Autor: Euler de França Belém

Carolina de Jesus: a história da escritora favelada que foi traduzida em 13 países

Carolina de Jesus: a história da escritora favelada que foi traduzida em 13 países

O livro “Tempo de Reportagem — Histórias Que Marcaram Época no Jornalismo Brasileiro” (Leya, 287 páginas), de Audálio Dantas, que morreu em 2018, contém verdadeiras aulas de jornalismo. Além de reportagens clássicas, típicas do jornalismo literário, mas sem a pretensão típica de Truman Capote e Tom Wolfe, há textos introdutórios sobre como foram feitas. Recomendo vivamente “A nova guerra de Canudos”, “Povo caranguejo” e “O drama da favela escrito por uma favelada”.

Delegado do Dops revela que ditadura queimou militantes da esquerda

Delegado do Dops revela que ditadura queimou militantes da esquerda

O delegado do Dops Cláudio Antonio Guerra admite, no livro “Memórias de uma Guerra Suja” (Topbooks, 291 páginas), depoimento colhido pelos repórteres Marcelo Netto e Rogério Medeiros, que matou e incinerou várias pessoas, relata casos de torturas contra presos políticos, faz revelações sobre a morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury, conta que os homens do porão mantinham ligações com artistas, inclusive da TV Globo, indica que o Ministério Público Federal compactuou com a violência do regime.

25 livros que são diamantes para o cérebro de crianças e adolescentes

25 livros que são diamantes para o cérebro de crianças e adolescentes

Bons livros para crianças e adolescentes — a chamada literatura infanto-juvenil — são eternos e, mais, podem ser lidos por adultos com igual prazer. Muitos livros, mesmo de qualidade mediana, se tornaram clássicos. As obras de Monteiro Lobato, Alexandre Dumas, Irmãos Grimm, Ruth Rocha, Lygia Bojunga, Ana Maria Machado, H. C. Andersen não morrem jamais. São para sempre. “Meninos da Rua Paulo”, de Ferenc Mólnar, para ficar num exemplo, é um clássico universal e atemporal.

10 poemas de Emily Dickinson para ler antes de morrer

10 poemas de Emily Dickinson para ler antes de morrer

Não é uma fábula. Mas deve-se começar assim: era uma vez… Emily Dickinson. Quem? Simplesmente: a maior poeta dos Estados Unidos, a deusa, ao lado de Walt Whitman, o deus, o pai-fundador. O crítico literário Harold Bloom a percebe como uma espécie de Shakespeare dos Estados Unidos. Era mais: era Emily Dickinson, um gênio que não publicou dez poemas em vida. Mas deixou, guardadinhos, quase 2 mil poemas — a maioria de alta qualidade.

Cummings em tradução de Augusto de Campos

Cummings em tradução de Augusto de Campos

Senhor da razão, o tempo desfaz e cria novas razões. É provável que Augusto de Campos, daqui a alguns anos, se consagre, na cultura patropi, mais como tradutor e, em seguida, crítico literário (de poesia). O poeta continuará sendo citado, e não apenas nos rodapés, mas não como Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto (ficará aquém inclusive do hermano Haroldo de Campos).

Simone de Beauvoir: Uma Vida

Simone de Beauvoir: Uma Vida

Sartre e Simone de Beauvoir são figuras tão gigantescas (portanto, não meramente stalinistas), tão vivas no imaginário intelectual e político da Europa (talvez do mundo), que não podem ser descartadas. São interessantíssimas. Parecem, por vezes, personagens de literatura que escaparam de um livro de Dostoiévski — ou talvez de Stendhal — e se tornaram seres reais.

A história do espião que derrubou a União Soviética

A história do espião que derrubou a União Soviética

A primeira impressão que se tem do livro é que seus autores superlativam a importância do espião e engenheiro soviético Vladimir Vetrov na derrubada da União Soviética. Entretanto, uma leitura atenta, sobretudo quando se verifica como os Estados Unidos trabalharam com as informações de Vetrov, sugere a conclusão de que o seu trabalho foi devastador.