“Amor à Vida” nos faz pensar se a Globo não deveria dar uma chance à mulher de Silvio Santos

“Amor à Vida” nos faz pensar se a Globo não deveria dar uma chance à mulher de Silvio Santos

Walcyr Carrasco abeberou-se no que há de pior na teledramaturgia mexicana: o melodrama exagerado, atitudes injustificadas, personagens vazios, enredos caricatos. No meio de tantos aspectos ruins, é difícil apontar qual a principal falha da novela (até a canção de abertura, “Maravida”, inesquecível nas interpretações de Gonzaguinha e Maria Bethânia, tornou-se um brega choroso insuportável com o estridente sertanejo Daniel).

Laurentino Gomes, o Paulo Coelho da história, lança livro sobre a proclamação da República

Laurentino Gomes, o Paulo Coelho da história, lança livro sobre a proclamação da República

Com os pesquisadores mais abalizados é assim: a história anda de trem, mais lentamente. Mastiga-se os fatos, confrontando-os de maneira nuançada. O resultado, às vezes, é uma história mais discutida do que afirmativa. Com o jornalista Laurentino Gomes é diferente: a história anda de jato, com fórmulas e “piadas” nada sisudas sobre personagens históricos, não raro caricaturizados.

A canalhice conta com a burrice

A canalhice conta com a burrice

A verdade é que os médicos somos, antes de tudo, burros. Muito burros. Fizemos exatamente o que a canalhada federal queria. Fizemos greve, dando oportunidade pros jornais documentarem pacientes que haviam marcado sua consulta há meses e tendo de remarcar. Dizemos para os colegas não atenderem os erros e complicações dos cubanos. Recebemos, vestindo nossos jalecos brancos e com gritos raivosos, os colegas estrangeiros, no aeroporto.

Os 10 mandamentos da politicagem

Os 10 mandamentos da politicagem

Amarás o adeus, sobre todas as coisas. Fugirás do país, se preciso for. Escaparás dos cercos policiais. Driblarás as devassas fiscais da Receita Federal. Trafegarás elegante, com o nariz empinado, usando o próprio jatinho ou — não custa tentar — um avião requisitado da FAB. Tomarás um delicioso conhaque num café em Paris e rirás da cara de besta do povo que tu abandonaste nesta terra de samba e pandeiro.

Pecados, demônios e tentações em Chaves

Pecados, demônios e tentações em Chaves

O ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, morto em 2014, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.