A última entrevista de Vinícius de Moraes

Quando o jornalista Narceu de Almeida Filho bateu este longo papo com Vinícius de Moraes, em sua casa, bem situada numa tranquila rua da Gávea, no Rio de Janeiro, não poderia imaginar que, no momento da edição da entrevista, o Poetinha já não existisse mais. Vinícius estava todo animado, layout novo, de cabelos cortados, barba raspada, vestido elegantemente e sem o seu famoso boné que o acompanhou durante muitos anos. Havia emagrecido vários quilos e abandonado temporariamente as excursões musicais para dedicar-se, novamente, à poesia.

A última entrevista de Guimarães Rosa

Uma preciosidade histórica da língua portuguesa: a entrevista realizada pelo escritor e jornalista português Arnaldo Saraiva, em 24 de novembro de 1966. Guimarães Rosa morreria menos de um ano depois de tê-la concedido

Eis o homem. O homem que em menos de 20 anos, com sua prosa, seu estilo, sua literatura — sem os favores profissionais da medicina, que pode dar saúde mas ainda não deu gênio (cf. alguns prêmios Nobel), conquistou o Brasil, Portugal, a Alemanha, a Itália, os Estados Unidos, o mundo, não?

Coisas que ninguém perguntou a Paul McCartney, mas eu sim

Dentro do camarote, um garçom muito cortês ofereceu-me um Daikiri e um banco para que eu acompanhasse confortavelmente o show de Paul McCartney em Goiânia. “Meu chapa, eu deveria assistir a este evento de joelhos, mas vou ficar em pé mesmo, obrigado”, o sujeito afastou-se sorrindo da piadinha idólatra.

Por mais que o rolo compressor do tempo persista em suas sacanas engrenagens, Paul mantém o carisma, a anemia e o sex appeal. Já, já, justificarei.