Livros

Fascínio e culpa moldam personagem irresistível de Magda Szabó, em A Porta

Fascínio e culpa moldam personagem irresistível de Magda Szabó, em A Porta

Enquanto folheava o catálogo de clássicos esquecidos de uma pequena editora em Paris, o editor italiano Roberto Calasso (1941-2021) encontrou um nome do qual jamais se esqueceria. Ele começou a ler o romance “Rebeldes’’ e percebeu que estava diante daquelas descobertas raras, a grande sorte dos editores. Após 50 anos de vácuo editorial, o autor húngaro Sándor Márai foi colocado no seu devido lugar, ao lado de Joseph Roth, Musil, Thomas Mann e Kafka.

Thomas Bernhard mostra como sentir vergonha do próprio país

Thomas Bernhard mostra como sentir vergonha do próprio país

O Brasil está recebendo mais uma onda de traduções dos livros de Thomas Bernhard (1931-1989). A obra do romancista e dramaturgo austríaco levou tempo para chegar ao mercado brasileiro, diferentemente das editoras espanholas que promoveram um boom em torno do escritor na década de 1980. No ano passado, saíram por aqui as peças teatrais “Praça de Heróis” (1988) e “O Presidente” (1975), e acaba de ser lançado o famoso romance “Mestres Antigos” (1985).

Advogado afirma que encontrou prova de que Capitu traiu Bentinho

Advogado afirma que encontrou prova de que Capitu traiu Bentinho

O jornal “O Globo” publicou uma breve resenha do livro “Código Machado de Assis — Migalhas Jurídicas” (Editora Migalhas, 592 páginas), do advogado Miguel Matos. O título do texto é “Capitu traiu? Advogado encontra prova jurídica em capítulo de ‘Dom Casmurro”. Como não li o livro, vou basear-me no comentário de “O Globo” — por sinal, não extenso e, talvez por isso, relativamente fraco.

As vidas e mortes de Philip Roth

As vidas e mortes de Philip Roth

Os livros de Roth têm a singularidade dos vários “eus” que narram suas histórias. Existem personagens que assumem o papel clássico de alter ego do escritor (a série de romances com Nathan Zuckerman). Até o nome do próprio Philip Roth invade a obra de forma ficcional. Trata-se de uma variação de formas que permitem contar a experiência de um sujeito quase sempre masculino, heterossexual, em confronto com a realidade do mundo.