Autor: Euler de França Belém

A história do médico brasileiro que combateu a febre amarela, a peste bubônica, a varíola e a ignorância

A história do médico brasileiro que combateu a febre amarela, a peste bubônica, a varíola e a ignorância

Moacyr Scliar (1937-2011) abordou o cientista e médico Oswaldo Cruz de duas formas — como biógrafo, no livro “Oswaldo Cruz — Entre Micróbios e Barricadas” (Relume Dumará, 101 páginas), e como escritor, no romance “Sonhos Tropicais” (Companhia das Letras, 212 páginas). O estudo da vida do cientista paulista, especializado no Instituto Pasteur, na França, não é alentado. Mesmo assim, apresenta muito bem um personagem relevante para o Brasil — “original e extraordinário” — que viveu entre dois séculos, o 19 e o 20, entre 1872 e 1917. Viveu apenas 44 anos.

22 livros que são diamantes para o cérebro

22 livros que são diamantes para o cérebro

Livros, bons livros, são verdadeiros diamantes para o cérebro ou, se se quiser, para a alma. Aliás, até maus livros, se bem lidos, se tornam pelo menos uma vistosa bijuteria. Nesta lista, idiossincrática como qualquer outra, menciono livros que, em geral, foram editados no Brasil há alguns anos. Mas poucos estão fora de catálogo. Os que estão podem ser encontrados em sebos — caso da obra-prima “Paradiso”, romance do Lezama Lima. Quando Fidel Castro for um rodapé na história de Cuba, daqui a 55 anos, Lezama Lima permanecerá sendo lido.

A morte de Michael Corleone: Coppola cria um novo final

A morte de Michael Corleone: Coppola cria um novo final

“O Poderoso Chefão” é um mix de Hobbes e Maquiavel aplicado ao cinema. Noutras palavras, filosofia da vida real traduzida em minúcias — daí o filme de Francis Ford Coppola ter se tornado uma espécie de vade mecum dos experts em aforismos. A trilogia é desigual. As duas primeiras películas são obras-primas inegáveis. A terceira é apreciada por alguns e depreciada por muitos.

A história verdadeira do soldado Ryan

A história verdadeira do soldado Ryan

Autor de “Europa na Guerra — 1939-1945” (Record, 599 páginas, tradução de Vitor Paolozzi), o historiador britânico Norman Davies admite que “O Resgate do Soldado Ryan”, de Steven Spielberg, é, plasticamente, um belo filme, que conta uma boa história. Mas sugere também que a película não consegue — aliás, nem se propõe — esboçar um contexto histórico de qualidade.

A história da mulher que viajou 11 mil km e matou coronel para vingar Che Guevara

A história da mulher que viajou 11 mil km e matou coronel para vingar Che Guevara

Nascida em Munique, em 1937, Monika Ertl era filha do cineasta, escritor, jornalista e alpinista Hans Ertl, que trabalhou com a diretora de cinema Leni Riefenstahl — foram amantes — e chegou a ser cinegrafista do nazista Adolf Hitler (filmou seu encontro com Benito Mussolini, o fascista italiano) e andou com Erwin Rommel pelo Norte da África. Em 1953, julgando-se desprestigiado na Alemanha, mudou-se com a família — a mulher, Aurelia, e três filhas, Monika, Beatrix e Heide — para a Bolívia.

Os escritores franceses que foram apologistas de Hitler e perseguidores de judeus

Os escritores franceses que foram apologistas de Hitler e perseguidores de judeus

Escritores, como Louis-Ferdinand Céline, Robert Brasillach e Lucien Rebatet eram antissemitas e escreveram barbaridades. A maioria escapou da pena de morte e alguns ficaram presos por alguns meses. Pierre Drieu La Rochelle preferiu se suicidar para evitar o julgamento. Brasillach foi executado. Céline escapou. Possivelmente, graças ao seu imenso talento, decidiram deixá-lo vivo. Embora notável como prosador, era execrável como ser humano.