Chaves

Pecados, demônios e tentações em Chaves

Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de “Pequeno Shakespeare”, é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”

Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de in­ferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po­pular, sendo substituída pela so­lução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Nin­guém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.

A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.

Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.

Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.

Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.

Essa vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno, especialmente preparado para receber seus hospedes, mortos e condenados no julgamento final. Uma variação cômica de “Entre Quatros Paredes”, onde duas mulheres e um homem (além de um mordomo… mas o comunista Sartre não considerou o representante da classe proletária um personagem pleno) são obrigados a se suportarem mutuamente pela eternidade, num ciclo infindável de acusações e violência. Não é difícil imaginar a cena: Chiquinha chuta a canela de Quico e faz seu pai pensar que o menino foi o agressor, enervado Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.

O cenário é um labirinto rizomático, sem centro, começo nem fim. Saindo da vila caem em uma rua estreita que leva a um pequeno parque, um restaurante e uma apertada sala de aula. As variações, como Acapulco, são exceções que confirmam a regra. O universo dos personagens se resume a esse espaço claustrofóbico, onde um ambiente leva a outro que leva a outro que leva a outro, indefinidamente.

Os pecados que cometeram em vida transparecem em suas características, medos e frustrações. Chaves, o Moleque, sempre faminto, cometia o pecado da gula. Glutão inveterado, sua preferência por sanduiche de presunto indica desprezo pelas leis de Deus, que proibiu o consumo de porco, esse animal sujo e de pé fendido. Inimigo de qualquer autoridade moral, apelidou seu professor de “Mestre Linguiça”, outra referência a malfadada iguaria suína.

Seu Madruga, que têm muito trabalho para continuar sem trabalhar, cometia o pecado da preguiça. Exigem redobrados esforços suas estratégias de fuga, para não pagar os indefectíveis 14 meses de aluguel. Que nunca se tornam 15 meses, denotando que a passagem do tempo está suspensa. Não é necessário lembrar que 7 + 7 é igual a 14 e que, na tradição crística, 70 x 07 simboliza o infinito. Da mesma forma que o 8, o símbolo de adição deitado torna-se o de multiplicação. Deus mora nos detalhes.

A ganância de Seu Barriga é óbvia. Quem mais cobraria o aluguel mensal praticamente todos os dias? Os golpes que o Moleque lhe aplica sempre que chega a vila faz parte de sua punição. O fato de possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção. Terry Gilliam não escolhe títulos ao acaso.

O pequeno marinheiro Quico, o menino mais rico da vila, é movido pela inveja. Sempre que vê um de seus pobres vizinhos se divertindo com um surrado brinquedo, cobiça aquela alegria simplória e vai buscar um dos seus, sempre maior e melhor, mas que nunca lhe dá satisfação. O brinquedo do outro, mesmo sendo obviamente inferior, sempre lhe parece mais interessante. Um círculo vicioso de inveja, jamais saciada.

Chiquinha é marcada pela personalidade intolerante, raivosa. Imitando o Pateta, usava o automóvel como uma arma potencializadora de sua ira. Morrendo em uma briga de trânsito, na vila, tenta fazer o mesmo com o triciclo. Não foram poucas as vezes que atropelou pés e brinquedos. Mas a musa que canta a ira do poderoso Aquiles não se ocupa da ira insignificante de Francisquinha. Sendo a menor e fisicamente mais fraca da vila, só lhe resta chorar, chorar e chorar.

Dona Florinda e o Pro­fessor Girafales foram libertinos do porte do Marquês de Sade e Messalina (ou os próprios). Mestres na arte da luxúria, acabaram condenados a eternidade de abstinência sexual. Frigida e impotente, a mente almeja, mas o corpo não acompanha. Consomem infindáveis xícaras de café que, com propriedades estimulantes, alimentam ainda mais o fogo que não podem debelar. O professor Girafales fuma em sala de aula não porque “El Chavo Del Ocho” foi gravado antes da praga politicamente correta, mas devido ao fato dele ser portador do célebre cacoete pós-coito de acender um cigarro, fazer um aro de fumaça no ar e perguntar “foi bom para você?”. Incapaz de cumprir a primeira parte do ritual erótico, involuntariamente reproduz a segunda. Não por acaso, a trilha sonoro de seus encontros é a mesma de “… E o Vento Levou”. A frase final do filme é “amanhã será outro dia”. Na vila, sempre haverá outro dia e outra xícara de café.

Dona Clotilde, a bruxa do 71, padecia de extrema vaidade. O gênio de Bolaños teve a sutileza de convidar uma ex-miss, a espanhola Angelines Fernández, para interpretar a personagem. Novamente o signo de uma condenação eterna aparece: 71 nada mais é do que 7+1=8. O animal de estimação de Dona Clotilde, significativamente chamado de Satanás, chama atenção para outro elemento importante. A presença de diversos demônios errantes na vila. Trata-se de uma besta transmorfa. Em alguns episódios satanás é um gato, em outros um cão. Diferente do paradoxo do coelho-pato de Jastrow, Wittgenstein e Thomas Kuhn, que servia ao desenvolvimento da razão, o gato-cão é uma representação do misticismo, o cão em “pessoa”.

Em 1589 o teólogo Peter Binsfeld, no livro “Binsfeld’s Classification of Demons”, estabeleceu que cada um dos sete pecados capitais possui um patrono infernal. Sintoma­tica­mente, Lúcifer, nome pelo qual muitos chamam satanás, gera a vaidade. Os outros são Asmodeu que gera a luxúria, Belzebu a gula, Mammon a ganância, Belphegor a preguiça, Azazel a ira e Leviatã a inveja. Não nos enganemos: eles rondam a vila. Aparecem circunstancialmente, para promover desordem, dor e tentação.

Se o gato-cão Lúcifer/Satanás ajuda a difundir o boato de que Dona Clotilde é uma bruxa, me parece óbvio que a bela menina Paty e sua tia Glória são Belzebu e Belphegor metamorfoseados em súcubos, demônio sexuais femininos, prontos para atiçar outros apetites no Moleque e tirar Seu Madruga de seu estado de letargia. Por sua vez, o galã de novelas Hector Bonilla, que visitou a vila, nada mais é do que Asmodeu na forma de um íncubo, demônio sexual masculino, com a missão de tumultuar a relação do casal de libertinos castrados. Nhonho é Mammon, instigando o pai avaro a gastar. Popis é Azazel, esmerando-se em despertar a ira de Chiquinha com sua futilidade enervante. Godinez é Leviatã atiçando a inveja de Quico, com suas respostas tão certeiras quanto involuntárias ao Mestre Linguiça. Figuras de pouca relevância como Dona Neves, Seu Furtado, os jogadores de ioiô, os alunos anônimos na escola, os clientes do restaurante, o pessoal do parque e do festival da boa vizinhança, além de outros coadjuvantes, são entidades demoníacas menores, com a função de criar a ilusão de normalidade.

De fato, os frequentadores da vila parecem inscientes de sua condição. Os adultos por serem alto centrados. As crianças por estarem duplamente amaldiçoados, regredidos a condição infantil, talvez como espelho da imaturidade emocional que os levaram a conduta pecadora. Enquanto muitas pessoas sonham em possuir a experiência da maturidade em um corpo jovem, eles mantiveram o corpo que possuíam na hora da morte, mas quase sem nenhuma experiência. Essas são as sutilezas da burocracia infernal.

O carteiro Jaiminho, em sua função de portador de mensagens, é o único representante do lado de cá. Um médium que tenta fazer contato com essa outra dimensão. Seu constante estado de fadiga é resultado do esforço sobre-humano necessário para cruzar as dimensões. Prova disso é a descrição que Jaiminho dá de sua terra natal, Tangamandápio. A despeito de existir de fato, sendo localizada a noroeste do Estado mexicano de Micho­acán, trata-se de uma alegoria. Se­gundo o carteiro, tudo em Tangamandápio é colossal. Seria maior do que Nova York e teria uma população de muitos milhões de habitantes. O que poderia ser tão grande? Obviamente, ela não se refere a uma única localidade isolada, mas a todo o planeta; a  terra dos vivos. As cartas que transporta são psicografias e a bicicleta que nunca larga, apesar de não saber andar, nada mais é do que um totem, ao estilo de “A Origem”, necessário para que possa voltar para realidade.

Em “El Chavo Del Ocho”, Bolanõs, o Camus asteca, criou sua própria versão do mito de Sísifo. O Moleque e companhia estão condenados a empurrar inutilmente por uma ladeira íngreme essa imensa pedra chamada cotidiano, que sempre rola de volta, obrigando-os ao tormento do eterno retorno. A pedra de Quico é quadrada, não rola, desliza. É cômico, apesar de trágico.

  • Mariana

    Muito Bom!!!! Há muito mais nas entrelinhas do que possamos imaginar! Ganhei o dia!

  • lala, a doutrinadora

    Bravo! Bravíssimo!

  • Saulo Antônio Alves

    Não concordo,mas valeu pela argumentação transformaram a série mais pura que Chaves em uma citação diabólica,me faz lembrar da Caverna do dragão.O inferno é as crianças latinas americanas morrerem de fome,Chaves é um personagem pobre e sem seus pais,assim como os vários meninos que vivem à margem da sociedade global,isso crítico nenhum fala.

    • Gustavo

      O pecado também pode existir da necessidade absoluta. O Chaves não deixa de ser, também, a representação da miséria. O inferno alegórico pode também demonstrar a realidade infernal do cotidiano, como apontado no artigo.

  • Taís Barroso

    Acabou minha infância, acabou a única coisa inocente que tinha na TV.

    • Jeannie

      Seu comentário foi muito desnecessário e dá para notar que foi escrito por uma pessoa que realmente não entendeu nada do que foi dito. Sua infância não acabou, porque você ainda é só uma criancinha. A “Renata” disse tudo, no comentário acima do seu.

  • Don LC

    Já li várias coisas sobre o chaves, mas esta análise foi muito fantástica.

  • Will

    Tô bege!
    Muito coerente!

  • Saulo Antônio Alves

    Chaves é eterno,não falem bobeira,Paul era comunista na juventude e morreu devendo o existencialismo .

  • Lucas

    O poder do texto argumentativo.

  • Caio

    Sério mesmo?! Cara, você deveria ter escrito uma tese de doutorado pra isso. Pelo amor de Deus. De verdade, se o Bolaños fez tudo isso, aí sim ele é um gênio. Tramas perfeitas, dinheiro curto e com todas essas segundas intenções por trás… Poxa, esse cara deveria substituir Alfred Hitchcock como o melhor diretor de todos os tempos. Eu assiti milhares de vezes o Chavez e até hoje não cometi um crime. Para de acabar com a infância dos outros e vai fazer algo mais útil.

    • Jeannie

      O cara que escreveu o texto não falou sobre os telespectadores cometerem crimes e nem mesmo sobre o chaves ser ruim ou diabólico. É possível retratar o inferno sem que isso deixe de ser só mais uma história, assim como na “divina comédia”. A “divina comédia” não é demoníaca só porque fala sobre o inferno. Então não confunda as coisas.

      • Analista

        Não força! A Divina Comédia não é feita para crianças e muito menos esconde o inferno nas entrelinhas, péssima comparação!
        A propósito: “O autor não fala…” > “Essa vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno”, então ele fala sim, da mesma forma que fala que o chaves é O pecador (ou seja, ruim e diabólico).
        Não acredito na teoria do autor, aliás em nenhum ponto, mas supondo que fosse verdade, esconder alusões ao inferno e ao demônio, mostrando como personagem principal (que normalmente inspira as crianças) “o pecador”, teria qual propósito então? Mostrar uma visão do inferno como uma espécie de “Dante Alighieri para crianças” ?

        • Michel Perez

          Pessoal, vocês atentaram que o autor possui pós-doutorado, mas usa de numerologia barata (7+1=8=infinito)? Socorro.

  • Ademir Barros

    Ótimo texto. Nunca fui fã desse seriado ,mas confesso que vou ve-lo com outros olhos a partir de hoje.

