20 insultos literários

A literatura é um terreno fértil para intrigas. Não foram poucas as vezes que nomes consagrados deixaram a elegância de lado e alfinetaram colegas de ofício. Pequenas declarações se transformaram em polêmicas gigantes e inimizades eternas. Neste post, publico uma seleção de insultos literários. A lista compila “grosserias” de escritores de díspares perfis, nacionalidades e épocas. Na seleção aparecem escritores canonizados como William Faulkner, Ernest Hemingway, Virginia Woolf, Gore Vidal, Oscar Wilde, Truman Capote, Nietzsche e Henry James. Em comum entre eles, o fato de um dia, por mera provocação, impulso, raiva, terem externado suas opiniões pouco elegantes sobre seus companheiros de ofício.

Desonra, de J. M. Coetzee

Entende-se perfeitamente porque J. M. Coetzee ganhou o Prêmio Nobel de literatura. Li “Desonra” e não tenho dúvida de que, se muitas vezes a academia sueca cometeu injustiças fragorosas — a mágoa de Jorge Luis Borges é emblemática —, o ano de 2003 escapou dessa mácula, parece que com louvor. Sua prosa é a mais límpida que se possa imaginar: frases curtas e precisas, vocabulário simples, discurso direto e gosto pelo verbo, com o frescor da conjugação no tempo presente. A consciência martela o tempo todo, mas a ação é constante como nos romances de aventura.