Livros

Somos nós que mudamos os livros que lemos, inserindo neles as nossas vivências

Somos nós que mudamos os livros que lemos, inserindo neles as nossas vivências

Sim, os livros me deram rumos e gostos literários, mas meus defeitos e idiossincrasias estão ainda aqui, bem cultivados e inflacionados, obrigado, obrigado. Nenhuma mudança sísmica como aconteceu na vida dos autores desses textos; no máximo, orçamento deficitário para manter o vício das leituras desorganizadas e doenças respiratórias causadas pelo acúmulo de poeira nas pilhas de livros ainda por ler. Creio, inclusive, que somos nós que mudamos os livros que lemos, inserindo neles as nossas vivências (Otto Lara Resende dizia que todo leitor sempre lê a si mesmo, ou algo assim). Mas vá lá: se o freguês quer, assim é (se lhe parece) — escreverei sobre os livros que “mudaram” a minha vida.

Livros da infância: modos de usar

Livros da infância: modos de usar

Diferentemente do que ocorria há dez nos, o mundo me excede. Não sei quanto a vocês, leitores amigos, mas me sinto agredido diariamente por barulhos infernais de toda sorte de aparelhos e veículos, pelo medo constante de assaltos, pela ansiedade que tomou conta de nossas vidas de forma perene. Sim, as aflições cotidianas me esmagam. E também sei que mudei muito — essa é a nossa sina comum. Claro, já não passo horas esfolando os dedos em jogos de futebol no asfalto ou sentado, o mundo à espera, com amigos em calçadas poeirentas. Mas ainda tenho o consolo de poder buscar os livros da infância: leio-os e sou de novo um menino espantado.

O pacto de Cuba com traficantes de cocaína

O pacto de Cuba com traficantes de cocaína

Para entender por qual razão Fidel e Raúl Castro embarcaram no comércio de cocaína com Pablo Escobar, do Cartel de Medellín, é preciso buscar as raízes do problema — que estão expostas com competência pelo historiador britânico Richard Gott em “Cuba — Uma Nova História”, no capítulo “Cuba fica só — 1985-2003”. Em março de 1985, Mikhail Gorbachev assume o comando da União Soviética e tenta reformar o sistema socialista. A semicolônia cubana, como a chama Gott, ficou, inicialmente, desconfiada dos propósitos da glasnost (abertura política e cultural) e da perestroika (reestruturação econômica do sistema).

Livro revela que Vladmir Putin mata quem o denuncia

Livro revela que Vladmir Putin mata quem o denuncia

No país de Aleksandr Púchkin e Liev Tolstói, nos tempos de Stálin, matava-se até quem escrevia contos, como Isaac Bábel, e quem escrevia poemas, como Óssip Mandelstam. O stalinismo criou instrumentos para filtrar e fisgar quaisquer tipos de oposição. Sabe-se que Putin não é dado a leituras e, por certo, não sabe distinguir Turguêniev de Tchekhov. Mas, como Stálin, trata seus adversários, ou aqueles que avalia como adversários, como se fossem inimigos. Ao tratá-los assim, vale qualquer coisa para combatê-los. Pode mandar matá-los, como fez com o ex-espião do KGB Alexan­der Litvinenko (seu crime: ter se aliado a Boris Be­rezovsky) e, possivelmente, a jornalista Anna Politkovskaya (seu crime: denunciar os horrores russos na Chechênia).

Emily Dickinson recriada por Augusto de Campos

Emily Dickinson recriada por Augusto de Campos

Emily Dickinson viveu apenas 55 anos, entre 1830 e 1886, na cidade de Amherst, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Para além do folclore de que só se vestia de branco e quase não saía de casa, era uma poeta sofisticada, um leitora precisa e que sabia extrair néctar de onde muitos mineiram simplesmente barro. Augusto de Campos a apresenta como “uma autodidata em poesia”, o que, claro, não indica que seja meramente intuitiva e, até, simplória.

100 histórias infantis em áudio para download gratuito

100 histórias infantis em áudio para download gratuito

O Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do projeto Banco Internacional de Objetos Educacionais, disponibiliza para download gratuito 120 histórias infantis em áudio. O projeto tem por finalidade “despertar nas crianças o interesse em ouvir histórias narradas e, a partir delas, instigar a criatividade e a imaginação para a construção das mesmas”, afirmam os curadores. O repositório, de acesso público, traz uma série clássicos da literatura infantil brasileira. As histórias tem duração de 1 a 11 minutos e nomes como Ana Maria Machado, Teresa Noronha, Sônia Junqueira, Hardy Guedes Alcoforado Filho, Beatriz Meireles, Lino de Albergaria, Mary e Eliardo França fazem parte da coleção.