  • Fabíola Dutra Luciano

    Quando criança assistia com a inocência que é própria,adorava.Agora com as informações acima,vou assistir de forma crítica.O seriado ganhou um sentido muito ais profundo e reflexivo.Adorei!!!

  • Alexandre

    Ainda bem que as crianças e a maioria dos telespectadores do chaves não possuem uma mente tão fértil e reflexiva como a sua, não é Ademir?

    • Analista

      Fértil ?! Essa daí tá grávida e quase pra dar a luz a trigêmeos!
      Como dizem na net: “Dooooorgaass manooolo!”

  • Renata

    Vale a leitura! Adoro textos provocativos! Seja verdade ou não a análise é fantástica! E não acaba com infância nenhuma, ao contrário, traz de volta a mitologia de um conto considerado simples e facilmente dedutível!

  • João Paulo Mesquita Rolim

    Um estudo da fenomenologia perfeita! parabéns por sua analise!!!

  • Vicente Cândido

    O pior é q após ler só dois adjetivos podem definir Bolaños: Genio (em caso do texto ser falso) ou Gênio² (em caso de verdadeiro).

  • Lucas Souza

    Os episódios do seriado buscam coisas extremas que acontecem muito em nosso cotidiano. As vezes esse foi o problema dessa abordagem dessa tese… Ate o simples ato de achamos que o gato preto é coisa do capeta. E assim fizeram o mesmo no seriado, e para confiar essa ideia, eles o colocaram o nome de satanás.. E não sei se vcs se lembram, na idade medieval, pessoas que tinham gatos, e que benziam eram considerados bruxos… pode sem embalsado nisso que surgiu o personagem da bruxa do 71. Um pensamento muito arcaico, que agente ainda tem sobre algumas coisas ate hoje.. Mas não só isso. As brigas do chaves com a chiquinha, com o Kico, os alugues atrasados, rirem um do outro quando algo davam errado… Mas até aqui só falamos pontos negativos. No seriado tbm tem pontos positivos, como; divertimento, reconciliação, descontração, emoção, amor ao próximo… Aquele episódio que seu Barriga convida Chaves para acapulco quebra qualquer paradigma de maldade, ou coisas demoníacos, mesmo Chaves fazendo todas aquelas travessuras com seu Barriga, ele convida o Chaves para ir para acapulco, se divertir com ele… Isso foi épico, jamais esquecerei disso, agente não se paga o mau com o mau.. Não tem nada de errado com o chaves. se tem algo errado é em nosso cotidiano… A maldade está nos olhos de quem vê… fica a dica…

  • moyses

    Em relação ao Quico, o cabelo parece formar 2 chifres..

    • Dede

      kkkkk!

  • Gabriel Ribeiro

    Você é um mestre da paródia. Meus parabéns!

  • Erleson M.

    Prefiro a teoria da pixar.

  • Juliana Fernandes

    O legal desse texto é justamente pegar algo pronto e desconstruir para elaborar uma argumentação que justifique a obra. Aliás, nós muitas vezes fazemos isso, ao observar um fato e elaborar mil teorias a respeito – inclusive nos reservando ao direito de julgar e apontar as pessoas envolvidas sem saber de fato o que passa.
    No nosso cotidiano, criamos demônios e situações infernais que são fruto da nossa interpretação.

  • Juliana Fernandes

    Eu tava pensando aqui… aquele cara da Praça é Nossa também deve estar preso no inferno! Sempre a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim e um monte de demônios chatos a falar bobagem!

    • Silvestre

      Boa,bem lembrado,aquilo é um porre!!
      kkkkkkkkkkkkkkkk

  • Carlos

    Cara você escreve muito bem, mas você viajou legal nessa. Eu posso pegar uma receita de bolo e interpretar do jeito que eu quiser, foi isso o que você fez, atribuiu coisas aonde não tinham, com essa imaginação e boa escrita você deveria escrever um livro ou peça de teatro.

  • Natalia

    Interessante a colocação… Mas eu continuo vendo em Chaves apenas o dilema cotidiano, além de uma alegria e pureza infantis. Afinal, como dizem os religiosos, o inferno está aqui mesmo, no mundo de hoje, com tanta injustiça, pecado e violência.

  • Claudio

    Ademir, que texto fantástico! Uma argumentação bem embasada, me arrisco a dizer que foi uma das mais interessantes análises que já vi sobre um programa contemporâneo. O encadeamento filosófico e arquetípico das personagens aliado a esse conteúdo platônico dos habitantes da caverna vivendo em um universo paralelo e cheio de ligações subliminares. É incrível como a abordagem do inferno se faz intrínseca nos mais diversos ramos culturais, muitas vezes necessitando de um olhar mais apurado feito o seu. Independentemente do conceito real pretendido por Bolaños, sua análise captou algo efetivamente interessante.

  • Gabriela

    “O fato de possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção” Sério?

    • Tarcizio Junior

      Me fiz a mesma pergunta quando li. O cara se preocupou com o que se passava em Brasilia quando fez a série? Em 1971, Brasilia com menos de 20 anos de idade já causava todo esse rebuliço… Minha cidade!

    • Clovinho Madureira

      essa realmente foi muito forçada, a da brasilia!…apesar de trazer alguns dados interessantes, o texto é totalmente baseado em achismos do autor e carece de solidez na argumentação. Muito fraco.

    • Rafaela

      Brasília, o veículo foi lançado em 73 após a construção da capital federal. Lembra do último presidente antes da ditadura militar? Janio Quadros? Se elegeu com a música e o merchandising em cima da vassourinha. A corrupção que supostamente permeava a construção da cidade, era voz geral. Aquela que iria varrer a corrupção do Brasil. Muitos culpam a construção de Brasília pelo início da inflação. Um símbolo-discurso sintomático da época. Um dos moivos de terry gilliam ter escolhido o título do filme Bazil como o símbolo claustrofóbico de um futuro infernal e totalitário. Achei cabível e louvável a colocação do autor do texto

  • Saulo Antônio Alves

    Faça a analogia do Chapolin também!

  • Eduardo

    O que podemos dizer, nossos olhos somente quer ver o que queremos ver, mesmo que não seja a realidade! Esse texto eu denomino como “Trágico” como dizia o Sr. Omar (Todo mundo odeia o cris)

  • Hector bonilla

    Encontrei na vida poucas pessoas que soubessem, tão bem como eu, discorrer sobre o nada, criar falácias plausíveis a um leitor desavisado a partir do senso comum, soubesse questionar pela afirmação e ainda tivesse um bom senso de humor.
    Saudações de um igual!

  • Guilherme

    Esse texto é uma piada? É uma brincadeira? O pior é ver que têm vários “seguidores” de tanta baboseira… Cara, troca essa erva porque ela tá vencida.

  • Jaiminho, o Carteiro

    Quem escreveu isso viajou demais e fumou uns backs

  • JOSE FRANCISCO

    “Ver é fácil, difícil é enxergar”. Parábens!

  • Túlio Moreira

    Pokémon também é do diabo. Esses japoneses e mexicanos… tsc tsc

  • shiro

    Apesar de se encaixar no seriado, não acho que tenha sido essa a intenção do mexicano. No meu ponto de vista é apenas um seriado com personagens caricaturizados da situação de desigualdade social vivida no México naquela época.

  • Michel Perez

    Dissecar “Chaves” como uma metáfora do inferno só porque os personagens estão presos a um cotidiano (na trama e no cenário) é como tentar reduzir quase todas as sitcoms dos anos 1970 e 1980 a isso. Acho que no final, o autor conseguiu não mais que um texto de ostentação intelectual, enciclopédica e ingênua, confundindo contenção de recursos com metáfora.

  • Vitor Hugo Goiabinha

    Olha, achei a argumentação interessante, mas discordo de muitas coisas. A observação sobre a suspensão do tempo é perfeita… realmente, o tempo não passa e os personagens repetem sempre os mesmos erros, batendo-se, entrando por caminhos que muitas vezes levam ao início, como num labirinto claustrofóbico. (um historiador não iria deixar passar uma observação sobre o tempo). A repetição é um discurso importante que foi bem analisado. Mas os personagens encaixados tão perfeitamente como metáforas… não sei… Vi Chaves durante toda a minha infância e entendo que os personagens se misturam, se influenciam (nem sempre é a Chiquinha a ser a malvada… muitas vezes é o Quico e até o Chaves os sádicos). Não me recordo de ver o Nhonho incentivando o pai dele, o Seu Barriga, a gastar (eles nunca aparecem numa mesma cena juntos, já que amos são o mesmo ator). Ou seja, o artigo forçou a barra. Não vejo Seu Barriga como ambicioso… lembre-se que num dos episódios, ao ver que teria que despejar o Seu Madruga e a Chiquinha, ele recua e perdoa os quatorze meses de aluguel (episódio que tem o esporte boxe como tema).
    Há um erro grave na teoria do Ademir: dizer que o Seu Madruga só sai de sua letargia quando tem contato com a mulher bonita. Isso não é verdade… são inúmeros os episódios em que ele se esforça para melhorar sua situação (vendedor de churros, lavador de carros), ou apenas para promover prazer entre os moradores da vila (refiro-me ao “Festival Anual Realizado Todos os Anos Anualmente na Vila” como Seu Madruga dizia). Acho que Seu Madruga até sente remorso por ser minimamente pobre, enquanto o Chaves é radicalmente pobre (digo pelo episódio em que o Seu Madruga é mostrado como sonâmbulo, alimentando o Chaves à noite). Em alguns episódios ele age como pai do Chaves, alimentando-o, ensinando violão e educando-o. Mas tudo bem, to aqui argumentando a favor do herói Seu Madruga.
    O Ademir tem uma visão sombria do Chaves e essa visão ficou clara, pois o texto não “explica”, mas analisa de acordo com a carga de leitura que tem o autor. Na minha opinião, o seriado PODE ser lido dessa forma, mas ele não é “só” isso. Então aí vai minha contra-tese em relação à do Ademir, acho que o Chaves é uma metáfora da nossa realidade caótica, labiríntica, injusta e infernal: dessa forma, acho que o inferno é muito mais parecido com a nossa realidade do que tudo o que o autor disse que o Bolaños elaborou ou simplesmente sintetizou. Acho que as metáforas que o Ademir “encaixou” valem também (ou mais) pra quase tudo que observamos ao nosso redor.

    • Lucas Muller

      Ótimo cara, muito bom mesmo.

    • Analista

      Pela mesma lógica da “suspensão de tempo”, turma da mônica, luluzinha e bolinha, tio patinhas e 90% dos seriados, gibis e desenhos infantis são do demônio, pois todos se tratam de repetição e não consideram a passagem do tempo. Nada perfeito esse argumento.

      • César

        O Ademir nunca disse que Chaves é “do demônio”. Apenas mostrou que é possível interpretar a série como uma representação do inferno.

        • Roberto

          Se for assim, pode-se interpretar qualquer coisa como uma representação do inferno….

          • Carlos André Carmo dos Santos

            Falou bem d+, Hugo Goaiabinha. O Ademir tem muita coesão em seu texo, mas quase nenhuma coerência. Os seus argumentos são válidos,porém ele analisa a série numa única vertente. Qualquer um pode lançar uma tese que eleva “Chavo del Ocho” a um nível beático. Basta ser veemente na análise, assim como o Ademir foi na dele.

          • Rodrigo Lourenço

            Acho que o autor teve justamente essa intenção: demonstrar que, encontrando alguns elementos centrais, se pode traçar uma teoria e, de maneira amplamente coerente, sustentá-la.

      • Antonioni de Araújo Rocha

        Mas a Turma da Mônica já tem a versão adolescente deles, “Turma da Mônica Jovem”, kkk.

    • Wagner

      Muito inteligente sua análise do artigo do Ademir Luiz.
      Concordo plenamente, pois o autor, me parece estar querendo enxergar uma realidade que, porém, na maioria das vezes, é mais simples do que imaginamos.
      Roberto Gomes Bolaños é um escritor iluminado, que, através do seriado Chaves, retrata a situação da classe desfavorecida e seu contraste com a menos desfavorecida no México. É muito simples. Os roteiros já são uma outra questão.
      Enfim, Bolaños é um gênio do entretenimento.
      Abraços!!!

