Autor: Euler de França Belém

Toni Morrison deve ser lida como escritora e não mera militante negra

Toni Morrison deve ser lida como escritora e não mera militante negra

Ralph Ellison, James Baldwin e Toni Morrison são escritores poderosos. Entretanto, como são negros, sempre dizem: o “escritor negro norte-americano. É inescapável? Talvez seja. Pois nenhum outro escritor americano branco — exceto, quem sabe, William Faulkner — capta tão bem o mundo dos negros quanto o trio, além de Richard Wright. O que não se comenta, por vezes, é que, embora construam uma civilização ampliada, com a inclusão dos negros, não os tratam de maneira idealizada.

John Gray diz que ateus se tornaram evangélicos radicais

John Gray diz que ateus se tornaram evangélicos radicais

Deus está na moda — como saco de pancada dos intelectuais herdeiros do Iluminismo, não necessariamente socialistas ou comunistas. Gray não faz exatamente a defesa da religião, e sim uma crítica corrosiva dos “ateus-religiosos”, de como, ao trocarem Deus pelo homem e pela ciência, se tornaram porta-vozes de tiranias jamais vistas na história das sociedades.

A história ensina que qualquer homem pode ser assassinado

A história ensina que qualquer homem pode ser assassinado

Michael Corleone diz, em “O Poderoso Chefão”, que, “se há alguma coisa certa nesta vida, se a história nos ensinou alguma coisa, é que você pode matar qualquer um”. A história confirma a frase do mafioso ítalo-americano — um personagem de ficção que, de algum modo, é parte da realidade. Quando o capo siciliano Bernardo Provenzano, foi preso, numa aldeia da Itália, estava ouvindo a música do filme. Mafiosos mais jovens inspiram-se no glamour da arte do diretor Francis Ford Coppola.

Além de García Márquez e Shakira, livro mostra a Colômbia que o brasileiro desconhece

Além de García Márquez e Shakira, livro mostra a Colômbia que o brasileiro desconhece

O excelente livro “Os Colombianos” (Contexto, 205 páginas), do doutor em História Andrew Traumann, abre, digamos, um portal para o conhecimento do quarto país mais rico da América Latina (atrás apenas de Brasil, México e Argentina). Este texto prioriza a cultura, e você, leitor, como eu, certamente ficará escandalizado com nossa ignorância sobre as várias — ao menos quatro — Colômbias, com seus 50 milhões de habitantes (supera a Argentina e, na América Latina, só perde para Brasil e México).

Meu Livro Violeta, de Ian McEwan, entra para a galeria dos piores textos da história recente da literatura

Meu Livro Violeta, de Ian McEwan, entra para a galeria dos piores textos da história recente da literatura

O que se pode sugerir é que “Meu Livro Violeta” terá seus defensores — autores de dissertações de mestrado e teses de doutorado, e resenhistas de jornais e revistas —, mas não parece um livro escrito pelo mesmo autor de “Reparação”, “Sábado”, “Balada de Adam Henry”, “Serena”, “Solar” e “Enclausurado”. O conto não fica de pé, é dos mais frágeis textos do escritor britânico.