Autor: Euler de França Belém

O Jogo da Amarelinha, a obra-prima de Julio Cortázar, em nova tradução

O Jogo da Amarelinha, a obra-prima de Julio Cortázar, em nova tradução

Julio Cortázar é, sem dúvida, um dos filhos de James Joyce, mas não é escravo. “O Jogo da Amarelinha”, como sugere o título, é um jogo literário e o leitor pode ler o romance — que apresento como “romances”, sim no plural, com “s” no final da palavra — da maneira tradicional, se se pode indicar que há uma leitura tradicional deste livraço, e de modo salteado, uma leitura indicada pelo autor (a rigor, as duas são sugeridas pelo escritor que morreu, em Paris, aos 69 anos).

Marcial Lafuente Estefanía é o escritor de 6 milhões de exemplares

Marcial Lafuente Estefanía é o escritor de 6 milhões de exemplares

O espanhol Marcial Lafuente Estefanía nasceu em 1903 e morreu em 1984, aos 81 anos. Ele usou, além do nome, vários pseudônimos (alguns deles femininos) — o que eu não sabia. Era expert em “novelas”. Novelas, no caso, são “romances”. Ele “é considerado o representante máximo do gênero em espanhol”. Não tenho provas, mas arrisco a dizer que certamente é o maior do gênero em qualquer língua (não me lembro se as obras eram bem traduzidas, o que posso dizer é que eram legíveis).

Carolina de Jesus: a história da escritora favelada que foi traduzida em 13 países

Carolina de Jesus: a história da escritora favelada que foi traduzida em 13 países

O livro “Tempo de Reportagem — Histórias Que Marcaram Época no Jornalismo Brasileiro” (Leya, 287 páginas), de Audálio Dantas, que morreu em 2018, contém verdadeiras aulas de jornalismo. Além de reportagens clássicas, típicas do jornalismo literário, mas sem a pretensão típica de Truman Capote e Tom Wolfe, há textos introdutórios sobre como foram feitas. Recomendo vivamente “A nova guerra de Canudos”, “Povo caranguejo” e “O drama da favela escrito por uma favelada”.