Ideias

A era dos intelectuais Nutella

A era dos intelectuais Nutella

Os mais críticos podem afirmar que eles confirmam a “Teoria do Medalhão” daquele famoso conto do Machado de Assis, que representam o fascínio brasileiro pelo bacharelismo denunciado por Sérgio Buarque de Holanda ou que são meros autores de autoajuda. Injustiça! Talvez os epítetos mais corretos fossem “divulgadores científicos” ou “vulgarizadores do conhecimento erudito”. Não são Paulos Coelhos com diploma, embora suas obras mais populares não ajudem a dissipar tal impressão.

O agressor de um animal não é apenas um covarde. É também um potencial criminoso

O agressor de um animal não é apenas um covarde. É também um potencial criminoso

Animais não podem defender-se sozinhos. Ficam reféns dos homens, da sua crueldade. Nem mesmo entendem por que apanham. Veem o seu dono e pensam logo em alguém que lhes há de dar amor, carinho, atenção. Que surpresa desagradável, então, é levar uma bordoada, um chute ou qualquer outro tipo de ataque. Quem bate não faz ideia de como sofre o animal. Quem bate não percebe como, pouco a pouco, a agressividade contamina-o.

Se Olavo de Carvalho está certo, Mano Brown também está

Se Olavo de Carvalho está certo, Mano Brown também está

Olavo de Carvalho deu um nó tático em seus adversários. Mesmo vivendo fora do país, soube ler o Brasil enquanto todos estavam ocupados em defender seus políticos de estimação. Foi tratado como piada pela elite intelectual brasileira durante décadas. Os mesmos que agora estão desesperados diante do crescimento de sua influência.

Paulo Coelho, um professor na escola de Harry Potter

Paulo Coelho, um professor na escola de Harry Potter

Se antes ser pego lendo Paulo Coelho pegava mal, agora é cult. Curiosamente, os novos admiradores de Paulo Coelho adotaram o mesmo discurso de defesa que o próprio Mago apresenta desde a década de 1980: quem não gosta de seus livros é pedante e tem inveja de seu sucesso internacional, despeito por ele ser lido e festejado por intelectuais como Madonna e Bill Clinton. Simples assim. Não concebem que um crítico possa desaprovar os livros por motivos meramente técnicos e estéticos.

Telmo Martino: a falta que faz o seu veneno

Telmo Martino: a falta que faz o seu veneno

A overdose de notícias, opiniões e depravações decorrentes da campanha eleitoral em curso faz o cidadão ter saudade do tempo em que os jornais faziam uma cobertura digna da vida cultural brasileira. Época em que opiniões sensatas (ou não) sobre livros, filmes, peças e shows tinham espaços garantidos na chamada “mídia”. Hoje, o colunismo cultural, por exemplo, está extinto. Seu último grande representante no Brasil foi o jornalista Telmo Martino, que nos deixou em setembro de 2013