    • César

      Na verdade Seu Barriga e Nhonho aparecem juntos várias vezes, sim.
      Foi usada uma técnica simples de edição pra “colar” as duas versões de
      Edgar Vivar na mesma tela (a mesma técnica que faz Seu Madruga “voar”
      quando leva um chute, por exemplo). E curiosamente, na única dessas
      cenas em que me lembro exatamente do que os dois conversavam, Nhonho
      pedia dinheiro ao pai.Também há os episódios especiais de Natal
      na casa da família Barriga, onde podemos ver que Nhonho tem zilhões de
      brinquedos (que deixam Quico mordido de inveja, claro).

    • Felipe Teixeira

      Muito bom, garoto. Concordo plenamente com vc.

    • Franco Fanti

      muito bom o texto, construiu uma tese que faz sentido em cima. mas concordo com o Goiabinha…deu uma forçada pra defender.Um outro detalhe, nao acho muito comum fumar charuto depois do coito… hahaha e o Professor Girafales fuma charuto senão em todos, mas em vários episódios

  • Marco Túlio

    Bem argumentativo,bela tese!
    Talvez o autor se inspirou na obra de Dante Alighieri,a divina comédia,para caracterizar o inferno,que no caso,é a vila.
    De qualquer forma,acho que por mais que Chaves seja isso,ou não,é um dos seriados humorísticos,senão o mais puro da história da TV,pois várias pessoas,vêem sem enjoar há décadas,uma vez que,nos tempos atuais,o humor têm uma dose de “sacanagem”,como diz o finado Chico Anysio: ” O humor de hoje não tem graça como os de antigamente”.

  • Diego Ramires

    Que tipo de ritalina você toma?

  • Andre Mergel

    O cara perde um baita tempo pesquisando e fazendo ligações entre personagens e seres míticos…. melhor que isso apenas as teorias da pixar e do tarantino…

  • Bruno Dantas

    Achei ótima essa interpretação! Na verdade, qualquer obra pode ser analisada dessa forma, tudo depende do ponto de vista com o qual se observa… Sem querer querendo, Chespirito criou uma representação genial da realidade. Eu já era um fã incondicional e agora ainda tenho vários argumentos pra explicar minha admiração por tudo que ele criou!!

  • Gabriel Pardal

    E outra coisa: O fato da série reprisar ad infinitum no SBT só concretiza a sua interpretação! hahahaha. E o Silvio Santos é o demônio.

  • clara averbuck

    e o papel do sílvio santos nisso tudo, reprisando a série em loop?

    • Gilmara

      ahahahah.. mtu bom!

    • Rodrigo Lourenço

      Boa! heheh

    • ss

      deus

  • Danilo

    Genia!!!
    A análise foi fantástica! Parabéns!

  • Rafaela

    Não teria graça! Dramaturgia é conflito. Não existe estória sem conflito. E o céu seria a “ausência de”, seria a Paz absoluta.

  • Italo

    O problema do ser humano é este querer ver maldade em tudo… Principalmente dos adultos acham que porque tem certos graus de estudo são superiores e seus pensamentos são concretos. O autor deste artigo ai é tão “criativo” quanto o próprio Bolaños você poderia criar uma mini série o Chaves Maligno.

    • Pedro Martins

      Mas quem disse que é maligno? É só uma representação!

  • Lucas

    argumentação genial. sobrou talento. assombroso. aplausos.

  • Fernando Camargo

    Não concordo, obviamente, que Bolaños quis fazer isso. Mas, sem duvida alguma, achei o texto muito “curioso” e “criativo”.
    Interessante de ler!

  • Guest

    Um grande texto para refletirmos e saber realmente o que entra em nossa casa.

  • Alexander Torres

    Digamos que é uma livre superinterpretação do Chaves. Divertido!
    Seu texto me lembrou um dos textos de Julio Cortázar no livro “Histórias de Cronópios e Famas”, onde ele analisa obras de arte.

  • Maira

    Apesar de asburda, a ideia é mesmo interessante. Ademais, arrisco atribuir uma enorme dose de sarcasmo e uma pitada de ironia ao texto. Excelente.

  • Madeleine Geremias

    Se ele fez o seriado pensando assim, vou achar o seriado mais legal do que eu já achava. Apesar que acho a Chiquinha bem mais ardilosa do que a descrição dela, já que ela sempre bola os planos ou convence os outros a fazerem coisas erradas e não colocaria a pops como alguém que irrita a Chiquinha, ela tá mais pra uma incentivadora da discórdia mandando todos contarem tudo pras suas mães só pra ver o circo pegar fogo!!!

  • JM della Rosa

    Texto brilhante. Para quem não percebeu, é um texto irônico… Já li textos do mesmo autor que detestei. Este não. Há que se dar um crédito extra as várias horas dispensadas a traçar paralelos “lógicos” entre o Chaves e os mundo mencionados. Quanta criatividade! Realmente espetacular! A parte que mais gostei foi: “O fato de [o Seu Barriga] possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção.”

    Genial…

  • JM della Rosa

    Agora imagine se ele elaborar um texto deste sobre “A Fazenda” ou “Big Brother”…

  • Ropa

    Genial! Antes dessa análise o colunista deve ter conversado com Jah!! Certeza!!! Mas, é sensacional!!

    • Eu

      Muito bom. Mas se o Roberto realmente fez tudo isso, você não deveria apenas perdoar o apelido de Chesperito, mas passar a chama-lo de “O que é maior que Shakespeare”.

  • Conrado Aurelio

    Queria saber, neste contexto em que descrevem o seriado Chaves, o que representaria a morte do Chaves.

  • Chapolim Colorado

    Bela provocação. Só faltou dizer que foi colocado “del 8″ posteriormente no título, com o intuito de reiterar que as esquetes – ainda não era o programa nesse formato – passava no canal 8. Agora se o canal 8 é o inferno da TV Mexicana igual a nossa Globo, é outro papo…. Assim sendo, creio eu, a provocação torna-se infundada, pois a importância do “del 8″ é meramente comercial, e não uma concepção do seriado.

  • Tiago Augusto

    Muito legal o texto, mas não passa de uma creepypasta genial! Duvido que o Bolaños teve toda essa audácia! Abraço.

  • Steven

    “E dá proxima vez”(a lá Dona Florinda)
    Pesquise melhor antes de escrever!
    eu faria uma lista de uns 50 pontos incoerentes.
    mas me limito a dizer a nossa queridissima “Brasilia” também foi fabricada no México! E exportada para Filipinas, Nigéria e Portugal.

  • eraldo

    adorei o texto. faz acender uma pequena faísca de dúvida e de questionamento. eu não faria melhor (:

  • Alex Melo

    Não concordo. De qualquer maneira, ótimo texto com boas referências e argumentação.

  • Fogo

    Como tem louco no mundo kkkk

  • Rafael

    Isso que acontece quando alguém estuda muito semi-ótica..Fica vendo coisas sem sentido em tudo!!

  • AleXenite

    Há muito um texto não me dava tanto medo!!!!
    Sensacional!! Ainda amo Chaves, mas jamais assistirei com os mesmos olhos.

  • AleXenite

    Uma vez eu assisti ao seriado ANGEL, e o episódio todo o protagonista está descendo nesse elevador rumo ao Inferno. Vários discursos e tal, até que o elevador pára e a porta abre, e eles estão de cara pra rua do prédio. Angel pergunta algo como “Por que parou aqui? Não desceu nada!”. Ao que o acompanhante responde “Mas AQUI é o Inferno”.

  • Carlos Massam

    Eu nunca li tanta besteira na minha vida. Não sei porque eu li até o final ainda. O programa chama “El Chavo Del Ocho” porque se passava no Canal 8 que depois se tornou a Televisa.

    Seu madruga é o preguisoço mais trabalhador da vida que eu já vi. Já viu
    todos os tipos de trabalho que ele teve no seriado. Professor,
    vendedor, técnico, leitero, cabeleleiro, empresario, boxeador, carpinteiro, jardineiro, sapateiro, etc. E sempre são 14 meses de aluguel porque o Roberto Bolanos deixou muito claro que os episódios não são cronologicos. Alias, já pararam pra percerber mas várias frases de efeito do seu madruga que sempre são de apoio moral:

    “As pessoas boas devem amar seus inimigos”;

    “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”;

    “Somente as pessoas ruins sentem prazer em ver o sofrimento alheio”;

    “Posso não ter um centavo no bolso, mas tenho um sorriso no rosto e isso vale mais que todo dinheiro do mundo.”;

    “A virtude do bem viver está nos princípios morais”

    Se o seu barriga tem uma brasilia amarela não é motivo de dizer que ele se metia em escandolos politicos. Conheço várias pessoas que tem brasilia amarela e não se meteram em escandalos politicos. Não vejo Seu Barriga como ambicioso, lembre-se que num dos episódios,
    ao ver que teria que despejar o Seu Madruga e a Chiquinha, ele recua e
    perdoa os quatorze meses de aluguel

    O Quico nada mais é que a imagem de 99,99% das crianças do mundo. Se vê uma pessoa brincando com algo legal, quer um também igual ou melhor. Quem nunca foi criança que nunca desejou um brinquedo igual ou melhor que do Amigo.

    A Chiquinha nada mais é do que a maioria das meninas são quando só tem amigos garotos. Aproveitam da feminidade delas para conseguir as coisas.

    Dona Florinda e o Pro­fessor Girafales. O Café tem propriedades estimulantes, assim como o chocolate. Você, autor deste texto, vocês leitores deste texto. Vão me dizer que nunca comeram chocolate? hein!

    Dona Clotilde, a bruxa do 71. Bruxa do 71 foi um apelido que as crianças botaram nela, justamente por ela ser a mais velha da vila. Criança adoram botar apelidos em pessoas que elas não conheço.

    O carteiro Jaiminho é uma pessoa velha, carrega uma mala cheia de cartas e uma bicicleta. Dai vem a fadiga. Tangamandápio é a terra natal do Ator, não do personagem. Ele fez a referencia de tudo lá ser colossal foi uma homenagem a uma pequena cidade que nunca era conhecida até um dia ser citada no seriado.

    Acho que o ator deveria se um pouco mais ético e procurar em levar a palavra de Deus e não se basear em suas “téorias” e ficar procurando chifre em cabeça de cavalo.
    Tem tanta novela mostrando incesto, bigamia, traição, roubo e um monte de porcaria. Tanto canal de TV que só exibe putaria e vocês achando que um programa humilde que nunca fez mal a ninguem é coisa do Diabo.

  • Otavio Moraes

    Como deixou passar desapercebido o “Olho de Hórus” na capa do cardápio do restaurante da dona Florinda e a suástica no campinho de futebol? Gostaria de ler algo fantasioso a respeito disto.

    • Tiago Augusto

      Que história é essa de suástica?

      • Luan Borges

        No episódio em que as crianças jogam futebol americano num terreno baldio, há uma suástica desenhada no muro, em meio a várias outras pichações.

  • Daiana Evan Fonseca

    Que coisa ridícula.

  • Michel Farias

    Passa o beck,

  • Jordanna Duarte

    Boa argumentação, conhecimento fantástico da psique e de todos os arquétipos, boa escrita. Mas um viagem infinita…

  • Priscilla Renan Benemann

    foi sem querer, QUERENDO!!!!

  • Cris

    preferia ver o filme do Pelé

  • Renan

    Muito bom, eu já disse, Chave é uma compulsão à repetição inegável. Deveria aproveitar o texto e escrever um artigo relacionando o chaves com o conceito psicanalítico.

