Ideias

Governos, empresários e nós, brasileiros: o Museu Nacional morreu foi de vergonha

Governos, empresários e nós, brasileiros: o Museu Nacional morreu foi de vergonha

O Museu Nacional do Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, que um dia foi a residência oficial da família real portuguesa, está morto. Não adianta vir governante dizer que vai convocar empresas e bancos para restaurá-lo. Tanto políticos como empresários passarão recibo de hipócritas — o que, provavelmente, vão fazer sem a menor parcimônia. Não adianta mais: Inês está morta. Luzia está morta.

No país do mito, a cultura pega fogo

No país do mito, a cultura pega fogo

A maioria dos leitores já deve ter conhecimento do acervo que constituía o Museu Nacional do Rio de Janeiro, que acaba de ser incinerado menos pelo fogo do que pela negligência. Uns dizem que era o passado. Mas “passado” não é aquilo que guardamos nos museus (isso é História viva). Passado é no que um museu se transforma quando pega fogo. Não podia ter acontecido.

Observações sobre educação para a literatura

Observações sobre educação para a literatura

Ao vermos a precisão de ideias em Machado de Assis e de adjetivos em Joyce, não aprendemos a raciocinar e a descrever, apenas perdemos o direito de raciocinar e descrever levianamente. Perante um tema tratado com profundidade e delicadeza pelos grandes autores, salvamo-nos do ridículo de tratar o mesmo assunto com simplismo, rudez, e ainda assim nos julgarmos portadores do novo.

Quer trocar um burguer New York Style por um espetinho de gafanhoto?

Quer trocar um burguer New York Style por um espetinho de gafanhoto?

Desde o século 18 que um país não ocidental, não democrático-liberal e de língua não inglesa, não se torna a maior economia do mundo. Há uma projeção matemática que indica que a China quebre este jejum de primeiro posicionamento e ultrapasse os Estados Unidos, tornando-se assim a maior economia global, dentro de mais dez anos. Este fato, por si só, é extremamente relevante para o contexto global.