Livros

Elza Soares, a Billie Holiday dos trópicos

Elza Soares, a Billie Holiday dos trópicos

Fico tentado a fornecer um guia de leitura do livro “Elza Soares — Cantando Para Não Enlouquecer” (Planeta, 383 páginas), do escritor José Louzeiro, que morreu em 2017. No guia, privilegiaria os capítulos que discutem diretamente a artista e menos sua vida. Mas, se fizesse isto, contribuiria para privar o leitor de entender, de modo mais amplo, como uma favelada, sem nenhuma estrutura, se tornou uma cantora magnífica — espécie de Billie Holiday, pelo menos em sofrimento, dos trópicos.

O Apanhador no Campo de Centeio: o livro que inventou uma geração

O Apanhador no Campo de Centeio: o livro que inventou uma geração

Prestes a completar 70 anos de publicação  —  surgiu em 1951, antes mesmo dos pais da maioria de vocês nascerem  —  a novela de Salinger é não só uma das mais marcantes obras da literatura norte-americana contemporânea; é também um marco na longa estrada que os jovens trilharam (e ainda trilham) para provar que têm direito a uma voz e uma visão de mundo próprias.

John Gray diz que ateus se tornaram evangélicos radicais

John Gray diz que ateus se tornaram evangélicos radicais

Deus está na moda — como saco de pancada dos intelectuais herdeiros do Iluminismo, não necessariamente socialistas ou comunistas. Gray não faz exatamente a defesa da religião, e sim uma crítica corrosiva dos “ateus-religiosos”, de como, ao trocarem Deus pelo homem e pela ciência, se tornaram porta-vozes de tiranias jamais vistas na história das sociedades.

Lobo Antunes ironiza o Prêmio Nobel e afirma que Saramago é uma merda

Lobo Antunes ironiza o Prêmio Nobel e afirma que Saramago é uma merda

António Lobo Antunes é apontado como o maior escritor vivo de Portugal. É uma espécie de Samuel Beckett do país. Escritor de uma prosa por vezes difícil, que exige uma leitura tão atenta quão paciente, sua língua, quando fala de outros autores, é quase sempre corrosiva. Ele acaba de lançar, em Portugal, o romance “A Última Porta Antes da Noite” (Dom Quixote, 456 páginas).

A história da escritora negra e favelada que foi traduzida em 13 países

A história da escritora negra e favelada que foi traduzida em 13 países

O livro “Tempo de Reportagem — Histórias Que Marcaram Época no Jornalismo Brasileiro” (Leya, 287 páginas), de Audálio Dantas, que morreu em 2018, contém verdadeiras aulas de jornalismo. Além de reportagens clássicas, típicas do jornalismo literário, mas sem a pretensão típica de Truman Capote e Tom Wolfe, há textos introdutórios sobre como foram feitas. Recomendo vivamente “A nova guerra de Canudos”, “Povo caranguejo” e “O drama da favela escrito por uma favelada”.