  • eoraptor ranger

    Parabéns! Em breve, enviaremos o seu Pulitzer! Hahahaha

    Essa visão é dezenas de vezes mais divertida e chamativa do que a conspiração infernal sobre Caverna do Dragão (que tem monstros pra cacete e abre espaço fácil pra leituras do tipo, diga-se de passagem). Sensacional a sugestão interpretativa e os encaixes feitos (mesmo os mais bizarros e hilários – como sobre o Jaiminho) para tentar sustentá-la.

    Vou favoritar esta página apenas para poder reler esse texto ao menos uma vez por ano durante os próximos anos. Só pela vontade quase certa que causará em todo leitor de querer rever muito e logo em seguida a série já recebe minha nota 1000! (risos)

    P.S.: quem se apega/apegou ao texto como A VERDADE e diz a sério “Acabou minha infância” ou quem considera/considerou UM INSULTO precisa ter um espírito mais desapegado e uma visão mais clara e branda sobre uma coisinha chamada OPINIÃO. Em suma: encare numa boa; no máximo, como uma grande – e muito bem escrita – PIADA (ou tentativa de)!

  • Dante

    Assim como não tenho muita paciência para ver mais que 5 minutos do Chaves, também não tive muita paciência para ler este amontoado de sandices. O Senhor Ademir Luiz, em que pese seu mestrado em história e “poética visual”(já existe isso?), parece que ainda sofre pesados pesadelos com Santo Agostinho, Savanarola e Silas Malafaia. – Vade retro!

  • Nathalia

    Af! Nada a ver. Se eu quiser tb consigo escrever um texto enorme transformando meu escritório no inferno, minha família no inferno, o programa do Patati Patatá e até o da Palmirinha… Consigo pegar qq número e derivar de forma que eu chegue em algum valor cabalístico. Desculpa, mas o que parece mesmo é que você partiu da conclusão e foi construindo um monte de argumentos para sustentá-la, e não o contrário.

  • Rafael

    Quanta bobeira… Pior que perdi meu tempo lendo tudo isso. Fazer alusões a esta série e torná-la “demôniaca” é algo sem propósito, é como pegar qualquer seriado americano e argumentar e começar a procurar comparações para dizer que o mesmo se passa em um “inferno”, pelo fato de nunca existir outros ambientes na trama.

  • Noelle

    Pergunto-me eu: o que leva um ser humano a ser tão fissurado em figuras demoníacas ao ponto de enxergá-las em todo lugar??

    Véi, na boa, com certeza o autor do texto (que escreve muito bem, não há como negar) seria muito mais feliz se empregasse metade do esforço que empregou para criar uma atmosfera infernal na Vila em uma atividade mais feliz, não sei… talvez se ele tentasse aprender a “violar tocão” pudesse um dia participar do festival da boa vizinhança.

    Indicaria ainda uma consulta com Dr. Chapatin, médico psiquiatra de muito talento que, embora velho, é o velho mais jovem que eu conheço, e que talvez pudesse despertar um pedacinho de inocência nesse coração que conseguiu ver maldade no pobre Chaves… Compreensível… Afinal de contas, como ele mesmo sempre diz “Tudo eu…”

    Sou fã, assumo. Me “doí”, assumo também. Mas sinceramente, para mim, todo esse estudo embasado em referências obscuras pode ser derrubado com duas frases bem simples. “As pessoas boas devem amar seus inimigos” porque “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”…

    Ahh… e da próxima vez, vá procurar demônios na casa da sua avó!

  • Felipe Candil

    Muito bom!!!!Peço autorização para reproduzir em um blog do cursinho da Unesp Registro onde dou aulas de filosofia!!!
    Agradeço!!!

    • MaxRicardi

      pra mostrar como NÃO é o chaves

  • Janailson

    Era melhor ter ido ver o filme do Pelé!

  • Thessia Andrade

    Nunca li tanta besteira…

  • EnioATM

    parabéns para o autor! q análise minuciosa! gostando ou não, é uma teoria muito bem construída.

  • rui souto

    bizarro!!! quaannnnta! imaginaçao!!!

  • well

    Agora todo escritor e criador deve se preocupar com as teorias (que não descordo que existam) mas banalizar e demonizar tudo é um erro.

  • Thamires Leonel de Almeida

    Destruindo a minha infância em 3, 2, 1…

  • Moleque

    Puta falta do que fazer hein!!!!! Com certeza deve ser fã nº 1 do Chaves. Para saber de tudo isso.

  • Denis Detoni

    Vou contrapor.
    Acontece que para toda história, e quando digo toda, vamos desde Branca de Neve até Senhor dos Anéis, toda sem exceção, quando bem elaborada, deve apresentar alguns arquétipos, o mocinho, o vilão, a vítima, a consciência, o arrependimento… enfim, além disso o enredo segue uma linha padrão, que vai da apresentação, ao climax, envolvendo estes arquétipos todos.
    Com chaves não é diferente, muito pelo contrário do que foi dito, acredito que o sucesso do seriado revela o potencial e a capacidade de seu criador em tocar a imaginação das pessoas em um quadro cenográfico rico para a época e com piadas ingênuas mas bem concentradas e não uma manifestação do mal.
    Com todo respeito, mas, podemos fazer as mesmas analogias apresentadas aqui em qualquer situação de nossas vidas, em qualquer cenário de nosso cotidiano.
    Muito bem escrito e fundamentado, porém, trás uma sobrecarga de clichês, assim como foi com a boneca da xuxa que estrangulava crianças ou o boneco do fofão que tinha uma faca oculta no seu corpinho.

    • ClaytonSlayer

      Isso é obvio. Mas o texto foi tão bem escrito que você achou que era argumentativo. Não é. Ele só expôs o obvio.

  • Gustavo Palma

    O inferno pra mim! Estou com uma inveja tremenda do cara que escreveu este artigo!

  • Edson

    Excelente análise !!!

  • Claytor

    Só não se deu conta de que nossa vida tem muito disso. Seguindo a mesma lógica, vivemos em um inferno…

    O que, de fato, não é muito mentira, rsrsrs

    • Julio

      Se a vida é um inferno como na série, não há nenhuma novidade para se analisar. É chover no molhado.

  • Yuri Alexandre

    Faltou dizer o porquê do artigo, fosse uma análise séria ou se não. Chaves fala da realidade de uma criança da perspectiva dela.

  • Taís Barroso

    É, realmente o texto me deu uma sensação de provocação, de questionamento. Tanto que no mesmo dia que eu li, peguei vários episódios pra assistir com esse olhar e que tem um certo sentido.

  • Rodrigo Lourenço

    Michel, como falei em comentário anterior, acho que o objetivo do autor foi “brincar” com as ideias. Ele conseguiu, de uma forma criativa, unir vários elementos e sustentar uma ideia totalmente absurda dentro de um conceito já montado – acredito que todo mundo assistiu a série.

    Nesse caso, legal de ver os desafios que vão surgindo na reflexão, a destruição, ou revisão, dos conceitos que a gente já tinha. Olhando por esse lado, mais do que um texto fundamentado, é uma linguagem bem legal.

  • Bruno

    Mais um caçador de fantasmas rs alguns argumentos interessantes mas o chaves não se resume apenas no que diz esse texto. As caracteristicas deles com pecados capitais não é especifico, assim como todos nos cometemos um pouco de cada pecado, eles também o pratica de certa forma, agora Caverna do Dragão sim é interessante quem puder aprofundar na origem da estória vai ver que tem a ver com misticismo.

  • Diego Pablo

    Infelizmente discordo apesar de ser um texto bem fundamentado. Os telespectadores de Chaves incluído você, escritor do texto, jamais olharam com tais olhos e pensamentos. isto demanda muito, mas muito conhecimento do bicho que você falou bem como de uma adequação a uma realidade. Assistimos Chaves por ser um programa inocente e que jamais abandonou tal inocência, por ser um programa de humor e que várias e várias gerações ainda serão fã!

  • Cassiano Fonsaca

    A galera pira. Eu também poderia reconstruir um texto comparando Chaves com outras mitos e alegorias e conseguiria isto a contento. O grande fato é que Chaves é uma obra arquétipa. Se alguém ler os livros de Carl Gustav Jung e Joseph Campebell, vai perceber que é fácil comparar as grandes obras com vários mitos humanos. Pois existem estruturas que se repetem, como preguiça, doença, demônios, infinitude, etc. São imagens presentes nos nossos sonhos e em praticamente todas as religiões do mundo. O budismo também tem seu conceito de infinito, de pecados e de demônios. Também poderia comparar Chaves com ela e com tantas outras. Assim como poderia fazer o mesmo com outras obras.

    Mas duvido que isto tenha sido premeditado por Bolãnos, pois ele é extremamente católico. Tem episódios de Chaves que são absurdamente irritantes com aquela lenga lenga de fazer o bem e músiquinhas para Jersus. Além de que, o único episódio que trata de espiritismo termina com a Dona Clotilde dando uma lição de moral contra a seita “devo admitir que só gente ignorante deve acreditar nessas coisas de espíritos que voltam do outro mundo”.

  • Arthur

    Muito bom!

  • Gabriela Ventura

    Olha, esse texto é excelente… mas as reações iradas da caixa de comentário, essas sim são impagáveis. :D

  • PB PB

    A condição humana não exclui imperfeições e pecados, os quais todos cometemos em maiores ou menores proporções. Acho que antes de ser uma série que revele mensagens ocultas sobre situações demoníacas e redenção aos pecados, Chaves é, antes de tudo, um seriado muito bem humorado que representa uma realidade muito conhecida nas sociedades latino-americanas: As comunidades de classes baixas e médias, com suas contradições, pecados, inversões de valores, falta de dinheiro, meninos de rua, e crianças sem perspectivas, ou seja, personagens arquétipos de sociedades subdesenvolvidas; os quais com uma cultura menos elevada e com poucas bases educacionais revelam-se muito sagazes na convivência com os outros e na solução dos problemas que têm. Afinal, quem nunca encontrou na vida uma pessoa que se encaixava perfeitamente numa descrição dos personagens do Chave?

  • Tio Mundo

    Não sei se a análise se baseia em semiótica ou no uso de mescal, mas é bem estranha. Nessa mesma linha, então, o Chapolin seria o super-homem de Nietzsche do Terceiro Mundo!!!

  • Robson Ferraz

    Quantos signos… Mas muito bom o texto e cheio de poéticas, que podem ser construídas de diversas formar pela percepção de cada um… Mas muito bom e bem fundamentado!!! (y)

  • Natália Guimarães

    Gente, cadê o senso de humor de vocês?! O texto é irônico do começo ao fim e eu adorei. Ele desmonta toda a história do Chaves e em seguida remonta de forma arquetípica, estabelecendo paralelos com mitologias diversas, com muito conteúdo e observações ótimas – como a teoria da Suspensão do Tempo em Chaves, algo que, informalmente, todos já comentamos entre amigos. O artigo é muito engraçado e “viajado”. Mas não é sério.

    “O fato de [o Seu Barriga] possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção.”

    Como isso seria sério? auhsuahsu

  • Lidianne

    Genuíno!Mas os comentários superam a comicidade!

  • Enzo

    Bravo!

  • Kélvia Guimarães

    Se o autor explicar sua intenção ao escrever um texto perde-se todo o contexto de pensar. Cada cabeça uma sentença… pensem o que quiser pensar, respeitando a opinião alheia.
    Respeito Ok?!

  • ClaytonSlayer

    O texto? Genial de tanto sofismo. Parabéns ao autor. E os comentários o tornam ainda melhor, se isso é possível. Foi muito conhecimento mostrado de forma inteligente e sarcástica. Dom. Sem mais.

  • ClaytonSlayer

    No episódio em que o Sr. Barriga descobre que o Seu Madruga era pugilista ele diz: “o senhor não me deve nem um mês de aluguel”. Isso abate, no mínimo 14 meses na conta do Madruga.

    • André Franco

      Checkmate.

  • MArcos Garcia Neto

    Demons. Demons everywhere.

