Filmes

Os melhores filmes de todos os tempos, segundo nove diretores fundamentais

Os melhores filmes de todos os tempos, segundo nove diretores fundamentais

Nem sempre escolher que filme assistir é uma tarefa fácil. Mesmo com diversas listas de recomendações na internet, ou a possibilidade de verificar a avaliação que cada filme possui nos serviços de streaming, muitas vezes o espectador tem a sensação de ter perdido um valioso tempo de sua vida quando vê os créditos começando a subir na tela. A situação seria diferente se fosse possível receber recomendações de diretores de cinema renomados nos momentos de dúvida.

O Homem que Matou o Facínora

O Homem que Matou o Facínora

Leia um ensaio do crítico literário Davi Arrigucci Jr. — na verdade um resumo de uma tese de doutoramento defendida na USP — sobre “O Homem que Matou o Facínora” (The Man who shot Liberty Valance, 1961), de John Ford, com John Wayne, James Stewart, Vera Miles, Edmond O’Brien, Vera Miles. “O Homem que Matou o Facínora” é o maior faroeste já feito. John Ford lança um olhar crítico sobre os heróis, ao mostrar que todas as lendas, foram mitificadas para se tornarem parte da história. Se o filme de Ford é uma unanimidade, ou, no mínimo, quase. A análise do crítico é, também, antológica.

15 filmes que são diamantes para o cérebro

15 filmes que são diamantes para o cérebro

Trata-se de uma tentativa de orientar o leitor da Bula — por certo, alguém que preza pelo que há de mais refinado no campo da cultura — no mar de referências cinematográficas. Como sói acontecer, a lista é estritamente pessoal: ela elenca obras que agradam ao meu gosto estético na arte cinematográfica. Basta pensar que, tivesse outro autor assinado a lista, as referências decerto mudariam (talvez ele viesse a público afirmar que “Curtindo a Vida Adoidado”, do diretor John Hughes, é superior aos filmes do Godard, opinião que eu nunca endossaria). A lista também é limitada: são apenas 15 filmes, o que incontornavelmente deixará de fora muitas obras relevantes.

O melhor filme da história recente do cinema

O melhor filme da história recente do cinema

O roteiro complexo, com permanentes digressões entre passado e presente, a excelente interpretação dos atores, a bela fotografia, a trilha sonora comovente assinada pelos compositores Federico Jusid e Emilio Kauderer, o antológico plano-sequência no estádio de futebol. São aspectos técnicos, já amplamente incensados pela crítica, que colocam essa película, com todo o mérito, não só entre as mais sofisticadas produções do cinema latino-americano como entre o que de melhor já se fez na história da cinematografia recente em nível mundial.

A Chegada, de Denis Villeneuve: uma obra-prima instantânea

A Chegada, de Denis Villeneuve: uma obra-prima instantânea

Como um cético apaixonado pela Ciência, sempre tive apreço pela ficção científica. Nesse sentido, “A Chegada”, do diretor Denis Villeneuve, é um exemplo — infelizmente cada vez mais raro — de filme do gênero dotado de valor artístico. Eis uma película que, ouso dizê-lo em tom vaticinante, haverá de integrar o panteão das melhores ficções científicas já filmadas na história do cinema. Uma obra-prima instantânea.

Lista dos 100 melhores filmes do século 21, segundo a BBC

Lista dos 100 melhores filmes do século 21, segundo a BBC

O comitê de cultura da BBC fez uma pesquisa para eleger os 100 melhores filmes lançados no século 21. O levantamento teve a participação de críticos, jornalistas, acadêmicos e curadores de cinema. Ao todo foram 170 participantes de todos os continentes, com exceção da Antártida. “Queremos provar que esse século nos deu filmes que perseverarão ao teste do tempo, que você continuará a pensar sobre e argumentar sobre se você pelo menos der a chance de assisti-los”, diz a BBC.

O evangelho segundo Godard

O evangelho segundo Godard

Jean-Luc Godard não tem fãs. Tem estudiosos. É como Hegel ou Kant, que não têm leitores, têm eruditos especializados. Ninguém lê “Fenomenologia do Espírito” ou “Crítica da Razão Pura” para matar tempo em uma tarde chuvosa. O mesmo acontece com alguns trabalhos de Godard, como “Filme Socialismo”, “Nossa Música” e agora com sua experiência com a tecnologia 3D “Adeus à Linguagem”. Nem sempre foi assim. Assisti-lo já foi moda obrigatória entre os jovens que se consideraram politizados. O que incluía multidões e mais multidões nos anos 1960. Não assistir filmes como “O Desprezo”, “A Chinesa” e, sobretudo, “Acossado” era estar fora da rodinha de conversa na faculdade e nos bares da moda. Hoje, tudo mudou. É preciso razões acadêmicas, profissionais ou gosto pela cinefilia para alguém se dispor a vê-los.

Juventude não tem aspas, nem velhice é ponto final. É nas reticências que a vida se move

Juventude não tem aspas, nem velhice é ponto final. É nas reticências que a vida se move

Terça feira chuvosa e fria, numa cidade habitualmente quente. O cenário era praticamente um convite para assistir a um dos filmes exibidos numa Mostra local de Cinema, que ocorria naquele período. Talvez não uma comédia dramática, de produção chinesa, numa sessão que adiaria o almoço, mas, como minha restrita disponibilidade de horário não me oferecia muitas opções, acabei superando o estranhamento inicial daquela sinopse e, na companhia de meu marido e filho de 11 anos, me aventurei pela sala de cinema.