Autor: Matheus Tévez

Num país de maricas, onde o choro e o mimimi são intermináveis, o que são 270 mil mortes?

Num país de maricas, onde o choro e o mimimi são intermináveis, o que são 270 mil mortes?

Segundo a presidencial voz da razão, o resultado final da pandemia não chegaria a 800 óbitos — muito abaixo dos números do H1N1. O pânico seria uma maneira covarde de encarar o vírus letal. Afinal, quem está na chuva tem mais é que se molhar. Num país de maricas, onde o choro e o mimimi são intermináveis, nada mais justo do que mitificar um ser humano que enaltece a ditadura e se preocupa em aumentar o número de armas, mas não se compadece com os milhares de mortos a cada dia.

Enquanto pais, mães, avós e amigos morrem aos milhares, o presidente nada

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Atualmente, o país enfrenta a maior média móvel de mortes desde junho de 2020 e passa da casa dos 1000 óbitos diários. São mais de 240 mil mortes no total e o país se aproxima dos 10 milhões de casos confirmados. Alguns estados, inclusive, já indicam um colapso indesejado nas redes de saúde pública, e alguns governadores inclusive estão em vias de adotar práticas restritivas mais severas, como o lockdown.

Uma verdade indigesta: olhando de 2020, seria melhor se Aécio Neves tivesse ganhado em 2014

Uma verdade indigesta: olhando de 2020, seria melhor se Aécio Neves tivesse ganhado em 2014

Uma onda de ódio pela política tradicional levou a população a crer que seria necessário eleger um ícone que quebrasse o sistema. Os seguidos escândalos de corrupção foram fundamentais para que se criasse uma mística de que o universo dos homens públicos era podre e que apenas um super-herói, incorruptível, poderia ser a força motriz necessária para recolocar o governo nos rumos da boa ordem.

Vidas negras importam? Pergunte ao Carrefour

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Para aqueles que defendem que haja a valorização de uma “consciência humana” em detrimento do dia da Consciência Negra — e que, coincidentemente, são basicamente os mesmos que odeiam a existência de um movimento que grita que vidas negras importam —, a vala da história será a recompensa.

Lulismo x Bolsonarismo: não há falsa simetria, são atitudes iguais praticadas por lados opostos

Lulismo x Bolsonarismo: não há falsa simetria, são atitudes iguais praticadas por lados opostos

Jornalistas agredidos em manifestações. Gritos de guerra e intimidações na porta de integrantes do judiciário. A rede Globo e a “Folha” como inimigas mortais do bem-estar do Brasil. A proteção de familiares suspeitos de crime. De qual lado estamos falando? Não é possível identificar. Não há falsa simetria: são atitudes iguais praticadas por lados opostos.