Autor: Euler de França Belém

22 livros que são diamantes para o cérebro

22 livros que são diamantes para o cérebro

Livros, bons livros, são verdadeiros diamantes para o cérebro ou, se se quiser, para a alma. Aliás, até maus livros, se bem lidos, se tornam pelo menos uma vistosa bijuteria. Nesta lista, idiossincrática como qualquer outra, menciono livros que, em geral, foram editados no Brasil há alguns anos. Mas poucos estão fora de catálogo. Os que estão podem ser encontrados em sebos — caso da obra-prima “Paradiso”, romance do Lezama Lima. Quando Fidel Castro for um rodapé na história de Cuba, daqui a 55 anos, Lezama Lima permanecerá sendo lido.

As 10 livrarias mais interessantes do mundo

As 10 livrarias mais interessantes do mundo

Às vezes entra-se numa livraria com o objetivo de comprar determinado livro, mas, ao perceber um lançamento interessante, o indivíduo o coloca na sua cesta. Pode ser Joyce, Proust, Thomas Mann, Tolstói, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Bernardo Élis ou Afonso Felix de Sousa. As livrarias bonitas, como as citadas, são uma atração à parte. El Ateneo, de Buenos Aires, assim como outras, é uma atração turística. Os apaixonados pelos livros acabam se tornando também apaixonados pela livraria. É raro uma pessoa sair de lá sem fazer ao menos uma fotografia. Trata-se de uma livraria-museu, que já foi um teatro.

40 frases impagáveis do Barão de Itararé

40 frases impagáveis do Barão de Itararé

Criador do jornal “A Manha”, o Barão ridicularizava ricos, classe média e pobres. Não perdoava ninguém, sobretudo políticos, donos de jornal e intelectuais. Ele não era barão, é claro. Mas deu-se o título de nobre e nobre se tornou. O primeiro nobre do humor no Brasil. Debochava de tudo e de todos e costumava dizer que, “quando pobre come frango, um dos dois está doente”. Ele é um dos inventores do contra-politicamente correto.

O drama de Frank Sinatra nas mãos de Don Corleone

O drama de Frank Sinatra nas mãos de Don Corleone

Frank Sinatra é o cantor Johnny Fontane de “O Poderoso Chefão”, de Mario Puzo (livro) e de Francis Coppola (filme). Durante anos, a Máfia patrocinou o amigo Sinatra e, quando sua carreira caminhava para a decadência, mafiosos, como Sam Giancana, levantaram-na com elegância e, não menos importante, violência. Ao escrever o “Chefão”, Mario Puzo não hesitou e aproveitou a história de como Sinatra conseguiu um papel importante no filme “A Um Passo da Eternidade” (1953), dirigido por Fred Zinnemann. A Máfia “deu-lhe” o papel do simpático Angelo Maggio, um soldado rebelde.

O beijo na boca dos poetas Walt Whitman e Oscar Wilde

O beijo na boca dos poetas Walt Whitman e Oscar Wilde

Oscar Wilde, que morreu com apenas 46 anos em 1900, talvez tenha sido o primeiro metrossexual da história, um poderoso antecessor do cantor David Bowie e do jogador de futebol David Beckham. Ao visitar os Estados Unidos, em 1882, para uma série de conferências — a principal dela “Renascimento inglês”, sobre o esteticismo —, escandalizou e mesmerizou muitos americanos e se tornou uma estrela possivelmente maior do que Charles Dickens. As roupas de Wilde, berrantes e estilosas, atraíam os olhares de homens e mulheres.

Uma carta de Mário de Andrade para Carlos Drummond

Uma carta de Mário de Andrade para Carlos Drummond

“Toda a minha obra é transitória e educada, eu sei. E eu quero que ela seja transitória. Com a inteligência não pequena que Deus me deu e com os meus estudos, tenho a certeza de que eu poderia fazer uma obra mais ou menos duradoura. Mas que me importam a eternidade entre os homens da terra e a celebridade? Mando-as à merda. Eu não amo o Brasil espiritualmente mais que a França ou a Cochinchina. Mas é no Brasil que me acontece viver e agora só no Brasil eu penso e por ele tudo sacrifiquei.”

As últimas palavras de 13 grandes escritores

As últimas palavras de 13 grandes escritores

Prestes a morrer, as pessoas quase sempre dizem algumas palavras, às vezes com clareza, outras vezes de maneira desconexa. O jornal “ABC”, de Madri, publicou as últimas palavras de 13 grandes escritores. Autor de “Walden” (muito bem traduzido para o português por Denise Bottmann), Henry Thoreau, o “pai” da desobediência civil, disse “alce” e “índio”, mas sem apresentar um mínimo de contexto. Considerando que era apaixonado pela natureza, suas palavras certamente têm a ver com aquilo que apreciava e/ou admirava.