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Livro revela que Putin mata quem o denuncia Plavevski / Dreamstime

Livro revela que Putin mata quem o denuncia

No país de Aleksandr Púchkin e Liev Tolstói, nos tempos de Stálin, matava-se até quem escrevia contos, como Isaac Bábel, e quem escrevia poemas, como Óssip Mandelstam. O stalinismo criou instrumentos para filtrar e fisgar quaisquer tipos de oposição. Sabe-se que Putin não é dado a leituras e, por certo, não sabe distinguir Turguêniev de Tchekhov. Mas, como Stálin, trata seus adversários, ou aqueles que avalia como adversários, como se fossem inimigos. Ao tratá-los assim, vale qualquer coisa para combatê-los. Pode mandar matá-los, como fez com o ex-espião do KGB Alexan­der Litvinenko (seu crime: ter se aliado a Boris Be­rezovsky) e, possivelmente, a jornalista Anna Politkovskaya (seu crime: denunciar os horrores russos na Chechênia).

Atração da literatura pelas quatro estações

Atração da literatura pelas quatro estações

Outono, inverno, primavera e verão são mais do que períodos climáticos ao longo de 12 meses. As quatro estações transformaram-se em mitos para explicar sentimentos e estados de espírito do mundo moderno em mutação e de difícil compreensão. Há uma recente onda de escritores contemporâneos seduzidos pelos quartetos que organizam séries de romances e de obras híbridas (memórias e ficção): o norueguês Karl Ove Knausgard, o cubano Leonardo Padura e a escocesa Ali Smith.

Robert Aickman é o escritor mais estranho que você poderá ler algum dia Ida Kar / National Portrait Gallery

Robert Aickman é o escritor mais estranho que você poderá ler algum dia

Inédita em nosso país, parte da obra de Robert Aickman foi lançada recentemente no Brasil com o título “Repique Macabro e Outras Histórias Estranhas”. São contos, principal gênero cultivado pelo autor inglês descoberto pela editora Ex Machina, de Bruno Costa, em parceria com o sebo Clepsidra. Antes dele haviam lançado a melhor edição nacional de H. P. Lovecrat e depois outro mestre do “horror cósmico”, Algernon Blackwood.

O retorno do romance “Em Liberdade”, de Silviano Santiago Foto: Companhia das Letras

O retorno do romance “Em Liberdade”, de Silviano Santiago

Em tempos fora dos eixos, vem a calhar a nova edição do romance “Em Liberdade” (1981), de Silviano Santiago. Quando foi lançado, o livro causou um assombro. O autor já era um dos mais renomados críticos literários do Brasil e um professor universitário com trânsito internacional. E o que era aquela obra? Nada mais, nada menos, do que um diário fictício como se o narrador fosse o escritor Graciliano Ramos, contando o que se passou num período curto de sua vida após sair da prisão.