do fracasso e um problema social complexo. Em “Rastros de um Sequestro”, Jin-seok muda com a família para Seul e vê o irmão Yoo-seok desaparecer por dezenove dias; ao voltar com amnésia dissociativa, ele parece outro. Sem crédito da polícia, o rapaz investiga, descobre segredos, um passado trágico e uma vingança que atravessa 20 anos, em clima noir.

Parece “só mais um filme” na Netflix… até o minuto que te derruba de verdade Divulgação / Netflix

Parece “só mais um filme” na Netflix… até o minuto que te derruba de verdade

Em “Remédio Amargo” (2020), Carles Torras desenha Ángel, vivido por Mario Casas, como amante que degringola da devoção para a psicopatia, ecoando “Atração Fatal”. Vanesa, de Déborah François, é rebaixada de pessoa a objeto, enquanto o roteiro arma culpa, infertilidade, indiferença e o interesse por Ricardo como combustível do delírio. Num espaço doméstico anacrônico e claustrofóbico, o suspense vira pânico até um desfecho apocalíptico — e um alerta sobre amores abusivos.

A joia escondida da Netflix: um filme delicado que quase ninguém viu Dale Robinette / Paramount Pictures

A joia escondida da Netflix: um filme delicado que quase ninguém viu

Dirigido por Michael Carney, o drama biográfico “Somos Todos Iguais” acompanha Ron e Debbie, casal de classe média alta que trabalha com comércio internacional de obras de arte e tenta sustentar a vida doméstica depois que ela descobre uma traição. Movida por sonhos, Debbie começa a fazer trabalho voluntário em uma entidade que atende moradores de rua com alimentos e roupas e leva o marido e os dois filhos adolescentes junto. Lá, eles conhecem Denver, um homem agressivo e visto como potencialmente perigoso, que aos poucos aceita contar seu passado para Ron.