Autor: Euler de França Belém

A história da escritora negra e favelada que foi traduzida em 13 países

A história da escritora negra e favelada que foi traduzida em 13 países

O livro “Tempo de Reportagem — Histórias Que Marcaram Época no Jornalismo Brasileiro” (Leya, 287 páginas), de Audálio Dantas, que morreu em 2018, contém verdadeiras aulas de jornalismo. Além de reportagens clássicas, típicas do jornalismo literário, mas sem a pretensão típica de Truman Capote e Tom Wolfe, há textos introdutórios sobre como foram feitas. Recomendo vivamente “A nova guerra de Canudos”, “Povo caranguejo” e “O drama da favela escrito por uma favelada”.

A história ensina que qualquer homem pode ser assassinado

A história ensina que qualquer homem pode ser assassinado

Michael Corleone diz, em “O Poderoso Chefão”, que, “se há alguma coisa certa nesta vida, se a história nos ensinou alguma coisa, é que você pode matar qualquer um”. A história confirma a frase do mafioso ítalo-americano — um personagem de ficção que, de algum modo, é parte da realidade. Quando o capo siciliano Bernardo Provenzano, foi preso, numa aldeia da Itália, estava ouvindo a música do filme. Mafiosos mais jovens inspiram-se no glamour da arte do diretor Francis Ford Coppola.

Além de García Márquez e Shakira, livro mostra a Colômbia que o brasileiro desconhece

Além de García Márquez e Shakira, livro mostra a Colômbia que o brasileiro desconhece

O excelente livro “Os Colombianos” (Contexto, 205 páginas), do doutor em História Andrew Traumann, abre, digamos, um portal para o conhecimento do quarto país mais rico da América Latina (atrás apenas de Brasil, México e Argentina). Este texto prioriza a cultura, e você, leitor, como eu, certamente ficará escandalizado com nossa ignorância sobre as várias — ao menos quatro — Colômbias, com seus 50 milhões de habitantes (supera a Argentina e, na América Latina, só perde para Brasil e México).

Meu Livro Violeta, de Ian McEwan, entra para a galeria dos piores textos da história recente da literatura

Meu Livro Violeta, de Ian McEwan, entra para a galeria dos piores textos da história recente da literatura

O que se pode sugerir é que “Meu Livro Violeta” terá seus defensores — autores de dissertações de mestrado e teses de doutorado, e resenhistas de jornais e revistas —, mas não parece um livro escrito pelo mesmo autor de “Reparação”, “Sábado”, “Balada de Adam Henry”, “Serena”, “Solar” e “Enclausurado”. O conto não fica de pé, é dos mais frágeis textos do escritor britânico.