Traição não dói. O que dói é saber que não satisfazemos o outro

Traição não dói. O que dói é saber que não satisfazemos o outro

Parte-se do princípio de que quando uma pessoa engana a outra é porque ela se sente superior e, portanto, está no seu “direito” de fazer o que bem entende. Julga que o seu parceiro é menor, mais frágil, dependente, e até mesmo incapaz de lidar com a verdade, seja ela a falta de amor ou o amor por outra pessoa, a necessidade de provar o novo ou o cansaço de uma relação sufocante e costumeira. Sobram justificativas para fundamentar por que as pessoas traem os seus companheiros.

885
É preciso coragem para ser autêntico. Mas só assim evitamos a mediocridade de uma vida guiada pela opinião alheia

É preciso coragem para ser autêntico. Mas só assim evitamos a mediocridade de uma vida guiada pela opinião alheia

Tantos saltos e paetês, e ela ali de rasteirinha, jeans e camiseta branca estampada com a face do John Lennon. O pé não doía, a consciência também não. Era a vantagem de ser a expressão límpida de si mesma, era o bônus por reproduzir na roupa, no jeito e na forma a autêntica versão de suas escolhas. Haveria olhares tortos e murmúrios de recriminação. Mas o incômodo de ser tachada de peixe fora d’água era engolido pela enxurrada de liberdade que lava a alma dos que preferem a contramão da obviedade.

9260
Jack London, o mito permanente

Jack London, o mito permanente

London escreveu o que viveu, e seus livros têm três cenários distintos: o mais apreciado é, sem dúvida, o da corrida do ouro no Alaska, vindo depois o das ilhas até hoje deslumbrantes do Pacífico Sul e finalmente o espaço político socialista (e comunista) norte-americano do fim do século 19 e início do século 20. Nesses três cenários, Jack London gastou intensamente sua breve existência, viveu as emoções mais profundas, correu os riscos mais mortais, travou as mais duras batalhas. De fato, tinha o que relatar. Cumpriu o que prometia: “Mais vale uma existência curta, mas brilhante. Não passarei meus dias tentando prolongá-los; prefiro ser cinzas a ser pó”. Morreu aos 40 anos.

563
Não há nada de novo no rugir das tempestades: apenas a barbárie

Não há nada de novo no rugir das tempestades: apenas a barbárie

Já ouço o rufar dos tambores que vem vindo no vento de estranhas estações. São os tambores dos novos bárbaros amparando a invasão em curso. Eles estão chegando com suas armas letais, com ervas, pós e chumbos, com seu combustível fóssil, com visgos para aprisionar nossas almas em gaiolas de algoritmos, com sua guerra brutal e a total insensibilidade para o sofrimento. Os bárbaros simplesmente querem detonar tudo o que construímos. Querem ver caído por terra aquilo que chamamos de progresso e civilização.

1029
Contrariando as previsões em contrário, não estamos sendo felizes para sempre

Contrariando as previsões em contrário, não estamos sendo felizes para sempre

Então é isso: a vida acontece. A chuva e o pranto. O parto, a partida, o desencanto. Jornadas sem resposta. Chaves de pernas. Solidão a dois. Alta velocidade e a inexplicável falta de tempo para se gozar as coisas simples. Somos caras, caretas, beijos e muita gostosura. Vaidade é o que somos. Há a letargia dos que riem de tudo. Há a liturgia da angústia que ainda viceja em vários, apesar de séculos de história.

1979
Pare de aborrecer a vida dos outros com sua dieta

Pare de aborrecer a vida dos outros com sua dieta

Que o mundo está povoado de gente chata nós já sabemos. Nas redes sociais, felizmente há estratégicas opções de fuga: desfazer amizade, ocultar publicações, bloquear usuário… Bom seria se a vida real viesse com botão “ignorar pela próxima meia hora” sem que isso causasse uma enxurrada de mal-estar. Nada resta a nós, miseráveis, senão fugir ou comprar a briga cara a cara.

2504