Perfil biográfico

100 anos da morte de Hugo de Carvalho Ramos, autor que influenciou Guimarães Rosa

100 anos da morte de Hugo de Carvalho Ramos, autor que influenciou Guimarães Rosa

23 de julho de 1920. Cidade de Uberaba, Minas Gerais. Final de uma manhã fria. Céu de azul radiante. O rapaz de olhar triste, aparência franzina, cerca de 1,70 m de estatura, pele muito clara, trajado de calça preta, camisa cinza e paletó escuro, desembarca na estação ferroviária… Uma ficção-reportagem-documentário sobre os últimos meses do maior escritor goiano, que escreveu um clássico absoluto do regionalismo, “Tropas e Boiadas”, e se suicidou no dia 12 de maio de 1921.

Euclides da Cunha tenta matar e morre. Anos depois, o filho tenta vingar a morte do pai e, também, é morto

Euclides da Cunha tenta matar e morre. Anos depois, o filho tenta vingar a morte do pai e, também, é morto

É indeclinável registrar que as circunstâncias envolventes da morte de Euclides da Cunha não tiveram os honestos registros que a verdade histórica impunha a seus biógrafos. Imposição não apenas para projeção dos fatos em toda a sua nudez e significado — encontram-se todos nos autos do processo penal — que em nada diminuem o valor da obra literária euclideana, nem a honestidade e o idealismo que o caracterizaram, mas também para o reconhecimento da dolorosa injustiça que foi a execração pública sofrida por Dilermando de Assis desde os seus 17 anos de idade até a sua morte ocorrida aos 62 anos.

Pio Vargas: há 30 anos o Brasil perdeu seu Rimbaud

Pio Vargas: há 30 anos o Brasil perdeu seu Rimbaud

Sua biografia é vaga. São poucas as informações disponíveis. Apenas alguns dados civis e uma coleção de histórias dispersas, contadas em diferentes ocasiões por seus amigos, sempre enfocando seu senso de humor demolidor, raciocínio rápido e língua ferina. O anedotário varguiano é vasto, mas precisa de um biógrafo para organizá-lo, dar-lhe forma orgânica e cronológica. Preencher as lacunas.

Hermann Hesse: o guru dos hippies

Hermann Hesse: o guru dos hippies

O Sul da Alemanha, a partir do século 17 até meados do século 20, era fortemente influenciado pelo pietismo, o maior movimento reformista dentro do protestantismo europeu após a Reforma Protestante. Os pietistas, profundamente crentes, conservadores e intransigentes a tudo quanto era novo, levavam o conteúdo da Bíblia ao pé da letra e eram, por isso, considerados ortodoxos dentro do protestantismo. Foi neste ambiente que, em 2 de julho de 1877, nasceu e passou a sua infância e parte da adolescência Hermann Hesse, o mais lido escritor alemão do século 20.

Luiz Gama: a história do autodidata, poeta e advogado que foi escravizado pelo pai e virou patrono da abolição

Luiz Gama: a história do autodidata, poeta e advogado que foi escravizado pelo pai e virou patrono da abolição

Em sua vida, Luiz Gama fora jornalista, professor, advogado, líder político, maçom, poeta, mas, principalmente, abolicionista. Era, portanto, um corpo estranho em um país de analfabetos e escravocratas em franca ebulição. Por ser autodidata, tornou-se rábula — atribuição pejorativa para um advogado legitimado pelo robusto conhecimento jurídico que podia exercer a profissão.