Filme com Bruce Willis, na Netflix, vai fritar seu cérebro e te manter 97 minutos sem piscar Brian Douglas / Lionsgate

Filme com Bruce Willis, na Netflix, vai fritar seu cérebro e te manter 97 minutos sem piscar

Espécie de farsa sobre a decomposição das instituições (no caso, as forças policiais mesmo), minadas por gente de fora e de dentro, ainda que haja uns poucos abnegados que resistam e façam seu trabalho, em “Assalto ao Poder” (2016) Steven C. Miller tenta elaborar possíveis razões para a atual degenerescência da polícia, o primeiro (e às vezes também o último) apoio do cidadão comum.

Nem tudo o que as palavras não explicam deixa de ser pleno de sentido

Nem tudo o que as palavras não explicam deixa de ser pleno de sentido

A cultura contemporânea é de longe a mais visual de toda a história. Talvez a imagem supere a palavra em eficácia de comunicação, dado sua instantaneidade e pregnância. Mas a escrita, apesar disso, permanece como uma supra-linguagem; espécie de tradução das demais linguagens. De certo modo todas dependem da palavra escrita para serem compreendidas, e não de notas, cores e movimentos.

Escritor gosta é de apanhar

Escritor gosta é de apanhar

Quem ficou surpreso ao saber do barraco entre Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa, acontecido em 76 (donde deduzimos que a Literatura Moderna não consiste apenas num soco no estômago do leitor: às vezes vale murro em olho de autor), é porque nunca soube de outros casos, tão mais apetitosos quanto abafados, também envolvendo literatos — e que chegam agora até você, com exclusividade.

A história de amor, na Netflix, que vai deixar um gosto de esperança e que todos deveriam assistir Samuel Dore / Dragonfly Film

A história de amor, na Netflix, que vai deixar um gosto de esperança e que todos deveriam assistir

Retratando uma das pelejas mais duras e mais belas a que alguém pode se lançar, à da busca por afirmação e respeito, Bruce Goodison e Amit Sharma levantam discussões sempre urgentes em “A Luta de Barbara e Alan” (2022), drama todo pontuado por momentos de humor ácido, mas preciso, outra característica do casal biografado no filme.

Euclides da Cunha atira e morre. Anos depois, o filho tenta vingar a morte do pai e, também, é morto

Euclides da Cunha atira e morre. Anos depois, o filho tenta vingar a morte do pai e, também, é morto

Euclides era rei, Dilermando, pequenino peão. No tumulto do drama tecido pela fatalidade, o rei enlouqueceu e forçou o peão a matá-lo. Um regicídio! A sociedade sofreu o mais profundo dos abalos porque Euclides não era apenas por direito de nascimento, coisa medíocre: era um grande rei por merecimento, coisa grande. E todas as fulminações choveram sobre a cabeça do peão que teve de matar o rei. E a vida desse peão passou a ser um inenarrável martírio.