Autor: Euler de França Belém

Carolina de Jesus: a história da escritora favelada que foi traduzida em 13 países

Carolina de Jesus: a história da escritora favelada que foi traduzida em 13 países

O livro “Tempo de Reportagem — Histórias Que Marcaram Época no Jornalismo Brasileiro” (Leya, 287 páginas), de Audálio Dantas, que morreu em 2018, contém verdadeiras aulas de jornalismo. Além de reportagens clássicas, típicas do jornalismo literário, mas sem a pretensão típica de Truman Capote e Tom Wolfe, há textos introdutórios sobre como foram feitas. Recomendo vivamente “A nova guerra de Canudos”, “Povo caranguejo” e “O drama da favela escrito por uma favelada”.

10 livros para enriquecer o cérebro e a biblioteca

10 livros para enriquecer o cérebro e a biblioteca

A lista inclui livros que estão nas livrarias e obras que ainda vão ser lançadas, mas já podem ser adquiridas nas livrarias virtuais. Um livro que certamente deve ser considerado imperdível é a biografia “Uma Mulher Vestida de Silêncio — A Biografia de Maria Thereza Goulart”. A mulher do presidente João Goulart, belíssima, encantava os brasileiros e os estrangeiros. Jango não era bonito, embora fosse charmoso — era mulherengo (chegou a disputar mulher com Garrincha) —, mas, quando se juntava a Maria Thereza, o casal ficava tão bonito que lembrava o par John Kennedy e Jacqueline Kennedy.

Leo Perutz, o precursor de Truman Capote

Leo Perutz, o precursor de Truman Capote

O escritor austríaco Robert Musil, afirma o resenhista, atribui a Leo Perutz “a criação de um novo gênero literário, a ‘ficção jornalística’” (seria, portanto, um precursor do escritor americano Truman Capote, autor do romance de não-ficção “A Sangue Frio”). O crítico Friedrich Torberg avalia “seus romances como o ‘possível resultado de uma união ilícita entre Franz Kafka e Agatha Christie’”.

50 livros para ler em 2019

50 livros para ler em 2019

Listas de leitura são penelopianas. Porque são feitas e, no decorrer do ano, desfeitas. Quando um livro interessável é lançado, no Brasil ou no exterior, os olhos coçam e as mãos começam a sacar a carteira do bolso. Então, como possivelmente as de outras pessoas, a minha lista para 2019 é provisória.

O Amós Oz que vai ficar na história da literatura não é o militante, é o escritor

O Amós Oz que vai ficar na história da literatura não é o militante, é o escritor

Amós Oz é um grande escritor, mas, nos últimos anos, ficou mais conhecido como militante político. Pacifista, advogava um Estado israelense — o que desagradava a direita de Israel — e um Estado palestino. Na sua opinião, a existência de dois Estados poderia garantir a paz entre os dois povos. Era respeitado, admirado, mas não era ouvido pelo establishment de Israel.