O que você pensa de mim pode ser tudo verdade

O que você pensa de mim pode ser tudo verdade

Enquanto se apaixonava pelo hilário sujeito, a moça pensou o quanto seria mais justo e razoável que as pessoas bem humoradas pagassem menos impostos, e que fossem recebidas no céu por uma banda de arcanjos tocando pífaros, por tornarem as vidas dos outros mais leves e menos miseráveis. Era o caso daquele desconhecido que parecia conhecer os seus labirintos interiores como ninguém.

Fuja das almas mesquinhas. Viver é um exercício de grandeza

Fuja das almas mesquinhas. Viver é um exercício de grandeza

Está faltando grandeza na gente. Falta, sim. Em todo canto, falta. Vivemos à míngua de gestos generosos, intenções grandiosas, ações maiores. Como bichos tímidos, acanhados em nossos projetos, reduzimos nossas vidas aos cargos e postos e títulos e relações oficiosas e protocolares que aos poucos nos transformam em meros colecionadores de miniaturas, acumulando milhas de mesquinharias. Nós e nossas vidinhas habitadas por pessoinhas deslumbradas, sorrindo sem graça em jantarezinhos sem afeto, cozinhando pratinhos sem gosto, a partir das receitinhas de homenzinhos dos programinhas de tevê.

Poesia Reunida, de Edival Lourenço — a trajetória de um poeta

Poesia Reunida, de Edival Lourenço — a trajetória de um poeta

Primeiro, é preciso situar o autor destes poemas: trata-se de um dos maiores prosadores da literatura feita em Goiás, e vai além: é um dos grandes prosadores contemporâneos da literatura brasileira. Goiás sabia disso desde o lançamento de seu romance, “Centopeia de Neon”, que merece e carece de uma edição e divulgação nacionais. É um crime que o Brasil não conheça uma de suas maiores obras em prosa feita na década de 1980. “Naqueles Morros, Depois da Chuva”, romance histórico, rico na arte de fabulação, foi agraciado com o Prêmio Jabuti, o mais reconhecido e valorizado do mercado editorial.

A literatura é o único instrumento realmente capaz de mudar o homem

A literatura é o único instrumento realmente capaz de mudar o homem

Antes que falemos de Literatura, há um fator precedente que é oportuno mencionar, especialmente por ocasião do Dia Internacional do Livro. A Literatura, antes mesmo das inscrições rupestres, já existia em sua forma oral. É fácil imaginar o Homo sapiens, ainda na era das cavernas, no fim do dia, ao redor do fogo, narrando suas façanhas de caçador. Certamente aquele que tivesse a melhor estratégia narrativa acabava por angariar vantagens competitivas naquela civilização incipiente. Poderia exercer algum posto de liderança e comando, reivindicar os melhores glebas de caça, reservar para si as mulheres mais saudáveis e gerar as proles mais bem sucedidas. É razoável supor que pela prevalência do mais apto, somos descendentes de uma linhagem de trogloditas contadores de histórias.

12 livros que podem fazer seu mundo cair

12 livros que podem fazer seu mundo cair

O lupino escritor Monteiro Lobato, inimigo público número um dos politicamente corretos de plantão, escreveu que “um país se faz com homens e livros”. É verdade. Também é bom lembrar que ocorre de às vezes algumas pessoas terem suas convicções mais profundas abaladas pela leitura de certos livros. Esse tipo de choque pode ser muito bom, principalmente nos casos citados abaixo. Nesse dia do livro e com esse espírito de Anjo Exterminador, a Revista Bula lista 12 livros que certos estereótipos ambulantes fecham a última página cantando no melhor estilo Maysa: “meu mundo caiu…”

15 livros obrigatórios dos últimos 15 anos da literatura brasileira

15 livros obrigatórios dos últimos 15 anos da literatura brasileira

Ao contrário do que creem alguns autores, a literatura brasileira não se inicia no abrir de seus livros. Todo engenho de um novo título é a amálgama de referências pretéritas, uma tessitura invencível ao tempo, indispensável e luminosa. A lista abaixo é composta por obras de escritores que, cientes dessa condição, renovaram ou revigoraram gêneros e tradições literárias. Pois como bem assinalou o editor Gustavo Guertler, a ficção contemporânea precisa de “autores que não saibam com quem se parecem, mas que saibam de quem eles são diferentes”. Essa é a chave para, de fato, ter valor a abertura de um livro.