Autor: Enio Vieira

‘Eduardo e Mônica’ e o sentimento do mundo nos anos 1980

‘Eduardo e Mônica’ e o sentimento do mundo nos anos 1980

As canções do grupo Legião Urbana são um bom convite para meditar sobre a passagem do tempo. Mais precisamente, é um estímulo a pensar sobre o que foi aquele momento particular da abertura política do Brasil (virada para os anos 1980) e o novo sentimento dos jovens. Virou lugar comum chamar o período de década perdida, por conta da crise econômica.

Para Elza Soares, nunca foi tarde para se reinventar

Para Elza Soares, nunca foi tarde para se reinventar

Morreu aos 91 anos a cantora Elza Soares. Ela foi um fenômeno na juventude e se casou com o supercraque de futebol Garrincha, sendo uma das primeiras celebridades ao estilo contemporâneo. Se fosse hoje, seria uma personagem recorrente das redes sociais. Na velhice, surpreendeu meio mundo com uma guinada na carreira.

‘Não Olhe para Cima’ retoma a questão filosófica da espera

‘Não Olhe para Cima’ retoma a questão filosófica da espera

O anúncio de um cometa a caminho do planeta Terra é o estopim do filme “Não Olhe para Cima”, lançado pela Netflix na virada de 2021 para 2022. De novo, mais uma narrativa (cinema, literatura) coloca o tema da espera no centro da trama. Protagonistas-cientistas lutam para convencer a humanidade de que começara uma conta regressiva para o fim do mundo.

‘A Filha Perdida’ e ‘O Fio Invisível’ abordam o medo e a liberdade das mulheres

‘A Filha Perdida’ e ‘O Fio Invisível’ abordam o medo e a liberdade das mulheres

Em meio à infantilidade de super-heróis e aos cometas para destruir o planeta, dois filmes recentes da Netflix voltam à forma do drama psicológico de altíssimo nível. Chegou a hora de, novamente, descer ao mundo das pessoas comuns e ver a complexidade delas. A primeira obra é “O Fio Invisível”, dirigido por Claudia Llosa e adaptado do belíssimo romance “Distância de Resgate”, da argentina Samanta Schweblin. A outra é a versão de Maggie Gyllenhaal para o livro “A Filha Perdida”, da italiana Elena Ferrante.

O que restou da Semana de Arte Moderna de 1922

O que restou da Semana de Arte Moderna de 1922

O Brasil de hoje e que celebra o agronegócio é parecido com o Brasil da Velha República, antes de 1930. É a morte do modernismo, com imobilismo social e irrelevância perante o mundo. Antes era o café, hoje temos soja e carne bovina. A indústria definhou. Fato é que não se faz um país moderno só com isso — e muito menos sem cultura.