  • Luiz Wynne

    Todas as teorias realmente fazem sentido, mas acho que apenas uma fanático religioso levaria isso em consideração. Chaves foi a alegria de todas as tardes de uma geração inteira. Não deixarei de gostar por isso e não proibiria um filho meu de assistir…

  • Carlos Henrique

    Um amigo me indicou este artigo e vou repetir minha opinião aqui. Muito bem escrito, com lógica questionável. A pessoa que desenvolveu, pelo menos ao meu ver, é daquelas que senta no vaso e fica olhando as estampas da cerâmica para procurar rostos demoníacos no esmalte da parede. Bolaños com certeza distribuiu os pecados capitais nos personagens, mas também muitas qualidades. São humanos, com falhas latentes para realçar o sentido do seriado. Somos nós e como tratamos as pessoas: com violência, descaso, inveja, mas com espírito humano.

  • Luiza

    É genial, sabia que havia algo “estranho” no Chaves, mas não conseguia identificar o que. Por isso o Chaves fez tanto sucesso, ele reproduz na TV todos os vícios, agradando todos os públicos.

  • Chapolin

    Quase me borrei!!

    ” O professor Girafales fuma em sala de aula não porque “El Chavo Del
    Ocho” foi gravado antes da praga politicamente correta, mas devido ao
    fato dele ser portador do célebre cacoete pós-coito de acender um
    cigarro, fazer um aro de fumaça no ar e perguntar “foi bom para você?” ”
    Essa foi a pá de cal!!!!!!!!!!

  • Gledson

    Existe maionese suficiente no mundo pra tanta viagem? Cara, eu ri sem parar do começo ao fim do texto. Genial alguém pensar tudo isso e fazer as analogias mais doidas. Chaves Rules!!!

  • Juliana

    Pessoa que criou esse artigo anda fumando umas ervas estragadas. Ele basicamente não cita, por exemplo, que os personagens sairam da vila uma vez e foram pra praia (Acapulco, eu acho), não cita também que apesar do SBT nunca ter exibido, no México a série teve sim um ultimo capítulo. Não cita que o Sr Madruga trabalhou como sapateiro durante um tempo. Que os personagens algumas vezes praticaram o perdão: como qdo o Sr Madruga ensina ao Chaves: “A Vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”.
    Esse é o tipo de artigo que a gnt olha e pensa: Feliciano curtiu.

    • Polegar vermelho

      falou de Acapulco sim, vc q não leu :)

  • Leonardo Meneses

    A versão em carne e osso do Caverna do Dragão!
    (P/ quem ñ sabe/ñ se lembra tem uma versão do último capítulo que diz que na verdade eles estão no inferno e blá blá blá…)

    • flavio

      O último capítulo não foi gravado, é lenda!

  • DF G

    Também acho, mas bem que se encaixou.

  • Paula

    “…para não pagar os indefectíveis 14 meses de aluguel. Que nunca se tornam 15 meses, denotando que a passagem do tempo está suspensa”.
    Nada a ver essa observação. Quantos seriados e desenhos assistimos ao longo de nossa vida em que o tempo não passa? Os Simpson’s por exemplo, já existe há mais de 23 anos e o Bart Simpson sempre continua com 9 anos, a irmã mais nova sempre é um bebê, o pai continua a trabalhar no mesmo lugar etc… Relacionar a falta de passagem do tempo do seriado Chaves com algo místico realmente não tem nada a ver!

    • Vinicius Cerentini

      Existe algo chamado contexto. Se você analisar assim pode haver sentido no que ele fala com relação aos 14 meses de aluguel.

    • Marcos

      olha só quem estás aqui rsrs

  • Glauco

    Interpretação criativa…sugiro uma que adapte à uma ode alienígena, ou, ainda, uma que os interprete como o clero, ascensão de Hitler…tudo pode encaixar-se perfeitamente, basta criatividade!

    • Ricardo

      Justamente.

  • Rodrigo Vanni

    Ou não

  • Douglas

    melhor síntese possível.

  • laprano

    Meu amigo autor você é um gênio

  • laprano

    Infelizmente nem todos aceitam uma opinião que condiz com a realidade, uma pena

  • Vinicius Cerentini

    Falar do mal e de demônios não necessariamente é ruim. Como foi explanado no início do artigo, é como se fosse um “auto” moderno. Ou seja, tem um fundo “moralizante”.

  • Ricardo

    Discordo totalmente. 1) Números que supostamente remetem a infinidade: Pura manipulação. Facilmente pode-se fazer qualquer numero chegar em outro que se deseja, no caso o 8 (que alias SUPOSTAMENTE representa o infinito, apesar da semelhança entre os simbolos). O mais absurdo foi implicar com o 14.
    2) Espeço enclausurado: Oras, qualquer série de tv é assim. Ou vc acha que o estudio vai ficar variando o ambiente a cada episódio? Ainda por cima desmereceu acapulco sem justificativa razoável.
    3) “Pecados” capitais: Dificil acreditar que quem escreveu o texto assista tv com frequencia. Até desenhos infantis temos “pecados” (tom e jerry por exemplo). Esses “pecados” sao a graça do programa. Sem eles seria um programa chato ‘ “politicamente correto”
    4) Quem escreveu isso só pode ser uma pessoa extremamente religiosa. Isso fica claro ao citar carne de porco. Minha resposta: NAO venha impor sua religiao sobre os outros. Afinal, nem todos pertencem a sua religião. Sugiro que vc desligue a tv e viva numa bolha, já que um seriado tao inocente, na sua visão, remete ao inferno, entao o mundo afora para vc deve ser o inferno em pessoa.

    • Polegar vermelho

      “Ou vc acha que o estudio vai ficar variando o ambiente a cada episódio”

      gênio… No Chapolin colorado cada episodio é feito em um ambiente diferente.. :)

      • Elvis Até o Tucupi

        Todos os “ambientes”, AINDA ASSIM são dentro de estúdios, não há, de fato, ambientes do tipo “outdoor”, a não ser no episódio em que estão fazendo uma versão para cinema do Chapolin, no mesmo hotel, em Acapulco, onde gravaram as “férias” do Chaves.

  • Andrezza Hernandes

    HUAHUAHUA boa cara, conta uma de loira agora

  • Marcos Morais

    Que coisa mais idiota!!!! Comparação mais toska….nada a ver com nada!!!

  • Cesar Dimi

    Definitivamente a única coisa que faz sentido:
    “Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana.”

    No mais apenas especulações..
    14 pra mim é 1+4 = 5 que nunca foi símbolo de infinito;
    8 = 4+4 = 2×2 + 2×2 que é igual a um monte de outras possibilidades…

  • Junior Ribeiro

    Cristo pregou sobre o Inferno e mencionou o purgatório em uma de suas parábolas. Os País da Igreja sistematizaram esse pontos da doutrina cristã.

  • Paulo Miguel

    Valeu o exercício! Tão criativo quanto ao próprio chesperito, o que também cria uma serpente que morde a ponta da cauda! Acho que poderemos quebrar está maldição com outro seriado: “Os Três Patetas”!

  • Sérgio Gondim

    Excelente texto. Parabéns!
    Sou um humilde estudante de Dante Alighieri.
    Meus alunos irão gostar quando mostrar-lhes que Chaves tem elementos da Divina Comédia.

  • Rafael Ortega

    Muito legal. Parabéns pelo texto!
    http://www.slideshare.net/rafaort/tcc-final-24613021

  • Laís Silva

    texto incrível!!!

  • Ivson Henrique

    O texto foi claramente bem escrito, só que os argumentos usados não convencem ninguém. Que viajem bisonha!

  • Gustavo

    Se o intuito era chamar a atenção, conseguiste, mas isso não tem nem pé, nem cabeça.

  • Pedro Henrique

    Tenho feito comentários sobre a “tese” chaves e não recebo retorno em publicação, sempre a mensagem ..”estamos analisando”. Títulos a parte,e tendo em vista que possuo alguns, se preciso mando cópia dos mesmos, e principalmente que os títulos de nada me valem, por um simples motivo, me basto. Enfim, recorro a uma pessoa que talvez, na grandeza dos senhores doutores e professores nunca tenham ouvido falar, uma lição grátis: Mário Quintana::

    “Não tenho vergonha de dizer que estou triste,
    Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas:
    Estou triste por que vocês são burros e feios
    E não morrem nunca”

  • Lia Marat

    É muuuuita maconha… Como exercício imaginativo (tipo aquele de encontrar nas nuvens hipopótamos fazendo passinho de balé) o texto é ótimo, muita erudição relacionando qualquer coisa com a coisa toda. Prova de que, quando queremos defender uma tese, é possível estabelecer todo tipo de relação, comparação, de lógica. Haverá sempre uma cabecinha disposta a levar a tese a sério. Religiões e ideologias se valem disso. Mas há de se destacar a originalidade dos argumentos! Chorei de rir. Parabéns!

    • Réginho

      Concordo Plenamente !

  • Elvis Até o Tucupi

    Com o enfoque ‘certo’, você consegue até encontrar paralelos entre Anitta e Mozart!

  • William Cairo

    Só tenho que dar risada por ler tamanha viagem psicodélica.

  • Thiago Ernesto

    O texto está ótimo, mas não é coerente com a realidade. Não tem sentido um autor fazer algo tão subjetivo assim de modo que os espectadores não entendam o que ele quer passar. Por favor, até 50 Tons de Cinza é mais comparável à Divina Comédia. Mas amei ler o texto!

  • Liv

    O texto é ótimo mas muito nada a ver!!

  • Leandro

    Texto machadiano!

  • Marta Xavier

    tá na moda!
    Primeiro a teoria da pixar…

  • S. L

    Alguém falou Friboi? :O

  • Marcos

    Inferno aqui é literário, não religioso, aprendam!

  • Douglas Ribeiro

    Bom, pode ser que Bolaños não queira ter passado tamanha ideia. Mas enfim, considerei e achei bem interessante o texto, por conter coisas que o/a autor/a observou na série(e que, de certa forma, fazem muito sentido), por conta da bagagem cultural que tem. No começo achei bem viajado também, mas enfim, cada um enxerga o que quiser nas coisas, afinal, a própria história da humanidade é escrita por um aglomerado de interpretações (acho que quem viajou agora fui eu, hahahahaha).

    • Lucas S.

      Não viajou não!

  • Lucas Mariz

    Acho que dá pra chegar numa conclusão parecida analisando a Turma da Mônica, hein!

    • Réginho

      Boa !

  • Rafa

    Pelo visto você tem bastante tempo livre para ler e criticar publicações inúteis. Está esperando o que pra ir lá salvar o mundo?
    Quanto rancor.

  • Camila Lopes

    Gostei de você! Provavelmente um estudante de letras ou teatro. Confirmou as teorias e hipóteses que eu – já tinha – sobre a comédia no seriado Chaves :)

  • Angelo Branco

    Cara, isso tudo é o retrato de nossa sociedade. Existem pessoas preguiçosas, gananciosas, invejosas, etc. Não vi nada demais no texto. Aliás, vi é muita besteira escrita.

  • Leda Ferreira

    Hahahaha adorei o texto. Mas acho que o fato do Seu Madruga sempre dever 14 meses de aluguel tem uma explicação mais simples do que a suspensão do tempo: todo mês ele paga um mês de aluguel, por isso nunca chega a quinze. Mas ele continua devendo quatorze.

  • Natasha Adams

    Você usou drogas pesadas pra escrever esse post.

  • Marcos Martins

    Gosto de ler artigos assim. Ainda que seja uma grande viagem, são interessantes e nos fazem refletir.

  • Leda Ferreira

    O texto me fez rir, e a outras pessoas também. Me distraiu por um tempo. Isso por si só justifica a existência dele e o tempo gasto em sua produção.

  • Yasmin Prado

    Aparato teórico, certo conhecimento “místico” e um humor perspicaz dá um artigo bem divertido, adoro, rs.

  • Igor Pontes

    ”É preciso imaginar Quico feliz…”

    Albert Camus

  • Gustavo Mier

    Sério isso? Quem costuma ver esas coisas é por que está com o diabo no corpo, heim.

