Livros

Cidades da Planície, de Cormac McCarthy

Cidades da Planície, de Cormac McCarthy

Ambientado nos primeiros anos após a Segunda Guerra Mundial, o enredo nos transporta para as vastas e inóspitas terras ao longo da fronteira entre o México e os Estados Unidos. Cole e Parham trabalham numa rústica fazenda de cavalos. O lugar torna-se o palco de uma das narrativas mais melancólicas da literatura americana. A vastidão e a beleza da paisagem, descritas com riqueza de detalhes — uma das marcas de McCarthy, à semelhança do que fez em “Meridiano de Sangue” —, compõem o cenário para a sombria e inimaginável jornada dos dois protagonistas.

Em Agosto nos Vemos, de Gabriel García Márquez

Em Agosto nos Vemos, de Gabriel García Márquez

Eu li “Em Agosto nos Vemos”, a obra póstuma de Gabriel García Márquez e um dos livros mais esperados do ano. O prefácio parece avisar que o que virá pela frente não é tão bom quanto o restante da obra de Gabo, mas que precisa ser publicado. Afinal, é um texto do ganhador do Nobel de Literatura, autor de “Cem Anos de Solidão” e um dos maiores escritores de todos os tempos. O texto pediu para ser publicado, sussurrou para a prole do homem e venceu.

George Orwell explica por que escrevemos

George Orwell explica por que escrevemos

Em 1946, na quarta e última edição da “Gangrel”, os editores J.B.Pick e Charles Neil solicitaram a alguns escritores que explicassem as razões que os fizeram escrever. Orwell respondeu com o envio do ensaio “Por que escrevo”. Eram onze páginas que logo se tornaram clássicas — e que, por si só, justificaram a existência da Gangrel. Nele, o autor de “A Fazenda dos Animais” revela que desde muito pequeno sabia que devia se tornar um escritor.

Ássia, de Ivan Turguêniev

Ássia, de Ivan Turguêniev

“Ássia”, trata da pressa da juventude. Tudo precisa ser rápido, instantâneo. Ássia é assim, impulsiva. Não joga! Não deixará para depois o que deseja agora. Perdeu muito na vida, não quer arriscar perder mais. Faz isso instintivamente. A síntese do livro está na afirmação máxima do narrador: “A felicidade não tem dia de amanhã; nem mesmo de ontem; ela não se lembra do passado e não pensa no futuro; ela tem o presente — e, ainda assim, não um dia, mas um átimo”.

Questionário Proust de Adalberto de Queiroz:  um poeta do espírito entre esplendores e misérias

Questionário Proust de Adalberto de Queiroz:  um poeta do espírito entre esplendores e misérias

O poeta brasileiro Adalberto de Queiroz vem se destacando por sua obra que reflete sua fé católica, estabelecendo diálogos com as tradições culturais ocidentais e orientais. Inspirado por autores renomados e pela complexidade dantesca, sua poesia transcende o devocional, explorando a liberdade espiritual e as questões existenciais. Como jornalista, Adalberto traz agudeza às suas crônicas culturais. A originalidade de sua expressão espiritual promete universalidade e profundidade, tornando-o um sujeito fascinante para uma entrevista no estilo do “Questionário Proust”.