Ideias

Se Olavo de Carvalho está certo, Mano Brown também está

Se Olavo de Carvalho está certo, Mano Brown também está

Olavo de Carvalho deu um nó tático em seus adversários. Mesmo vivendo fora do país, soube ler o Brasil enquanto todos estavam ocupados em defender seus políticos de estimação. Foi tratado como piada pela elite intelectual brasileira durante décadas. Os mesmos que agora estão desesperados diante do crescimento de sua influência.

Paulo Coelho, um professor na escola de Harry Potter

Paulo Coelho, um professor na escola de Harry Potter

Se antes ser pego lendo Paulo Coelho pegava mal, agora é cult. Curiosamente, os novos admiradores de Paulo Coelho adotaram o mesmo discurso de defesa que o próprio Mago apresenta desde a década de 1980: quem não gosta de seus livros é pedante e tem inveja de seu sucesso internacional, despeito por ele ser lido e festejado por intelectuais como Madonna e Bill Clinton. Simples assim. Não concebem que um crítico possa desaprovar os livros por motivos meramente técnicos e estéticos.

Telmo Martino: a falta que faz o seu veneno

Telmo Martino: a falta que faz o seu veneno

A overdose de notícias, opiniões e depravações decorrentes da campanha eleitoral em curso faz o cidadão ter saudade do tempo em que os jornais faziam uma cobertura digna da vida cultural brasileira. Época em que opiniões sensatas (ou não) sobre livros, filmes, peças e shows tinham espaços garantidos na chamada “mídia”. Hoje, o colunismo cultural, por exemplo, está extinto. Seu último grande representante no Brasil foi o jornalista Telmo Martino, que nos deixou em setembro de 2013

Manual de sobrevivência do Poderoso Chefão para a política brasileira

Manual de sobrevivência do Poderoso Chefão para a política brasileira

A trilogia “O Poderoso Chefão” é uma espécie de cabala pop pós-moderna, com Marlon Brando e Al Pacino no lugar da Madonna. Basta saber perguntar e, mais importante, saber absorver as respostas nas linhas e entrelinhas dos diálogos trocados entre os membros da família Corleone, seus agregados, aliados, amigos e inimigos. Tal fonte de sabedoria universal pode ajudar a compreender o conturbado atual cenário político brasileiro.

A história ensina que qualquer homem pode ser assassinado

A história ensina que qualquer homem pode ser assassinado

Michael Corleone diz, em “O Poderoso Chefão”, que, “se há alguma coisa certa nesta vida, se a história nos ensinou alguma coisa, é que você pode matar qualquer um”. A história confirma a frase do mafioso ítalo-americano — um personagem de ficção que, de algum modo, é parte da realidade. Quando o capo siciliano Bernardo Provenzano, foi preso, numa aldeia da Itália, estava ouvindo a música do filme. Mafiosos mais jovens inspiram-se no glamour da arte do diretor Francis Ford Coppola.