Crônicas

As coisas que John Lennon talvez dissesse a Jair Bolsonaro

As coisas que John Lennon talvez dissesse a Jair Bolsonaro

John Lennon era talentoso, divertido, polêmico e, acima de tudo, cruel e casca-grossa em matéria de defender os seus pontos de vista. Sinto que, por causa da sua inteligência e da sua impetuosidade, faz uma enorme falta no debate político. Com certeza, ele não se calaria frente aos discursos perniciosos e medievais dessa trupe terrivelmente reacionária.

É verdade este bilhete: eu te amo

É verdade este bilhete: eu te amo

Não tenho obrigação de provar para ninguém que fui feliz. Não me resta muito tempo. Há um excesso de Deus, de choros e de desespero enquanto afivelo o meu cinto. Tremendo azar: vamos cair e acabei ficando sem bateria. Espero que você leia isso, pois, é uma espécie de despedida redigida de forma improvisada. Um homem de boa alma, num derradeiro gesto de desprendimento e de generosidade, emprestou-me a sua Mont Blanc.

Literatura de merda

Literatura de merda

Será preciso muita paciência para ler. As coisas fogem um pouco do controle depois que se enche a lata de álcool. Não estávamos exatamente bêbados, mas, certamente, embriagados de felicidade. Ainda estávamos ali, sãos e salvos; mais salvos do que sãos, é bem verdade. Gozávamos de uma loucura controlada. Refletíamos sobre o terrível período de isolamento social compulsório.

Jesus está voltando. E ele vem armado

Jesus está voltando. E ele vem armado

Podia ter sido uma gripezinha, só uma gripezinha presidencial de quem possuía um passado de canalha. Podia ter sido um osso vital fraturado por descuido das mãos pesadas de um quiropraxista. Em determinadas circunstâncias, os ossos de um sujeito ficavam bambos. O azar do Alex pode ter sido justamente este: possuir ossos fracos num território macabro dominado pela injustiça e pela desigualdade social.