Crônicas

É preciso mais sorriso no rosto

É preciso mais sorriso no rosto

Desde que eu soube da morte de Eddie Van Halen não fiz outra coisa senão lamentar, ler a seu respeito, ouvir o repertório da banda Van Halen e assistir aos vídeos nos quais ele aparecia debulhando a guitarra como se fosse o instrumento mais fácil de se tocar na face da Terra. A morte de artistas que eu admiro costuma me incomodar além do razoável. É como se fossem amigos próximos. Difícil de explicar.

Dance comigo até o fim do amor

Dance comigo até o fim do amor

O tumor na laringe de Anthem tinha deixado o timbre da sua voz parecidíssimo com o de Leonard Cohen. Então, começou a fazer apresentações cover do cantor canadense, cantando canções de amor e ódio que tratavam de problemas populares, num pub mal frequentado do setor portuário.

Sorria, digite kkk

Sorria, digite kkk

Hoje, ficou mais fácil sorrir. Basta escrever (ou melhor, digitar) 3 Ks e estarei sorrindo. Sorrio com a ponta dos dedos na maior facilidade. Se eu quiser sorrir efusivamente, gargalhar mesmo, também é supertranquilo: basta aumentar o número de Ks digitados e pronto: estarei dando aquela famosa gaitada.

Copacabana, meu amor

Copacabana, meu amor

Não se mede o tempo em Copacabana. Sem os arcos atemporais da Lapa, Copa nunca dorme: menos negra do que já fora, tem um acinzentado peculiar, uma brancura falida dos outrora glamurosos no bairro mais idoso da América Latina; a brancura dos turistas com algum dinheiro e sanha por libertinagem sem humildade, cheia de paixão e curiosa pela morte.

Cristofóbicos unidos

Cristofóbicos unidos

Subia a Voluntários da Pátria a contragosto, a meio quilômetro por hora, num esforço sobre-humano, quase canino, para não sofrer um colapso. Uma bunda patriótica que me servia como guia, instigava-me a correr ladeira acima e já tinha dobrado a esquina fazia um século. Era uma bunda alegre, firme e altruísta.

Quando nosso cão morre, morre um pouco de nós

Quando nosso cão morre, morre um pouco de nós

Eu chorava, mas não era um choro qualquer. Era um pranto com suspiros e soluços, de um jeito tão primitivo que tive vergonha de mim mesma; mas ele não se importou. A uma distância de meio metro de mim, ele me observava com seus olhos amendoados e aflitos. Sem me julgar, esperava com a cabeça levemente pendida para o lado.

A melhor coisa que pode acontecer ao mundo: gente

A melhor coisa que pode acontecer ao mundo: gente

Por ora, os encontros musicais estão adiados. Coisas da nova ordem. Coisas da pandemia. A onda, agora, são as “lives” musicais nos canais da internet, iniciativas para que os profissionais da música se mantenham minimamente ativos e possam garantir o justo e necessário provimento financeiro, além, é claro, de levar entretenimento e alento aos corações aprisionados em casa.

Elogio da loucura e da burrice

Elogio da loucura e da burrice

Pelo menos uma vez na vida, sê patriota. É dessa droga de amor à pátria que eu estou falando. A nação anda viciada em mau gosto, o que não deixa de ter valor histórico, pois, ficará registrado nos livros, se é que alguém ainda se interessará em literatura. Aliás, doa os livros dos teus pais para abastecer as fogueiras santas.