Entrevistas

Gilberto Freyre, o inimigo do politicamente correto

Gilberto Freyre, o inimigo do politicamente correto

Gustavo Mesquita, doutor em História pela USP, venceu o 6º Concurso de Ensaios sobre Gilberto Freyre com o trabalho “Gilberto Freyre e o Estado Novo: Região, Nação e Modernidade”, publicado pela Editora Global. Nesta entrevista ele explica o apelido “vitoriano dos trópicos” dado a Freyre e sua relação com figuras como Getúlio Vargas, Florestan Fernandes e Oscar Niemeyer.

O primeiro Nobel brasileiro a gente nunca esquece

O primeiro Nobel brasileiro a gente nunca esquece

Finalmente, acabou o tabu! Depois que Leonardo DiCaprio ganhou o Oscar de Melhor Ator, o Corinthians venceu um Mundial de verdade, a Seleção Brasileira ganhou a Medalha de Ouro Olímpica, finalmente, o Brasil foi laureado com um Prêmio Nobel de Literatura. Os suecos esnobaram Jorge de Lima, Ferreira Gullar, Jorge Amado, Cabral, Rosa e Drummond, mas não conseguiram resistir às brochadas literárias de Jacques Fux.

A última entrevista de Vinicius de Moraes

A última entrevista de Vinicius de Moraes

Quando o jornalista Narceu de Almeida Filho bateu este longo papo com Vinicius de Moraes, em sua casa, bem situada numa tranquila rua da Gávea, no Rio de Janeiro, não poderia imaginar que, no momento da edição da entrevista, o Poetinha já não existisse mais. Vinicius estava todo animado, layout novo, de cabelos cortados, barba raspada, vestido elegantemente e sem o seu famoso boné que o acompanhou durante muitos anos. Havia emagrecido vários quilos e abandonado temporariamente as excursões musicais para dedicar-se, novamente, à poesia.

Mulher Maravilha desabafa: “Vida de mulher é uma droga”

Mulher Maravilha desabafa: “Vida de mulher é uma droga”

Desconfio que, por pura pirraça, fui intimidado, intimado pelo meu editor na Revista Bula a tomar um banho, cortar as unhas, fazer a mala e viajar para a Califórnia, a fim de entrevistar a Mulher Maravilha. Uma vez que não possuo cotas na Revista, não sou filho de ricos, não sou deputado federal, não sou dono de frigoríficos, não faço esquemas e ando bastante ressabiado por causa da galopante onda de desemprego que assola o Brasil, aceitei a missão, imbuído de pavor e da maior má vontade possível.

Clarice Lispector entrevista Pablo Neruda

Clarice Lispector entrevista Pablo Neruda

Neruda é extremamente simpático, sobretudo quando usa o seu boné. Não brinca porém em serviço: disse-me que se me desse a entrevista naquela noite mesma só responderia a três perguntas, mas se no dia seguinte de manhã eu quisesse falar com ele, responderia a maior número. E pediu para ver as perguntas que eu iria fazer. Inteiramente sem confiança em mim mesma, dei-lhe a página onde anotara as perguntas, esperando Deus sabe o quê. Mas o quê foi um conforto. Disse-me que eram muito boas e que me esperaria no dia seguinte. Saí com alívio no coração porque estava adiada a minha timidez em fazer perguntas.