MCB (música de corno brasileira): breve tratado sobre a ‘sofrência’ e a era da boçalidade musical

MCB (música de corno brasileira): breve tratado sobre a ‘sofrência’ e a era da boçalidade musical

A história de Pablo não é muito diferente da maioria das trajetórias dos produtos vendidos pela indústria musical. Nascido no interior da Bahia, começou a cantar ainda cedo, influenciado por seu pai. Logo percebeu que seu talento musical era limitado e não se incomodou com isso. Sem nenhuma pretensão artística verdadeira, percebeu que o violão seria sua carpintaria. E que se conseguisse associar meia dúzia de acordes à sua voz de tenor choroso seria possível ganhar rios de dinheiro sem maiores esforços no campo da intelecção.

Estar rodeado por pessoas erradas é a coisa mais solitária do mundo

Estar rodeado por pessoas erradas é a coisa mais solitária do mundo

Sozinhos conseguimos enxergar as nossas debilidades, nossos limites e loucuras. Em unidade podemos, sim, ser felizes, capazes de amar. Quem disse que não? Solidão não é sinônimo de infelicidade, de amargura, de escassez de amor. O solitário é aquele que se conhece tão bem ao ponto de preferir a própria companhia antes de qualquer outra. Para conceber o mundo lá fora é preciso entender primeiro aqui dentro. A gente se conhece no exílio para se reconhecer diante dos outros. Somos uma unidade e nos completamos assim.

Vem pra rua! Mas vê se não esquece a lição de casa, tá?

Vem pra rua! Mas vê se não esquece a lição de casa, tá?

Há muito tempo, num país bem longe daqui, o povo um dia decidiu ir às ruas e fazer a revolução. Basta! Gritavam milhões de pessoas contra o governo corrupto, a roubalheira, os desmandos no poder, os maus políticos e outras mazelas. O mundo estava no início de uma nova era. Depois de séculos de ignorância, medo e dominação, os pagadores de impostos finalmente se deram conta do óbvio: eram eles os maiores culpados da existência de maus políticos no poder. Sim, eles. Em carne, osso e ignorância, eram eles os responsáveis pela permanência dos vampiros nos cargos públicos. Passava da hora de mudar tudo isso. Era tempo de empreender uma poderosa mobilização popular!

‘Não tenho medo da solidão. Meu temor é estar acompanhada e sozinha’

‘Não tenho medo da solidão. Meu temor é estar acompanhada e sozinha’

Há alguns momentos na vida em que é preciso ficar só. Para entender despedidas, colocar a cabeça no lugar, apreciar o pôr do sol, ou aceitar o que não tem explicação. Porque pessoas vêm e vão. Às vezes, elas ficam, outras vezes, não. Elas simplesmente partem como um pássaro que some no meio da noite escura. A porta do seu coração se fecha para escutar o doloroso voo do adeus.

‘Viver é desenhar sem borracha’

‘Viver é desenhar sem borracha’

Eu sei, somos o resultado da soma dos nossos passos, mas, sinceramente, eu acredito que a nossa carga seria mais leve se uns e outros não tivessem cruzado o nosso acaso. Talvez esses encontros sejam obra do destino, e pela sorte ou falta dela, as tais uniões acontecem por alguma razão. Creio que seja uma forma de ensinamento e aprendizagem para ambos os envolvidos. A troca existe por algum motivo de lição e proveito, e uma vez entendida e superada, nos tornamos uma pessoa “melhor” e teoricamente mais preparada para a vida. Mas até que isso aconteça, que entendamos as razões desses encontros e aceitamos as suas consequências, ficamos presos num labirinto de porquês, escuro e sombrio.

O deputado, a empreiteira e a assessora parlamentar sem lingerie (uma picante história dos bastidores do poder)

O deputado, a empreiteira e a assessora parlamentar sem lingerie (uma picante história dos bastidores do poder)

Isso é uma indecência. Estima-se que 3% do PIB evaporem em corrupção e propina. Embora os dados não sejam do cassino do IBGE, acredita-se que estejam subestimados, assim como as contas secretas e as hemorroidas (quem tem só confessa sob delação premiada). Estimados contribuintes, odeio admitir que não passamos de um bando de patriotas nada confiáveis. Eu, por exemplo, não confiaria uma vida, nem uma bolsa de colostomia aos seus cuidados. Vocês metem-me medo, camaradas. Não duvido que metessem as mãos em titica em busca de vantagens.

Tem sempre um babaca cuspindo ‘sinceridade’ por aí

Tem sempre um babaca cuspindo ‘sinceridade’ por aí

“Desculpe a sinceridade, mas…”, adiantava a criatura perfeita ao primeiro interlocutor que encontrasse. Encantada com o som da própria voz, a inteligência de suas observações, o diâmetro de sua cintura, o brilho de seus dentes e a maciez de suas roupas de baixo, dizia na lata: “você devia se vestir melhor!” A vida inteira havia sido assim. Ajeitando o cabelo, buscava com os olhos uma vitrine, uma vidraça, uma panela areada, um espelho onde mirar o próprio rosto enquanto cuspia mais um de seus julgamentos a sangue frio, sem anestesia, na cara de um dos seus tantos alvos.