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Bula de Livro: O Pato, a Morte e a Tulipa, de Wolf Erlbruch

Bula de Livro: O Pato, a Morte e a Tulipa, de Wolf Erlbruch

Escrito e desenhado, aparentemente, para leitores de todas as idades, “O Pato, a Morte e a Tulipa” não é um livro para crianças, no sentido convencional. Nele está colocado o resumo da existência, no sentido existencialista, a pena de morte contratada no nascimento, a parceria ser-vida e sua principal inimiga: a morte. A leveza e a simplicidade de Erlbruch é que torna o livro um clássico de nascença e uma leitura de formação, de visão e de adaptação. A compreensão dos elementos fundamentais da manifestação humana são o interesse do autor.

Djavanear para não endoidecer Foto / A.PAES

Djavanear para não endoidecer

Era outono e eu buscava luz. A tristeza no meu peito desandou. Era um sentimento verdadeiro que não passava nem um dia de um fato consumado. Balas cantavam na região da Faixa de Gaza e não tinha como fugir da realidade, pelo oceano, em direção a Malásia ou a Linha do Equador. A maldade humana parecia uma sina a sussurrar eu te devoro. Eu sempre recorria à boa música como uma espécie de alumbramento para apaziguar a angústia. Me arvorei em Djavan. Assisti à homenagem que o apresentador Marcos Mion fez para ele num programa de televisão. Foi bonito de se ver.

Literatura, boemia e pensamento

Literatura, boemia e pensamento

Boas ideias surgem fora das salas de aula ou seminários acadêmicos — hoje os santuários do bem pensar. Onde brota o pensamento mesmo, com nome digno de ser dito assim, é em diálogos sem fim determinado. E ninguém como os boêmios para a arte de jogar conversa fora. A literatura e a filosofia estão repletas de autores e personagens que passam o tempo sem fazer nada, apenas batendo papo. Mas é nesse papo despretensioso que aparecem coisas consideradas perigosas, sejam estéticas ou políticas.

Entrevista com o mercado financeiro

Entrevista com o mercado financeiro

Foi difícil marcar uma entrevista com o Mercado Financeiro, mas consegui encaixar uma vaga em sua agenda depois de muito esforço. Ele marcou o nosso encontro em um restaurante caríssimo. Cheguei mais cedo e o esperei um tempo. O Mercado Financeiro apareceu com uns quinze minutos de atraso, falando no celular. Sentou e pediu o prato mais caro do cardápio. Não largou o telefone nem um minuto.

Emmanuel Carrère: o verdadeiro terror é a falta de sentido

Emmanuel Carrère: o verdadeiro terror é a falta de sentido

Depois que li “Ioga”, de Emmanuel Carrère, dei de cara com três livros dele no sebo. A leitura de “Ioga” foi incentivada por algumas newsletters. Fiquei com a impressão de que todo mundo se derreteu por essa narrativa. Os livros que trouxe pra casa são “Limonov”, “O Reino” e “Outras Vidas que Não a Minha”. Imagino que seja uma boa introdução. Embora esteja na hora de intercalar Emmanuel Carrère. Dar uma pausa antes de encarar os títulos que me esperam. Surfar na onda deste francês é complicado por um desgaste causado na emoção.