Autor: Euler de França Belém

10 livros para inspirar o final de ano

10 livros para inspirar o final de ano

O “filósofo” Millôr Fernandes escreveu que livro não enguiça. Tem razão. E dura mais do que automóveis, roupas, sapatos. Livros, como diamantes, são eternos. No período de Natal e Ano Novo, vale, e muito, presentear (com) livros. Nesta lista, idiossincrática como qualquer outra, menciono livros recém lançados, como “O Pintassilgo”, de Donna Tartt; e “A Balada de Adam Henry”, de Ian McEwan; e outros que foram editados no Brasil há alguns anos, mas que ganharam uma nova edição ou nova tradução, como “Homem invisível”, de Ralph Ellison; e “Odisseia, de Homero”.

O melhor livro do ano

O melhor livro do ano

O cartapácio “O Pintassilgo” (Companhia das Letras, 719 páginas, tradução de Sara Grünhagen), da escritora americana Donna Tartt, desconcerta a crítica, mesmo um especialista como James Wood, da “New Yorker”, que não soube apreciá-lo. Os motivos? Aponto um: o romance é uma catedral do século 19 com frequentadores (com hábitos) do século 21. Há um cruzamento hábil, com movimentos rápidos e lentos — simulando um jogo ardiloso, nem sempre visível numa leitura apressada —, da prosa mais convencional do século 19, mais lenta e discursiva, com a prosa experimental do século 20, mais rápida e contida.

Martin Scorsese lista 39 filmes que julga fundamentais

Martin Scorsese lista 39 filmes que julga fundamentais

O cineasta Colin Levy pediu a ao diretor Martin Scorsese uma lista de filmes fundamentais, que poderiam ajudá-lo a melhorar seus trabalhos. O diretor de “Touro Indomável” listou 39 filmes. Ele optou por mencionar filmes alemães, franceses, italianos e japoneses. O jornal “Público” avalia que “o realizador parece também não ter querido que as suas escolhas abarcassem o cinema mais contemporâneo. Os filmes mais antigos da lista são ambos de 1922 — ‘Nosferatu, o Vampiro’, de F. W. Murnau, e o ‘Doutor Mabuse’, de Fritz Lang —, e o mais recente, ‘O Casamento de Maria Braun’, de R. W. Fassbinder, é de 1979”. Scorsese lista 11 filmes italianos e franceses, 10 alemães e sete japoneses. Ele lista três filmes de Jean-Luc Godard, Akira Kurosawa e Rainer Werner Fassbinder.

Manias ou métodos de trabalho de 10 escritores clássicos

Manias ou métodos de trabalho de 10 escritores clássicos

No livro “Rituales Cotidianos — Como Trabajan los Artistas” (Turner, 264 páginas), Mason Currey registra as manias ou hábitos de trabalho de mais de 160 criadores célebres. O jornal “ABC”, de Madri, arrola, no texto “Las manías de los grandes escritores”, o que chama de “manias” de dez prosadores. O livro, inédito no Brasil, explica como os escritores, de James Joyce a Philip Roth, escreveram suas obras-primas.

22 livros que são diamantes para o cérebro

22 livros que são diamantes para o cérebro

Livros, bons livros, são verdadeiros diamantes para o cérebro ou, se se quiser, para a alma. Aliás, até maus livros, se bem lidos, se tornam pelo menos uma vistosa bijuteria. Nesta lista, idiossincrática como qualquer outra, menciono livros que, em geral, foram editados no Brasil há alguns anos. Mas poucos estão fora de catálogo. Os que estão podem ser encontrados em sebos — caso da obra-prima “Paradiso”, romance do Lezama Lima. Quando Fidel Castro for um rodapé na história de Cuba, daqui a 55 anos, Lezama Lima permanecerá sendo lido.

As 10 livrarias mais interessantes do mundo

As 10 livrarias mais interessantes do mundo

Às vezes entra-se numa livraria com o objetivo de comprar determinado livro, mas, ao perceber um lançamento interessante, o indivíduo o coloca na sua cesta. Pode ser Joyce, Proust, Thomas Mann, Tolstói, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Bernardo Élis ou Afonso Felix de Sousa. As livrarias bonitas, como as citadas, são uma atração à parte. El Ateneo, de Buenos Aires, assim como outras, é uma atração turística. Os apaixonados pelos livros acabam se tornando também apaixonados pela livraria. É raro uma pessoa sair de lá sem fazer ao menos uma fotografia. Trata-se de uma livraria-museu, que já foi um teatro.

40 frases impagáveis do Barão de Itararé

40 frases impagáveis do Barão de Itararé

Criador do jornal “A Manha”, o Barão ridicularizava ricos, classe média e pobres. Não perdoava ninguém, sobretudo políticos, donos de jornal e intelectuais. Ele não era barão, é claro. Mas deu-se o título de nobre e nobre se tornou. O primeiro nobre do humor no Brasil. Debochava de tudo e de todos e costumava dizer que, “quando pobre come frango, um dos dois está doente”. Ele é um dos inventores do contra-politicamente correto.