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Eu fui ao cenário de um filme de Brad Pitt e descobri um paraíso escondido na América do Sul

Eu fui ao cenário de um filme de Brad Pitt e descobri um paraíso escondido na América do Sul

Com menos de duas horas de voo, é possível chegar de Buenos Aires, a capital portenha, até Mendoza, província que abriga parte argentina da pitoresca Cordilheira dos Andes. Em 2018, quando fui a Santiago do Chile, meus olhos brilharam diante da extensa pintura em 360° da cadeia de montanhas que circunda o horizonte da capital. A visão belíssima se torna ainda mais exuberante conforme se avança em meio às cordilheiras, testemunhando as cores vibrantes de suas rochas, os lagos cristalinos e as estradas que serpenteiam em meio à perfeição da natureza.

A história real da mulher que salvou 2.500 crianças do Holocausto — e foi recompensada com esquecimento

A história real da mulher que salvou 2.500 crianças do Holocausto — e foi recompensada com esquecimento

Em meio à destruição do Gueto de Varsóvia, uma mulher sem armas, sem discursos e sem palco salvou mais de 2.500 crianças do extermínio. Irena Sendler entrou e saiu do inferno com nomes nos bolsos e silêncio nos lábios. Nesta reportagem literária, conheça a história da assistente social que plantou esperança em frascos de vidro enterrados no quintal da resistência. Um gesto solitário, clandestino, quase esquecido — e ainda assim capaz de atravessar décadas e reaparecer como um sussurro que não aceita desaparecer.

Brasil 2025: quando a profecia de Machado de Assis se tornou realidade

Brasil 2025: quando a profecia de Machado de Assis se tornou realidade

Num Brasil onde máquinas brilham mais que ideias, a literatura agoniza à sombra do progresso material. E quem já alertava sobre isso no século 19 era Machado de Assis. Suas críticas à elitização da arte e ao abandono da educação continuam tão atuais quanto urgentes. Enquanto celebramos avanços tecnológicos, ignoramos o poder da palavra, da reflexão, da sensibilidade. Este texto revisita o pensamento machadiano e propõe algo radical: um golpe de Estado literário. Porque sem livros, sem pensamento crítico, sem arte acessível, o país não progride — apenas corre, cada vez mais rápido, para longe de si mesmo.

Ele escreveu um dos maiores romances do século, foi ignorado por 50 anos e morreu sem saber

Ele escreveu um dos maiores romances do século, foi ignorado por 50 anos e morreu sem saber

Por décadas, o nome John Edward Williams não significava nada para quase ninguém. Professor universitário, texano, disciplinado, morreu sem saber que havia escrito, possivelmente, o romance americano mais silenciosamente devastador do século. Seu livro “Stoner” passou despercebido até ser redescoberto na Europa como um segredo sussurrado. Esta reportagem percorre a vida, o apagamento e o renascimento literário de um autor que escreveu como quem cumpre silêncio — e que transformou a recusa do espetáculo em uma ética estética. Um escritor que não quis ser lido, e por isso se tornou impossível de esquecer.

5 autores que foram cancelados antes da era do cancelamento

5 autores que foram cancelados antes da era do cancelamento

Antes do termo “cancelamento” ganhar trending topics, havia o silêncio. Escritores já eram retirados do cânone, ignorados nos corredores acadêmicos ou relegados ao rodapé das edições críticas. Este texto percorre cinco nomes cuja presença na literatura resiste, mesmo quando sua biografia desafia o leitor. Lovecraft, Céline, Bukowski, Pound e Wilde — figuras atravessadas por contextos, escolhas e contradições. Aqui, não há absolvição nem condena. Há leitura, escuta, retorno. Porque compreender o que permanece, mesmo sob a poeira, é também compreender o tempo que ainda pulsa. E a literatura, mesmo em conflito, continua a escrever o que não cabe no esquecimento.