  • Rafael Ferrari

    Um texto recheado de citações não deveria ser levado a sério, deveria ser levado a uma banca de mestrado.
    O autor prova que quando se compreende a situação humana e atrelado a isso se tem conhecimento histórico filosófico tudo é possível. E não é mentira, tudo é possível!

  • Caio Capela

    Essa parte estragou toda a graça criativa que eu tava vendo no texto.

    • reginho@gmail.com

      Verdade !

  • Pier Bottero

    Nossa… sou fã do Chaves e te digo que só fiquei Iintrigado assim quando me contaram aquela lenda do ultimo episodio do desenho Caverna do Dragão… que diziam que as crianças estavam mortas e tudo aquilo era o purgatorio… claro q é viagem pensar que o Bolanos escreveu o Chaves com isso na cabeça… mas essas teoroas sempre são muito interessantes… como aquela historia do Dark Side of the Moon sincronozado com o Magico de Oz ou das teorias por trás do filme O Iluminado que mostram no docunentario Room 237. Tudo pira mas… muito bem embasado.

  • Diego Scherer

    Ainda bem que o Jaiminho existe, ele foi antecessor de Chico,. Gostei muito da viajem pena que não rolou igual a bola do Quico. Marcos Santos, gostei da ideia, o tempo que perdi lendo isso, podia ter visto o Filme do Pelé!!!

    • Fernanda Delamare

      Tirou as palavras da minha boca! hahah

  • Réginho

    Fato !

  • Fernanda

    Agora explica o chapolin!!!!

  • Diego Fernandez

    Bom, vamos lá.

    Esse texto confirma uma coisa que eu sempre achei de Chaves: Cada um tem a sua própria teoria de porque gosta e porque é genial, e elas diferem de pessoa para pessoa. Por um lado, eu gostei da interepretação dele e das analogias que ele faz com outros autores, como Sartre e Thomas Kuhn.

    No entanto, a minha visão do que seja a vila é completamente diferente do que ele pensou. Eu não acho que seja um inferno infinito onde os seus membros estejam condenados a sofrer pela eternidade. Mesmo que a minha interpretação de Chaves vá pro lado mais sociológico da coisa, eu gosto de pensar que todos os personagens são humanos, capazes de sentimentos bons e ruins.

    Na verdade, uma das coisas que eu acho que mais me atraem em Chaves é justamente o fato de não ser uma coisa maniqueísta. E que muitos dos personagens, por mais que tenham características de anti-heróis, como o seu Madruga que não trabalha, a Dona Florinda que é elitista e usa o Madruga como bode espiatório, eles são capazes de atos de bondade e há muitas mensagens positivas. Eu imaginado que almas condenadas no inferno teriam uma aceitação mais passiva daquilo que faz os seus pecados, e os personagens de Chaves sempre se mostram capazes de atitudes morais que os tiram dessa situação.

    Outra analogia especifica que eu tenho que comentar é a do Prof. Girafales e da Florinda como representantes da luxúria…Nossa, a relação deles é a coisa mais batida e inocente do mundo. Se tem alguém que representa a luxúria é a Bruxa do 71. Exemplo: “Se o meu cãozinho Satanás não voltar em quem eu vou depositar os meus IMPETOS DE CARINHO!”

    Pra terminar, uma coisa que eu adorei foi como ele comparou os personagens secundários com figuras demoníacas. Paty e Glória como Belzebu e Belpfegor, Pópis como Azazel foram sensacionais!

    Godinez como Leviatã dispensa comentários…

    De qualquer jeito, eu sempre gosto de ver fãs inteligentes de Chaves, e o quem escreveu isso teve o cuidado e realmente é fã da série. Talvez a coisa que eu mais discorde dele seja quando ele diz que chamar o Bolaños de pequeno Shakespeare seja um exagero quase perdoável. Isto não é, DE MANEIRA NENHUMA, um exagero.

  • Lucas S.

    Por que não parar de ver TV? Eu já fui aficcionado por televisão e de uma hora para a outra minha intuição me pediu para direcionar minha atenção para outras atividades e fui o que fiz. 2 anos sem televisão, transformados em leitura, mais de 100 livros.

    Recomendo sim, estarem abertos ao que fizer sentido, mesmo que não seja o caminho comum.

    Sou muito fã de Chaves e realmente a colocação intelectual do autor do post é brilhante. Isso não cria um fato de que realmente seja a intenção de Bolanos inicialmente, que também não tem a menor importância para o que vamos interpretar do seriado. Depois que o autor publica algo a obra não mais lhe pertence artisticamente.

    Depois dessa interpretação, Chaves ficou mais interessante. Uma retratação com uma conotação dessas, pode ajudar pessoas a despertar, como a querida Cattarina acima acabou de relatar.

    Grandioso abraço

  • Gustavo

    Ainda bem que algumas pessoas ainda conseguem analisar um texto que trata de um assunto tao delicado e desconhecido pra muitos de forma positiva.

  • Ricardo Bertolucci

    Eu, sinceramente acho que a realidade é muito mais simples, mas as ponderações feitas e paralelos criados e citados aqui são muito pertinentes. A representação da Comédia Dantesca, em um universo Shakespeariano poderia, certamente, criar um mundo cômico e sutil.
    Não concordo, mas gostei muito.

  • Brendon

    Chaves ficou mais interessante depois que eu passei a ver que tudo pode ser uma metáfora no programa, muito bom!

  • Vilson

    Bela (e extensa) metáfora!

  • Malafias o bandido

    Analise qualquer série, filme ou livro (chaves, turma da monica, lost, simpsons, novelas, family guy (o melhor de todos..kkk)… a maioria são retratos da nossa realidade.. El Chavo del Ocho também é um retrato de nossa vida… ou a vida não é cercada de gente como esses personagens? Fazendo mais uma analogia, acho que nós estamos no purgatório…. NÃO CONTAVAM COM A MINHA ASTÚCIA…Agora explica o chapolin ae… kkkkkk

  • tendenciashop .

    Uma das melhores explicaçoes para o chaves que eu ja vi. parabens, pior que é isso mesmo, personagens da miltologa grego-romana encarnados em pessoas de hoje

  • Fernando

    Bacana… Mas essa viagem é sua, não do bollanos…

  • Norton

    tirei o chapéu pra você, isso é que é se dar ao tempo de ler, absorver o que é válido e responder com uma visão ampla. Boa garoto!

  • Norton

    …visão ampla e sensata.*

  • Maxwell Costa

    Ah tá, e vai mudar minha vida em quê??? Fala sério, em toda minha vida curti o programa do Chaves, e nem por isso tornei-me adorador de simbolismo algum. Fanatismo religioso é foda. É igual história de pervertido. Enxerga sexo em tudo que é lugar. Os olhos só vêem aquilo que o cérebro quer enxergar. Enfim… Nem sei como perdi tempo lendo isso, ou postando aqui… Fui…

  • Franco

    Como é engraçado ver que tem gente que pensa que esse é um texto “sério”. Os comentários são pérolas d humor involuntário. Pior: são leitores de um site aparentemente “bem frequentado”…
    Socorro! Esse pessoal não tira os pés do chão nunca ?
    Ri muito com o texto e com os comentários…

  • Luiz Ricardo Linch

    Genial, adorei a quantidade de referências!

  • Valter

    Perfeito. parabéns.

  • Tamara

    Cara, na boa, cuidado, pois quem pensa de mais nessas coisas atrai o demônio é pra si mesmo! “pensar demais pode causar depressão, pois a mente inventa problemas que ainda não existem!”

    • Douglas

      Eu li isso mesmo, pensar de mais causa depressão. Puta que pariu, Tamara, morre bicho.

  • Carlo

    Este texto… Chirion

  • Ana Carolina

    A comparação a Sisífio, no final, não pegou bem. Tendo em vista que eles vivem um cotidiano porém estão mortos…então eles estão no limbo. Condenados a uma vida pós morte eterna infernal. Mas sisífio não estava no limbo. Se trata de vida.

  • Milton Rezende

    Bom texto. Ótimas referências. Alguns comentários são uma piada.

  • Bruno Xavier

    Cale-se, cale-se, cale-se você me deixa louco!

  • Douglas

    Muito bom! Seu comentário é tão engraçado quanto o artigo!! Demais!!!

  • Lola Pereira

    Tenho que aqui deixar minha opinião: fantástico! O texto possui um humor oculto, nada óbvio, que faz você ler uma frase e alguns segundos depois pensar “uau, isso foi demais!”. Além do que as referências cabem perfeitamente (exceto aquela da Brasília, vacilou hahahaha).
    O que me leva a pensar se Chespirito, levando em consideração toda sua carga cultural e veia artística, não teria realmente seguido tal lógica.
    E tenho que fazer um adendo: nunca gostei de Chaves! Toda essa carga repetitiva, toda essa vontade de mostrar que o bem sempre prevalece o mal não é para mim… Apesar de apreciar a obra como agente transformador.
    Meu sincero apreço ao autor da crônica.

  • caroline

    Não gostei da forma que foi interpretada, acho que você foi muito além da realidade, pois antes que você se esqueça chaves é apenas um episodio de televisão. Acho que você se esqueceu disso, acho que quem tá vivendo em pecados é você com esses julgamentos e criticas absurdas.
    Vou lhe dizer outra coisa, você anda pertubado com pecados, acho melhor você se Tratar em vez de perder tempo fazendo esses cálculos idiotas.

  • JC

    Nota ao escritor: Para com o ácido e procure uma igreja.

    • Decarabia

      Cabeça fechada

  • Paulo Spachi

    Quero ver fazer isso com os Simpsons, uahauhauhauah

  • Marimar

    Alguém conta pro autor que “El Chavo del Ocho” era pq passava no canal 8 da tv mexicana? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Addanm

      Uma coisa só tem um significado? Pessoa limitada.

    • bone o melho da tdf Bone

      é claro que a pessoa nao afirmou ser verdade, Ele criou uma metafora onde compara o seriado, aff!

  • Bruno Dabinich

    Que texto mais doentio, isso é coisa de pessoas religiosas fanáticas que acham que tudo é o capeta e vivem nesse mundinho. A pessoa que escreveu e que “viu tudo isso” no seriado é a real perturbada da história, pessoas que procuram as coisas onde não existe!

    • bone o melho da tdf Bone

      é claro que a pessoa nao afirmou ser verdade, Ele criou uma metafora onde compara o seriado, aff

  • Wesley Wiezel

    Acapulco seria um Céu?

    • Marcus

      Pode ser. Algo como um teste para os pecadores, onde, caso eles conseguissem se desprender de seus pecados e comportamentos estereotipados, podem ficar ali para sempre.

      Mas sabemos como tudo terminou…

  • Haru-nz

    Sério, não sei se essa é o maior bullshit que eu já li ou uma das interpretações mais fodas haha, gostei, bem bolado !

  • Gibson

    Uma mera ideologia new-teológica. Coitado do Bolaños, só esqueceram de falar da Brasilia do seu barriga, que deve ser uma carruagem do inferno, que leva todo mundo pra caverna do dragão. rrsrsrsrrrs

  • Daniel

    Caro autor do texto, não discordo de algumas interpretações e acredito que por trás de muito conteúdo aparentemente inocente residem codificações simbólicas e abstratas que possuem outro significado, porém o significado dos símbolos é interpretado de acordo com o nível de consciência de cada um e somente esse entendimento possibilita o relacionamento com fatos e/ou referências. O número 7 e 8 por exemplo, na minha concepção, tem significados COMPLETAMENTE diferente dos que foram explícitos em seu texto, além de outras coisas.
    Além do mais, acho improvável que você, autor de tal crítica, não tenha agido da forma que os personagens são quando enfrentou situações semelhantes em sua vida.
    E tem um detalhe, se você tem essa visão das coisas significa que TUDO o que você entende e interpreta está dentro de VOCÊ, portanto tome cuidado e comece a ver as o lado (considerado) bom das coisas.

  • Daniel

    Concordo plenamente, parabéns e obrigado por me poupar de ter que alertar o autor sobre os detalhes dos quais ele fez questão de não levar em consideração. Porém quanto a interpretação fiz um comentário a respeito também.

