Autor: Euler de França Belém

Robert Walser: o escritor que fez a cabeça de Kafka

Robert Walser: o escritor que fez a cabeça de Kafka

Walser morreu, “louco” (há quem duvide disto, incluindo o próprio autor, que, perguntado por que não continuava escrevendo no hospício, redarguiu: “Eu estou aqui para ser louco, não para escrever”), aos 78 anos, em 1956. Ele era o autor preferido do tcheco Franz Kafka, que, como o suíço e o búlgaro Elias Canetti, escrevia em alemão.

Marcial Lafuente Estefanía é o escritor de 6 milhões de exemplares

Marcial Lafuente Estefanía é o escritor de 6 milhões de exemplares

O espanhol Marcial Lafuente Estefanía nasceu em 1903 e morreu em 1984, aos 81 anos. Ele usou, além do nome, vários pseudônimos (alguns deles femininos) — o que eu não sabia. Era expert em “novelas”. Novelas, no caso, são “romances”. Ele “é considerado o representante máximo do gênero em espanhol”. Não tenho provas, mas arrisco a dizer que certamente é o maior do gênero em qualquer língua (não me lembro se as obras eram bem traduzidas, o que posso dizer é que eram legíveis).

Carolina de Jesus: a história da escritora favelada que foi traduzida em 13 países

Carolina de Jesus: a história da escritora favelada que foi traduzida em 13 países

O livro “Tempo de Reportagem — Histórias Que Marcaram Época no Jornalismo Brasileiro” (Leya, 287 páginas), de Audálio Dantas, que morreu em 2018, contém verdadeiras aulas de jornalismo. Além de reportagens clássicas, típicas do jornalismo literário, mas sem a pretensão típica de Truman Capote e Tom Wolfe, há textos introdutórios sobre como foram feitas. Recomendo vivamente “A nova guerra de Canudos”, “Povo caranguejo” e “O drama da favela escrito por uma favelada”.

10 livros para enriquecer o cérebro e a biblioteca

10 livros para enriquecer o cérebro e a biblioteca

A lista inclui livros que estão nas livrarias e obras que ainda vão ser lançadas, mas já podem ser adquiridas nas livrarias virtuais. Um livro que certamente deve ser considerado imperdível é a biografia “Uma Mulher Vestida de Silêncio — A Biografia de Maria Thereza Goulart”. A mulher do presidente João Goulart, belíssima, encantava os brasileiros e os estrangeiros. Jango não era bonito, embora fosse charmoso — era mulherengo (chegou a disputar mulher com Garrincha) —, mas, quando se juntava a Maria Thereza, o casal ficava tão bonito que lembrava o par John Kennedy e Jacqueline Kennedy.

Leo Perutz, o precursor de Truman Capote

Leo Perutz, o precursor de Truman Capote

O escritor austríaco Robert Musil, afirma o resenhista, atribui a Leo Perutz “a criação de um novo gênero literário, a ‘ficção jornalística’” (seria, portanto, um precursor do escritor americano Truman Capote, autor do romance de não-ficção “A Sangue Frio”). O crítico Friedrich Torberg avalia “seus romances como o ‘possível resultado de uma união ilícita entre Franz Kafka e Agatha Christie’”.