Autor: Wander Lourenço

Jorge Amado, o artífice do realismo fantástico latino-americano

Jorge Amado, o artífice do realismo fantástico latino-americano

Ao publicar o registro literário “A Morte e Morte de Quincas Berro D’Água”, em 1959, o escritor brasileiro Jorge Amado desfere o pontapé inicial do realismo mágico nas páginas da ficção brasileira, obtendo na dramaturgia de Dias Gomes — vide a telenovela “Saramandaia”, por exemplo —, a continuação de seu imaginário prodigioso, situado no espaço geográfico da São Salvador da Bahia.

12 livros Imprescindíveis da literatura brasileira contemporânea Foto / Salty View

12 livros Imprescindíveis da literatura brasileira contemporânea

Como o conceito de literatura contemporânea estipulado pela crítica especializada é fluido e flexível, informo ao Leitor que a cronologia deste artigo se baseará na produção ficcional brasileira, publicada a partir da década de 1950 do século passado. Destarte, as obras selecionadas representarão os últimos anos da segunda metade do século 20, no que tange ao exercício de escritura nacional em prosa de ficção. Aviso aos navegantes que, na próxima ocasião, incumbir-me-ei da análise resumida dos romances dos primórdios do século 21, assinados por autores notáveis no cenário da pós-modernidade.

13 livros e um destino Leitor Foto / Maarten Zeehandelaar

13 livros e um destino Leitor

Se há uma frase que me tira do sério é que aquela que diz que “Literatura é para poucos…” Entretanto, de tanto ouvir dos intelectuais tal sentença-refrão, cansei-me de contestá-la em roda de conversa; e propus-me ao desafio de arrazoar sobre os 13 mais inspirados livros da história literária brasileira, de modo a disponibilizar uma espécie de lista de sugestão de (re)leitura para 2023.

Roteiro simplificado para ler Lima Barreto

Roteiro simplificado para ler Lima Barreto

Destarte, os matizes patrióticos que demarcam os arroubos ufanistas do Major Quaresma, a todo instante, se perfazem pelo interdiscurso da radicalização sem ideia do ridículo, cujas alusões se referem ao episódio da substituição idiomática da Língua Portuguesa emprestada ao Brasil pelo Tupi-guarani originário deste Terrae Brasilis. Caberia acrescentar, ainda, que tal menção linguística se ancora na reivindicação romântica referente ao afastamento da sintaxe lusitana

50 anos do Clube da Esquina, a real Inconfidência Mineira Foto / A. Paes

50 anos do Clube da Esquina, a real Inconfidência Mineira

Reza a lenda que a real Inconfidência Mineira, que fora orquestrada pelo movimento libertário denominado como Clube da Esquina, sob a liderança de uma espécie de Joaquim José da Silva Xavier do século 20, que, como todo bardo neo-árcade, forjara assinatura com o pseudônimo de Milton Nascimento, o Tiradentes Negro.  Neste contexto, cabe explicitar ao Leitor que a Insurreição de Santa Teresa se dera em razão do tributo estético Quinto, arrecadado aos cofres públicos pelas mãos dos colonizadores bossanovistas, capitaneados por El-Rey d. Vinicius de Moraes I e seus aristocráticos asseclas políticos: o seu vice-rey d. Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, Duque de Ipanema; e o ministro do Tesouro e Fazenda d. João Gilberto, Comendador de Juazeiro.