Autor: Matheus Conceição

Imbecilização coletiva (o que não sabem é que é possível não gostar de Lula e de Bolsonaro ao mesmo tempo)

Imbecilização coletiva (o que não sabem é que é possível não gostar de Lula e de Bolsonaro ao mesmo tempo)

Falar em Lula ou em Jair Bolsonaro é mexer com paixões. Na maioria dos casos, o que se vê é a racionalidade sendo deixada de lado em favor da admiração e confiança inabaláveis que a histeria coletiva costuma adotar em cada caso. A biografia dos dois, aos respectivos fãs, parece ungida e imaculada; não há questionamento de seus atos ou discursos falhos, já que traições ideológicas seriam o comburente necessário para o outro medrar.

O pior livro da década

O pior livro da década

Para os menos deslumbrados com frases de efeito, na melhor das hipóteses fica a impressão de que tudo que foi escrito poderia ser resumido em dez minutos de uma conversa qualquer. Não existe nada no livro que não possa ser objetivamente colocado em um artigo de poucas páginas, construído em uma noite de tédio.

Porta dos Fundos: para os incomodados, há a válida e democrática opção de não assistir

Porta dos Fundos: para os incomodados, há a válida e democrática opção de não assistir

Mais um fim de ano chega e, com ele, também o já tradicional especial de Natal do Porta dos Fundos. Desde 2013, o aclamado canal de vídeos produz seu debochado episódio temático, que sempre acaba se tornando ponto de partida de debates sobre os limites do humor. Em 2019, porém, a sátira parece ter causado um alarido incomum, provocando a ira de religiosos e movimentando uma corrente que propõe até mesmo a sua censura.

Malévola: Dona do Mal. Um enredo ingênuo esconde atrocidades nazistas e retratos de nossa história

Malévola: Dona do Mal. Um enredo ingênuo esconde atrocidades nazistas e retratos de nossa história

Uma princesa oprimida, uma rainha má, uma história de romance impossível e aquelas reviravoltas nada inesperadas sempre aparecem. O segundo filme de Malévola, contudo, apesar de apresentar uma experiência infantil com todos esses elementos, também apresenta um pano de fundo com muitos aspectos de acontecimentos reais, fortes e marcantes, do período nazifascista, além de inserções que remetem à nossa história.

“Eu tenho um amigo negro” e o racismo nosso de cada dia

“Eu tenho um amigo negro” e o racismo nosso de cada dia

É necessário ter em mente que o fato de se ter um parente ou um amigo negro não é desculpa capaz de apagar injúrias raciais deliberadamente praticadas. Em último caso, é de se pensar que seres humanos não são bichos de estimação e que, ao projetar seu ato falho em outra vida negra, mais uma vez na história o agressor estará colocando um corpo preto como escudo para a proteção da pele branca.

Trapalhadas sem Fim: o documentário sobre Os Trapalhões que não querem que você veja

Trapalhadas sem Fim: o documentário sobre Os Trapalhões que não querem que você veja

O documentário é organizado por um pesquisador chamado Rafael Spaca, que se debruçou sobre a história dos Trapalhões por mais de uma década, e conta com relatos de várias personalidades e depoimentos de quem teve contato direto com o grupo ao longo dos anos. É a partir daí que surgem as controvérsias, com indagações sobre a riqueza de Didi em detrimento dos outros integrantes e as disputas pelos holofotes.