Autor: Euler de França Belém

A brutal história do poeta que Stálin matou

A brutal história do poeta que Stálin matou

O gigante Stálin, no enfrentamento com o julgamento histórico, hoje é anão. Mandelstam, que era pequeno (até no físico), agora é um gigante. E, quanto mais passa o tempo, Stálin vai ficando ainda menor e Mandelstam, cada vez maior. Os ditadores, que devoram os homens que resistem, acabam por serem devorados pela história.

A história de um grande amor que derrotou o stalinismo na União Soviética

A história de um grande amor que derrotou o stalinismo na União Soviética

O historiador britânico Orlando Figes, ao visitar o Memorial, em Moscou, decidiu examinar o conteúdo de três baús. No menor, descobriu 1246 cartas trocadas entre os jovens Lev Glebovich Mishchenko e Svetlana (Sveta) Alexandrovna, durante oito anos e meio, de 1946 a 1954. Eram cartas de amor. Lev estava em Pechora, um campo de trabalho forçado, no Círculo Ártico, onde cumpria uma pena de dez anos sob acusação, falsa, de que havia espionado para os alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

Texto inédito de Jorge Luis Borges

Texto inédito de Jorge Luis Borges

A história não foi escrita para consumo próprio. Borges queria vê-la publicada, até, quem sabe, para ressaltar o caráter, digamos, “aventureiro” de sua família, dando-lhe um sentimento de pertencimento à história da Argentina (Borges é argentiníssimo, mas há quem o perceba como um escritor e aristocrata inglês que, por acaso, nasceu na Argentina).

Vassili Grossman, o escritor que derrotou o comunismo

Vassili Grossman, o escritor que derrotou o comunismo

“Vida e Destino” (Alfaguara, 915 páginas, tradução de Irineu Franco Perpetuo), do escritor ucraniano Vassili Grossman (1905-1964), é o “Guerra e Paz” do século 20. A diferença é que Liev Tolstói (1828-1910) viu a edição de seu livro e ganhou o aplauso dos leitores de seu tempo. Desesperançado, Grossman morreu, aos 58 anos, sem saber se, algum dia, seu romance seria publicado. SA pesquisadora russa Alexandra Popoff decidiu escrever não um romance, mas uma alentada biografia do escritor e jornalista russo — “Vasili Grossman y el Siglo Soviético” (Crítica, 512 páginas, tradução de Gonzalo García).

A história do médico brasileiro que combateu a febre amarela, a peste bubônica, a varíola e a ignorância

A história do médico brasileiro que combateu a febre amarela, a peste bubônica, a varíola e a ignorância

Moacyr Scliar (1937-2011) abordou o cientista e médico Oswaldo Cruz de duas formas — como biógrafo, no livro “Oswaldo Cruz — Entre Micróbios e Barricadas” (Relume Dumará, 101 páginas), e como escritor, no romance “Sonhos Tropicais” (Companhia das Letras, 212 páginas). O estudo da vida do cientista paulista, especializado no Instituto Pasteur, na França, não é alentado. Mesmo assim, apresenta muito bem um personagem relevante para o Brasil — “original e extraordinário” — que viveu entre dois séculos, o 19 e o 20, entre 1872 e 1917. Viveu apenas 44 anos.