  • Thiago Victório

    Apesar de pessoalmente não ter conseguido me convencer. O texto ficou muito bem escrito e fez-me querer crer que a tentativa obstinada do autor em pintar a obra de Gómes Bolaños com essas subliminariedades é antes de tudo demonstrar a facilidade com que uma ideia pode ser interpretada e difundida sem contudo possuir necessariamente um fundo de verdade, valendo-se das premissas que a identifiquem com a realidade tão somente; mas não é justamente assim que os dogmas e ideologias são formados? Ou estou redondamente enganado ao atribuir assim um significado de valor diverso ao do autor do texto para sustentar possibilidades que projeto com a máxima inteireza de verdades ? O fato é que argumetar sobre tais questões so aumentaram meu interesse em assisitr a mais um episódio “repetido” e nem por isso “estranhamente” menos engraçado de Chaves rsrssrsr

  • Truta

    O autor escreveu uma ótima narrativa para que moldasse o fato do seriado do Chavez possuir alguma alusão a ideia de antítese: Céu e inferno.
    Apesar dele se embasar em, realmente fatos descritos na bíblia para a composição dos fundamentos, são as partes que ele atrela o “comunismo” a ideia de inferno, e de brasília, remeter ao Brasil e com isso possuir ligação com corrupção, que na verdade você encontra resquícios de ortodoxia na sua retórica. Isto acaba anulando a argumentação que ele criou. Até porque, o modo de estrutura de uma sociedade entre comunista e capitalista, para ele, representa o inferno (comunismo) e o céu (capitalismo). E se ele considerar dentro da mesma argumentação teológica, ambas levam a formas de exploração, e assim então, são representações demoníacas com caráter de dominação social.
    E em relação a alusão do carro “brasília” para com a corrupção brasileira, nada mais é que a representação da visão dos países ocidentais, ao qual possuem a mesma retórica e premissa tendo em base o capitalismo como forma de estrutura de suas sociedades.
    Não sou comunista, e muito menos defensor desta ideologia de estrutura social, mas quando se analisa estes fatos que compuseram a narrativa, enxergamos que na verdade houve uma articulação da crença do autor (seja em qualquer esfera ideológica) para que conotasse o sentido no que ele tentou se expressar.
    E se fomos levar ao pé da letra de sua perspectiva, como o autor se obteve da ganância de transpor seu ponto de vista por meio da narrativa de chavez, então, logo, o mesmo autor possui influência do Demônio Mammon para obter a aderência da opinião do leitor, ao qual o mesmo indicou.

  • João Victor Fiorot

    Muito interessante o artigo. Me lembrou outra alegoria cômica sobre o inferno. Gil Vicente, em O Auto da Barca do Inferno fez mo mesmo, também usando o humor.
    Excelente visão do texto de Bolãnhos.

  • Decarabia

    Cara, achei muito legal, é simplesmente genial chegar a uma interpretação assim

  • Laila Regina

    Nota 9 pela criatividade… mas deu uma viajada também né amigo rsrs… essa mesma analise cabeira pra outros desenhos e seriados tb.

  • Rayssa Eulalia

    Um texto muito inteligente e interessante, nunca tinha visto por esse lado. Mais agora vejo que faz total sentido. Talvez Bolaños tenha feito a série com essa intenção mais tenha tentado esconder alguns detalhes. Já vi muitas especulações sobre o que seria a série chaves e o que faria ser tão interessante e “ingênua” mais nunca vi uma teoria tão inteligente como essa.

  • Edson Rodrigues

    Cara na boa, usa essa criatividade para escrever livros, vai ter sucesso! “O número 8 deitado simboliza o infinito” sendo assim qualquer coisa que tiver o número já era, é o demônio. O número não existe mais, o que existe é um símbolo. Jaiminho já entregou uma carta para Dona Florinda a respeito de uma pensão, ou uma cobrança não me lembro ao certo. O que seria isso? Um cobrador do mundo real que não sabe que ela morreu e pediu para alguém psicografrar a cobrança? Nhonho nunca gastou loucamente como você sugere, nenhum dos personagens mostrava inveja à Godines. Bruxa do 71, 7+1… a para. Você quer forçar. Isso não tem nenhum sentido. O nome Satanás reaparece em bichos diferentes porque em Chavez, muitos episódios são refeitos de outra forma, então se em um episódio foi um gato, na outra versão é um cachorro e até mesmo um regador. Apesar de Sr. Barriga aparecer de forma exagerada, já que só vai cobrar o aluguel, ele já apareceu para cobrar vizinhos que se quer estavam presentes. Estavam em outro pátio, em outro lugar que o cenário não mostrava. Se Bolaños tinha essa intenção, porque ser de forma “escondida”? Seu propósito não estaria perdido? Se eu quero passar uma mensagem, tenho que ser claro, aquela regra da comunicação sabe? Se ele foi subliminar, sua mensagem não foi captada, a não ser por desocupados que não podem reconhecer a genialidade de uma pessoa, tem que critica-lo e se não achar críticas dizer que é endemoniado. A única coisa que Chavez conseguiu foi manter seus fãs sempre assistindo, mas isso tem a ver com psicologia e não com satanismo. Por serem piadas infantis, que não exigem muita compreensão, agrada uma quantidade maior de pessoas. Por serem piadas repetidas assim como seus episódios, da uma sensação de conforto à quem assiste, já que se sente no controle sabendo o que acontecerá. Infeliz análise. Como disse, escreva um livro, vai ter sucesso, sua imaginação te ajudará.

  • Reinaldo

    Sensacional. Quase morri de tanto rir. E tem nego achando que o autor tá falando sério. rs

    • Lopes

      Ufa! Finalmente alguém entendeu o texto como sendo de humor. Fiquei preocupado que ninguém conseguiria ver isso!

  • Clara Regina

    Sinto falta de programas mais complexos, como o do Chaves, que provoquem discussões problematizadoras. Talvez nem o Bolaños tenha pensado nesta importância discutida ( 8 ) do programa, mas o conteúdo nele revelado permite um texto inteligente como este da Revista Bula.

  • Samuel Interlude

    Brilhante!

    Para se chegar nessa visão do Chaves é preciso muitas leituras, filmes e estudos. Muita bagagem. Vc vê que o texto cita vários autores e obras comparando-os. Vemos isso no teatro, musicas, filmes, livros. Várias coisas com a mesma mensagem, de jeito diferente. Arte diferente. Plataforma diferente. Fora que o simbolismo dos números tem nome…

    Uma reflexão: Será que o purgatório não é aqui mesmo? Agora mesmo? Bem na nossa frente? Ou nossa vida difere muito da do Chaves? Nossos vizinhos, amigos e familia não são donas Florindas, Quicos e Sr. Madrugas? Entende? A partir do momento que percebemos isso acontecendo na nossa vida, vai caindo o véu. Caindo o véu, vamos enxergando a vida mais claramente. Nos vimos como fantoches da inveja, ira, luxuria. Vimos a REALIDADE que nos rodeia e nunca percebemos. O desafio é percebermos nosso papel nesse teatro e tentar corrigir as coisas para sair do circulo vicioso. E em vez de fantoches, de pagadores de Karmas, nos tornemos recebedores de Dharmas.

    Tipo, por exemplo, a Dona Florinda. Se acha superior a todos mas não percebe que está na mesma merda (orgulho?). Na mesma Vila. E vive se arrumando (os bobs no cabelo) e nunca fica pronta (vaidade?). Se ela olhasse para ela mesma, perceberia a situação em que vive. A mentira para ela mesma. As mesmas rodas de relacionamento, mesmas iras…e perceberia também que ela é a gentalha que tanto vê nos outros. Se ela se enxergasse, e não gostasse do que visse, poderia começar a tentar mudar suas atitudes, que consequentemente iria mudar a vila e mudar as pessoas ao redor, e mudar o seu destino.

    isso serve para todos os personagens e também para todos nós…

    O Chaves é nosso espelho.

  • Patrícia

    A questão é que o artigo está vários níveis além do senso comum, Intangível para um número considerável de pessoas que, por não alcançar a sua simplicidade, fazem a única coisa que conseguem: agridem.

  • romero

    só esqueceram de falar que nunca apareceu a tal brasilia amarela… ele tá confundindo com mamonas assassinas… a cor dela era um branco gelo quase bege….

  • Willian

    E assim como você citou, mas não enfatizou, o nome da coluna é :”Assim é se se parece”. Ele conseguiu, fazer assim como um advogado, expor os pontos fortes de sua teoria e convencer por vários instantes de que AQUILO É A VERDADE.

  • Fernando Elisbão

    Sensacionalismo, sem mais!

  • Marcel Lessa

    Um texto bem escrito, mas cheio de furos, sem contar a extrema forçação de barra…

    Acho que alguém poderia criar uma teoria semelhante pra provar que a minha unha do dedão do pé foi a causadora da queda da bastilha…

    • Bruno Andrade

      Explicações e réplicas são sempre bem vindas ^^, mas é legal apontar esses “furos” e justificar o porquê serem “furos”. Fico curioso pra saber seu ponto de vista! aguardo

  • Ezequias

    Que cara mais lombrado!

  • Paulo Henrique

    Nunca li um texto com tanto rancor, ódio e imbeciliadde! O autor do texto com certeza não teve uma infância feliz.

  • igorzets

    Eu não sei o que pensam os que reagem tão negativamente a esse texto. Vocês são daqueles que, durante um filme de zumbi no cinema, ficam desacreditando no que passa na tela?

    O dever do autor desse texto nenhuma diferença tem do dever de um diretor ou de um roteirista de cinema. Ele veio para entreter aquele que se interessou pelo título. Vai de quem lê assinar um acordo de desapego a crenças e à lógica natural. Acordo assinado, o texto vira o que foi feito pra ser: um texto excepcionalmente bom e divertido.

  • Mariana Santiago

    “O fato de possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o
    imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se
    envolvido em escândalos de corrupção.”

    CREDOOOOOOOOOOOOO! Que coisa mais sem pé nem cabeça.

    • uma pessoa comim

      Mariana, me convida para um xícara de café?

  • Observador

    O autor deste texto é esquizofrênico?

    • Kaiosama

      Esquizofrênico talvez não,mas é parcial e tendencioso,sempre dando um ar de mais complicado que uma obra possa ser, a esquizofrenia seria uma válvula de escape/desculpa arranjada,somente para fugir das responsabilidades.

  • Eu

    Viagens mil, viagens infinitas. O cara tem infinitos pós-doc, mas basta um cogumelo azul pra toda a sua criatividade brotar…

  • Edrei Xavier

    Descordo do Jaiminho, ele é o mais preguiçoso, também deve ser um “demonho”!

  • Lorena

    Gente, como nesse texto, existem milhares de teorias psicológicas sobre oscontos de fada. Vai dizer que a intenção, ao contar uma história pra uma criança, e aquela? Mas o lobo mau e um pedófilo quer quer “comer ” a chapeuzinho”, a branca de neve era amante dos sete anões, etc… Tem muitas teorias acerca de significados ocultos dos contos de fada. Na mente de cada um, existe um mundo….

  • Luiz Alves

    Mais divertido que o texto, só a quantidade de comentaristas incapazes de reconhecer uma sátira.

    • uma pessoa comun

      seja vc, msm que seja estranho ou bizarro

  • RhamiZ

    Esta ai a forma que da para extrair algo bom do “Satanás”, Chaves é sensacional, poetico e um humor inbativel, imagine se essa pessoa assistir, Panico, Zorra Total e até mesmo Datena e Marcelo Rezende, vai falar que o demonio é apresentador de programa jornalistico.

  • Jana

    Juro q deprimo ao ler os comentários….
    As pessoas não conhecem sequer o seriado direito e ainda vêm mirabolar “contra-explicações”!?!

    Mas acho mesmo q um texto desses não serve p ser lido por quem não tem um pingo de cultura ou pelo menos a mente aberta.

    No quarto parágrafo o autor refere-se ao seriado como um “auto moralizante”.
    E “auto” é uma encenação lírica de cunho religioso.

