Autor: Matheus Tévez

Pior do que o Coronavírus é a pandemia de imbecis

Pior do que o Coronavírus é a pandemia de imbecis

A triste realidade nacional parece caminhar a passos largos para um colapso que só será definitivamente sentido quando os camburões estiverem carregando corpos amontoados. Enquanto isso, a marcha da insensatez segue o seu caminho, com o desprezo às medidas de precaução e a controvérsia entre os governantes.

Adolf Hitler e a pandemia

Adolf Hitler e a pandemia

Adolf Hitler fora cabo e mensageiro do 16º regimento de infantaria da Baviera. Seu histórico físico não o deixava sucumbir a qualquer pequena moléstia; em sua visão, seria apenas uma diminuta doença com grupo de risco específico e restrito — um resfriado que apenas eliminaria os fracos.

Chegou a hora de as escolas baixarem a bola e entenderem que quem educa são os pais

Chegou a hora de as escolas baixarem a bola e entenderem que quem educa são os pais

Foi preciso um choque de realidade para as entidades escolares entenderem que, de fato, a participação da família é imprescindível para a formação da criança. É fato que, nos meses de forçada reclusão, vive-se um estado experimental de velado homeschooling — prática que, aliás, é regularizada em mais de 60 países e cuja constitucionalidade a Suprema Corte brasileira já apontou como dependente apenas de regulamentação.

O samba da morte: na contramão do mundo, o deboche brasileiro sobre a “gripezinha” liga o alerta do planeta

O samba da morte: na contramão do mundo, o deboche brasileiro sobre a “gripezinha” liga o alerta do planeta

No Brasil, o novo coronavírus ainda não foi totalmente compreendido por uma considerável parcela da população. Como por aqui ainda não chegamos ao número de mortes e casos confirmados por testes equivalentes aos de outros países, abre-se espaço para o surgimento de teorias conspiratórias, que envolvem desde uma suposta dominação comunista à prevalente desqualificação da letalidade do vírus.

Quando a nudez do rei fica evidente, apenas os idiotas continuam felizes a mugir e aplaudir

Quando a nudez do rei fica evidente, apenas os idiotas continuam felizes a mugir e aplaudir

Viver em sociedade é entender que há pontos de vista e percepções múltiplas para qualquer questão. Aprender a lidar com o diferente e tentar compreender o outro são atitudes fundamentais para a democracia; pode-se chamar isso de inteligência emocional controlada. Convergir ou divergir de forma equilibrada é o que se espera de cidadãos comuns em suas relações interpessoais.

Quarentena é o novo Big Brother. Depois do confinamento haverá mais divórcios ou nascimentos?

Quarentena é o novo Big Brother. Depois do confinamento haverá mais divórcios ou nascimentos?

É certo que as mazelas do coronavírus alterarão de forma contundente a realidade da população. Superadas as conspirações dos ignorantes sobre a pandemia, imaginam-se fortes efeitos sobre os arranjos familiares. Nesse cenário, uma pesquisa realizada na cidade chinesa de Shaanxi pode ajudar a elucidar a questão: lá, após o declínio das contaminações, houve um número recorde de divórcios.

Apenas os imbecis acham que o coronavírus foi criado em laboratório para a China lucrar e sacanear o mundo

Apenas os imbecis acham que o coronavírus foi criado em laboratório para a China lucrar e sacanear o mundo

Sem entrar no mérito de tantos outros surtos que assolaram nosso território ou de estabelecer qualquer espécie de ranking comparativo entre males, é certo que o coronavírus assusta pelo seu potencial expansivo. Não à toa, a Organização Mundial de Saúde classificou o vírus como uma pandemia sem precedentes. Os números, realmente, são aterrorizantes.

A era dos ídolos estúpidos e dos cérebros ocos (quando uma democracia morre, ela morre para todos)

A era dos ídolos estúpidos e dos cérebros ocos (quando uma democracia morre, ela morre para todos)

A história, como se sabe, é cíclica nesse sentido, e na nossa não faltam períodos que deveriam funcionar como lições para jamais repeti-la. Por isso é fundamental ter a noção de que não existem soluções mágicas nem heróis redentores que vão (re)colocar o Brasil nos trilhos do triunfo. Acreditar nessa utopia é de uma ingenuidade limítrofe da infantilidade.