Autor: Matheus Tévez

Chaves: a era da imbecilidade, dos cancelamentos retroativos e os sacerdotes do politicamente correto

Chaves: a era da imbecilidade, dos cancelamentos retroativos e os sacerdotes do politicamente correto

O índice de proibições e “cancelamentos” retroativos é progressivo e tende a abarcar tudo aquilo que não segue as diretrizes determinadas pelos sacerdotes do politicamente correto. Notadamente, o humor em Chaves é recheado de bofetadas, pequenos conflitos com constantes trocas de insultos indiscriminados, um professor que fumava charutos em sala de aula, violência deliberada entre crianças e adultos, enfim, de tudo aquilo que mais se abomina nos tempos atuais de controle de tudo a que se assiste.

100 mil mortos: um Maracanã lotado de lágrimas

100 mil mortos: um Maracanã lotado de lágrimas

Tragédias, infelizmente, acontecem. Ao longo da trajetória humana, fomos obrigados a nos acostumar com inúmeras delas, envoltas nas mais diversas circunstâncias. Algumas são realmente inevitáveis; sobre elas, o único poder que temos é o de refletir — e lamentar. Outras, no entanto, podem ser contidas e até antecipadas, principalmente quando há possibilidades reais de controle sobre seus desdobramentos.

Quando a cegueira ideológica contrasta com a morte

Quando a cegueira ideológica contrasta com a morte

O distópico mundo da cegueira ideológica contrasta com uma realidade dura, cheia de perdas incontáveis — tudo no mesmo balaio. São traços da marcha fúnebre brasileira, que caminha a passos largos para a lata de lixo da história, estranhamente, ao som de músicas nacionalistas, cânticos de aniversário e dores abafadas.

Luiz Gama: a história do autodidata, poeta e advogado que foi escravizado pelo pai e virou patrono da abolição

Luiz Gama: a história do autodidata, poeta e advogado que foi escravizado pelo pai e virou patrono da abolição

Em sua vida, Luiz Gama fora jornalista, professor, advogado, líder político, maçom, poeta, mas, principalmente, abolicionista. Era, portanto, um corpo estranho em um país de analfabetos e escravocratas em franca ebulição. Por ser autodidata, tornou-se rábula — atribuição pejorativa para um advogado legitimado pelo robusto conhecimento jurídico que podia exercer a profissão.

Enquanto o Brasil compra containers para guardar corpos, os políticos decidem reabrir os shoppings

Enquanto o Brasil compra containers para guardar corpos, os políticos decidem reabrir os shoppings

No Brasil, após um interstício de pseudoisolamento social, com um índice pífio de cumprimento das medidas adotadas e uma indiferença premeditada pelo governo federal, a tendência é a reabertura. Na contramão da lógica, o país, que acaba de alcançar o pico mundial na média de mortes diárias, força a barra e — utilizando uma linguagem popular — “paga de maluco” para atender aos anseios de empresários.

Ser indiferente a o que está acontecendo não deixa de ser uma forma de cumplicidade

Ser indiferente a o que está acontecendo não deixa de ser uma forma de cumplicidade

O Brasil, a despeito disso, parece estar em um multiverso desconexo. Populares saem às ruas com suas bandeiras e camisas verde-amarelas para exaltar uma figura como herói e recriminar todas as instituições que estejam a arranhar essa imagem mitificada. Esse contraponto, com pessoas aglomeradas, munidas de negacionismos e síndrome de perseguições, conta com a participação eloquente do próprio presidente, que surge sempre orgulhoso de seus adeptos cegos.