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Cartas do pai reaparecem décadas depois — e viram o livro mais íntimo (e inquietante) de Cristovão Tezza

Cartas do pai reaparecem décadas depois — e viram o livro mais íntimo (e inquietante) de Cristovão Tezza

“Visita ao Pai”, eleito o melhor livro brasileiro de 2025 em enquete da Revista Bula, marca um passo decisivo na obra de Cristovão Tezza. Partindo de cartas, cadernos e anotações do pai morto quando o autor era criança, o livro transforma o arquivo íntimo em investigação literária. Sem sentimentalismo, Tezza evita a biografia pronta e trabalha com a ausência, com os silêncios e com o que a memória distorce e rearranja. É assim que o Brasil aparece, nos detalhes de época.

Falar de amor não é chover no molhado

Falar de amor não é chover no molhado

Num esforço concentrado de desmonte da tristeza, com a destreza de renascer a esperança por dias melhores, por noites melhores, por homens melhores, suscitando uma pausa no desencanto como consequência da chuva branda, suave e ininterrupta que corrompe o silêncio ao gotejar dos beirais das casas sobre latas, lutos e outros objetos deixados no quintal da solitude, a despir os sentidos, a lavar a roupa suja no de-dentro do peito, a levar a sério a premissa de felicidade ainda que tardia, germinando sementes no fofo da terra e candura no coração das pessoas.

Diploma em xeque a Medicina entra na era da desconfiança

Diploma em xeque a Medicina entra na era da desconfiança

A expansão acelerada de faculdades sem infraestrutura adequada e a fragilidade de filtros regulatórios ampliam a desconfiança e criam segmentação no mercado. Entre instituições tradicionais e formações incertas, o atendimento tende a ser precedido por checagens e exigências. O mercado e os próprios pacientes assumem papel de auditores. E, nesse ambiente, a credibilidade passa a ser construída na prática, caso a caso, com transparência sobre formação, residência e experiência.

Beatles e Bauhaus: a história sombria por trás de Mr. Moonlight e a canção inspirada na morte de John Lennon

Beatles e Bauhaus: a história sombria por trás de Mr. Moonlight e a canção inspirada na morte de John Lennon

Entre o R&B de Roy Lee Johnson e o rock gótico do Bauhaus, uma mesma lua ilumina histórias diferentes. Os Beatles levaram “Mr. moonlight” aos palcos em 1962 e a registraram em “Beatles for Sale”, em 1964, com órgão Hammond e a entrada à capela de Lennon. Anos depois, a morte do cantor ecoou em “Who killed Mr. moonlight”, de “Burning from the Inside”. Este texto aproxima as duas faixas e explica o imaginário gótico e mostra por que incomoda.

O Agente Secreto, Ainda Estou Aqui e os arquivos do mal Divulgação / Arte France Cinéma

O Agente Secreto, Ainda Estou Aqui e os arquivos do mal

Um grande número de obras cinematográficas vem se debruçando, nas últimas décadas, sobre o período da ditadura militar (1964-1985) no Brasil. Nessa linhagem de obras baseadas em eventos e pessoas do passado recente, surgiu um acervo de filmes e também de séries de televisão que buscam a dramatização, o registro documental e o pensamento mais reflexivo de uma das épocas mais traumáticas da História do país.