Livros

O pacto de Cuba com traficantes de cocaína

O pacto de Cuba com traficantes de cocaína

Para entender por qual razão Fidel e Raúl Castro embarcaram no comércio de cocaína com Pablo Escobar, do Cartel de Medellín, é preciso buscar as raízes do problema — que estão expostas com competência pelo historiador britânico Richard Gott em “Cuba — Uma Nova História”, no capítulo “Cuba fica só — 1985-2003”. Em março de 1985, Mikhail Gorbachev assume o comando da União Soviética e tenta reformar o sistema socialista. A semicolônia cubana, como a chama Gott, ficou, inicialmente, desconfiada dos propósitos da glasnost (abertura política e cultural) e da perestroika (reestruturação econômica do sistema).

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Livro revela que Vladmir Putin mata quem o denuncia

Livro revela que Vladmir Putin mata quem o denuncia

No país de Aleksandr Púchkin e Liev Tolstói, nos tempos de Stálin, matava-se até quem escrevia contos, como Isaac Bábel, e quem escrevia poemas, como Óssip Mandelstam. O stalinismo criou instrumentos para filtrar e fisgar quaisquer tipos de oposição. Sabe-se que Putin não é dado a leituras e, por certo, não sabe distinguir Turguêniev de Tchekhov. Mas, como Stálin, trata seus adversários, ou aqueles que avalia como adversários, como se fossem inimigos. Ao tratá-los assim, vale qualquer coisa para combatê-los. Pode mandar matá-los, como fez com o ex-espião do KGB Alexan­der Litvinenko (seu crime: ter se aliado a Boris Be­rezovsky) e, possivelmente, a jornalista Anna Politkovskaya (seu crime: denunciar os horrores russos na Chechênia).

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Emily Dickinson recriada por Augusto de Campos

Emily Dickinson recriada por Augusto de Campos

Emily Dickinson viveu apenas 55 anos, entre 1830 e 1886, na cidade de Amherst, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Para além do folclore de que só se vestia de branco e quase não saía de casa, era uma poeta sofisticada, um leitora precisa e que sabia extrair néctar de onde muitos mineiram simplesmente barro. Augusto de Campos a apresenta como “uma autodidata em poesia”, o que, claro, não indica que seja meramente intuitiva e, até, simplória.

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100 histórias infantis em áudio para download gratuito

100 histórias infantis em áudio para download gratuito

O Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do projeto Banco Internacional de Objetos Educacionais, disponibiliza para download gratuito 120 histórias infantis em áudio. O projeto tem por finalidade “despertar nas crianças o interesse em ouvir histórias narradas e, a partir delas, instigar a criatividade e a imaginação para a construção das mesmas”, afirmam os curadores. O repositório, de acesso público, traz uma série clássicos da literatura infantil brasileira. As histórias tem duração de 1 a 11 minutos e nomes como Ana Maria Machado, Teresa Noronha, Sônia Junqueira, Hardy Guedes Alcoforado Filho, Beatriz Meireles, Lino de Albergaria, Mary e Eliardo França fazem parte da coleção.

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20 trechos literários que são diamantes ao meio-dia

20 trechos literários que são diamantes ao meio-dia

Talvez não haja no mundo um objeto que tenha recebido mais apologias e homenagens do que o livro. O livro é o amigo de todas as horas, o que lhe responde a todas as perguntas, acumula informações, transfere conhecimentos de uma para outra geração. É o objeto capaz de mudar o homem e o homem muda o mundo. E assim por diante. Mas cada bom livro tem um trecho iluminado, aquele que nos pega e nos pega de jeito e faz a pele arrepiar, pela sua estética, pela verdade, pelo inusitado. Dei uma passada rápida em minha biblioteca e separei 20 belos trechos de 15 livros que deixei marcados por ocasião da leitura.

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Narrador de novo romance de Ian McEwan, ‘Numa Casca de Noz’, é um feto

Narrador de novo romance de Ian McEwan, ‘Numa Casca de Noz’, é um feto

Há leitores que gostam e leitores que não apreciam a prosa de Ian McEwan. Há até os que o acham sutil demais, como no caso de “Reparação”. Mas o escritor sustenta que faz questão de escrever livros interessantes para os leitores, não, possivelmente, para os críticos. “É um erro gigantesco o fato de um livro não ser interessante.” No caso específico de “Numa Casca de Noz”, Ian McEwan acredita que algumas pessoas “nunca lerão um livro cujo narrador é um feto e haverá outros que o detestarão. Os romances são a coisa mais pessoal que existe, pois é impossível escrever mil palavras sem se revelar parcialmente”.

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Somos nós que mudamos os livros que lemos, inserindo neles as nossas vivências

Somos nós que mudamos os livros que lemos, inserindo neles as nossas vivências

Sim, os livros me deram rumos e gostos literários, mas meus defeitos e idiossincrasias estão ainda aqui, bem cultivados e inflacionados, obrigado, obrigado. Nenhuma mudança sísmica como aconteceu na vida dos autores desses textos; no máximo, orçamento deficitário para manter o vício das leituras desorganizadas e doenças respiratórias causadas pelo acúmulo de poeira nas pilhas de livros ainda por ler. Creio, inclusive, que somos nós que mudamos os livros que lemos, inserindo neles as nossas vivências (Otto Lara Resende dizia que todo leitor sempre lê a si mesmo, ou algo assim). Mas vá lá: se o freguês quer, assim é (se lhe parece) — escreverei sobre os livros que “mudaram” a minha vida.

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