    Ele quer dizer q o objetivo do seriado é transmitir valores morais – uq imagino, não seja nenhuma novidade p ngm… -, mas q, numa sociedade mt religiosa, confundem-se com suas crenças.

    Não sei nada sobre o Bolaños de fato, mas a cultura mexicana é extremamente católica.

    O imaginário popular é riquíssimo e entrelaça conceitos e valores religiosos com práticas, festividades e inúmeras manifestações fantasiosas a fim de eternizar esses conceitos/valores por gerações.

    Não me admiraria a genialidade de um cara como o Bolaños se expressar por arquétipos.

    E esse texto é uma exaltação à sua genialidade.

    Qt às críticas exaltadas dos comentários, lembro q o texto é uma teoria.
    Formulada brilhantemente por conhecimento e pesquisa de significados “ocultos”, atribuídos por grupos culturais mt particulares.
    Alguns exemplos contextualizados: a carne de porco é profana nas religiões judaica e muçulmana.

    Já o número 8 sempre foi símbolo do infinito, nem precisa ser “deitado” p isso; qq pessoa minimamente interessada por assuntos esotéricos sabe disso.

    Pra quem diz q o seriado se chamava Chavo del 8 pq passava no canal 8, devia assistir a mais episódios, pq o Chaves repete sempre q questionado “mas é claro q eu não moro no barril, eu moro no 8!!!!”, assim como é sempre interrompido sempre q vai dizer qual o seu nome real.

    Qt à Brasília do sr Barriga, tb se justifica c um pouquinho de contextualização política. Na déc de 70 os escândalos de corrupção do alto escalão de Brasília corriam soltos (discussão q tb ocorria na maior parte do mundo nesse período, mas, nas Américas, o Brasil era uma piada de proporções interessantes…). E seria de uma inteligência impressionante esse link, já q a Brasília, carro da Volks do Brasil, era produzida exclusivamente no Brasil e no México.

    Talvez o texto seja uma grande viagem, mas uma viagem brilhante, envolvente e genial. Não é para ser acreditado. É para suscitar questionamentos. É para ser desfrutado.

    Lamento pelo mal-humor, mas comentário imbecil de quem não se dá nem o trabalho de uma rápida pesquisa ao google me irrita.
    Parabéns ao autor.

    • Aline

      Tirou as palavras da minha boca, interpretação belíssima da matéria. Algo simples de se fazer mas as pessoas insistem em levar para outros rumos. Não sabem ler e absorver o que há de bom e genial em uma material de tal porte. Preferem acreditar que tudo baseia-se em uma cultura limitada de “é apenas um seriado” e “que teoria de conspiração…”, sendo que esse texto mesmo exalta Bolaños como um genio e decifra a metafora de Chaves.

    • uma pessoa comum

      Resumindo, o autor ou analista de o pivete pervertido, o malandrinho do infinito é muito educado e estudado, cabra bom que ta ai, escreveu o seu “Chavão” como 768-pecados-demonios-e-tentacoes-em-chaves/…ganhou uma bela gorjeta pra ajudar a pagar a 15 aluguel do seu madruga… :)

  • jockerlover2.0

    O texto é maravilhoso e mostra a genialidade de Bolaños ao fazer uma crítica à sociedade.
    O povo acha que o texto traduz que a série é satânica, mas pelo contrário, a série faz uma crítica à todos aqueles que se prendem à tais pecados capitais.
    O texto em si, é ótimo, e muito bom… Contendo referências claras, precisas e muito bem encaixada.
    A série este presente na minha infância e na minha vida, amo Chaves e sempre amarei.
    Parabéns ao Ademir (autor da análise), e por favor, vocês que estão aí julgando… Sejam mais amorosos, o mundo não gira em torno do umbigo de vocês. Releiam e interpretem o texto, ele não fala mal da série, ele inclusive, exalta a inteligência do autor da mesma.
    Abraço forte!

    • Helize

      Também achei muito inteligente, nunca havia pensado nisso, mas mesmo assim não acho que a série seja satânica, também gosto do chaves e partido dessa análise concordo com o fato de mostrar a realidade.

  • Daniel

    Sem noção e genial ao mesmo

  • Verdun

    genial o texto, parabéns! Engraçado e muito bem relacionado. Digno de um fã da série condenado a assistir repedidamente a mesma coisa e rir todas as vezes.

  • Luciano Castanha

    Genial. Não assisti muitos episódios, são repetitivos mesmo, mas são bons, engraçados e sempre elogiei o fato de não haver “vilões” na série. Agora entendo que todos são vilões e condenados. Bolaños é um gênio e seu texto idem. Parabéns mesmo.

  • Jheovander

    Tipo, Caverna do Dragão , kk

  • Carlos

    “Invenções” da igreja católica + psicologia tendenciosa + número 23 = matéria da revistabula.

  • Angélica Mota

    INSPIRADO NO TEXTO ACIMA…DIVIRTAM-SE :

  • Marco Aurélio Teixeira Soares

    Porque não te calás ?

  • Angélica Mota

    Certamente seria uma honra essa parceria! Eu adoraria conversar a respeito desse tema, renderia um belo vídeo, sem dúvida. Vamos trocar “figurinhas”?

    Abraços.

  • Thiago Ferraz

    Dizem que também o chaves conta uma parte da vida de Diógenes de Sinope (413 – 323 A.C), um filósofo q era mendigo nas ruas de Atenas, e dentro de um barril…

  • Joca

    Ficou legal, mas tudo o que esta aí sobre Religião são os dogmas e invencões católicos, entretanto, parabéns pela idéia.

  • SamFinnickOdair

    Faltou falar sobre o episódio em que eles vão para Acapulco, fugindo do cotidiano na vila…

    • Daniel R

      e é justamente esse o último capitulo do chaves com todos os integrantes. Teriam eles conseguido a “liberdade”?? após sairem da “caixa” cada personagem foi seguindo um caminho diferente. Quico pra venezuela, ramon para outra emissora, e etc…

  • Detim

    Parabens texto muito bacana e enriquecedor.
    Estava eu aq vagando pela internet e me deparei com este, uma surpresa muito bacana… Cada um pensa de uma forma e sem duvidas seu modo de pensar agradou a mim e muitos outros. Obrigado.

  • Frederico Bolzan

    Estou lendo esse texto exatamente 16:01 (1+6+0+1 = 8) seria mais um sinal? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk pelo amor de Deus, quanta viagem.

    • uma pessoa comim

      isso se chama, criatividade

  • Yasmin Conceição

    Uma boa analise, mas acho q viajou legal em kkk

  • Dione Dépi

    É um texto instigador e inteligente ainda que esteja distante da realidade da maioria das pessoas e se aplique ao mito erigido de que o sucesso tem uma raiz macabra.
    É valido observar que todo criador de conspirações tem uma inteligência imensa e um poder de observação muito perspicaz.
    De fato cada qual tem seu código particular para interpretar o mundo a sua volta, uns se perdem nisso dando origem a transtornos difíceis de corrigir e comuns.
    Por fim, convido-os a conhecer o site e a página da REVISTA VIRTUAL VICIOSA TRUPE, bjO

  • Bruno Andrade

    Fico contente toda vez que percebo alguém que lê até, ou além das entrelinhas.^^ Igualmente ainda me falta muito conhecimento e sabedoria para construir argumentos e pontos de vista bem estruturados. Viajei na clareza do seu comentário! Massa mesmo.

  • paulofelcio

    Que versão, cara? É só ler a bíblia! Tá lá, homossexualidade é pecado. Beleza. Mas se tá escrito que comer porco também é pecado, os evangélicos deveriam tratar as duas situações da mesma forma, oq não acontece! Não tem oq pesquisar é só ler a bíblia. Ah, e tá escrito na bíblia que comer frutos do mar sem escamas (por exemplo o camarão) também é pecado.

    • Lauren

      É SIM contraindicado. Sou cristã e não como nada que tenha origem suína e também não como frutos do mar como camarão ou caranguejo, etc. Em minha denominação ninguém come nada daquilo que está “proibido” na Bíblia. E também não aceitamos casamentos homossexuais. Porém todos nós temos um privilégio que chama-se Livre Arbítrio e cada um faz aquilo que quiser sabendo que um dia deverá prestar contas acerca de tudo. Com relação à teoria, não acho que as coisas sejam assim, porque a maldade também está nos olhos de quem vê. Mas o ser humano é EXTREMAMENTE criativo, tanto para CRIAR algo que aparentemente seja inocente e na realidade seja extremamente malicioso, quanto para ver conspirações onde elas na realidade não existem, mas o seu comentário de que o cristianismo é hipócrita, está errado, pois o cristianismo não depende de qualquer religião porque é um estilo de vida. E muitas denominações interpretam a Bíblia com o que lhes convém, assim como você fez dizendo que o casamento homo é pecado e não tolerado, e a carne de porco também é pecado e tolerado, com a intenção de tornar algo errado, certo, embasando em outro erro, que erroneamente é tolerado. Enfim, vc já leu a Bíblia e a conhece, se baseie NELA não em placas de igreja ou denominações.

      • Paulo

        VOCÊ pode até não comer carne de porco, mas nunca vi a bancada evangélica querer criar um projeto de lei para prevenir a carne de porco ou frutos do mar, como fazem com a união homossexual. Os evangélicos só proibem o que lhes convém.

      • Paulo

        Se temos o livre arbítrio, por que os gays não podem se casar? Eles têm que ter o livre arbítrio para isso, oras. E também para sairem juntos sem ninguém dizer que é “imoral”.

  • Angelica Amelia

    Deus forneceu ao homem a consciência,ou seja o Livre Arbítrio ,para que cada pessoa obtenha o seu PRÓPRIO entendimento.Deus existe creia vc ou não!Se vc plantar um pé de feijão,e esperar que nasçam rosas,acha realmente que nascerão rosas,somente pela sua opinião?!(este foi um simples exemplo para comparação)Para notar se algo é verdadeiro basta notar os fatos.O que é bom ou mal se demonstra pelos seus frutos,e estão longe de nossas meras OPINIÕES .As coisas além do nosso pequeno conhecimento ,EXISTEM ,vcs creiam nela ou não ,a tenham presenciado ou não.

    Logo, o que o autor disse faz muito sentido PARA MIM,acreditem ou não nesse tipo de história,ela não deixará de ser verdade se observarem os FATOS.

    Mesmo que não FOSSE verdade,fica bem claro no texto ,o número de fatores a que muitos chamam de COINCIDÊNCIAS!
    Pense ,1)vc acha que a TV iria retratar ABERTAMENTE algo de RUIM para nós ,como é o inferno ou mesmo a noção dele,perdendo milhares de telespectadores,e PERDENDO O PODER(DINHEIRO) de transmitir o que ela deseja por meio de mensagens subliminares que comamdam as pessoas como MARIONETES dizendo o que vc “DEVE” comprar,comer ,”SER” e “PENSAR”……..ou 2) exibiriam seriados inofensivos e disfarçados aos nossos olhos,porque a população mundial perde horas em frente à TV, VEGETANDO e esquecendo de exercitar o PRÓPRIO CÉREBRO,o que traria pontos positivos para nossa vida ,nos tornando seres pensantes, e que poderiam ACABAR com um SISTEMA vazio e cruel que tem governado o mundo?!

    O QUE QUERO DIZER INDO AO PONTO DO BLOG, É QUE A HISTÓRIA CONFIGURA EXATAMENTE A NOÇÃO DO INFERNO DE UMA FORMA “BONITINHA”:CADA UM CONVIVENDO COM O QUE PLANTOU DE RUIM,CLARO DE UMA FORMA QUE AS PESSOAS NÃO SE DÊEM CONTA DO QUE ESTÃO ASSISTINDO,OU SEJA ,QUANDO AS PESSOAS IRÃO COMEÇAR A RACIOCINAR OU MESMO SE DAR CONTA DESSE SISTEMA QUE POLUI NOSSAS MENTES?!
    Parabéns ao autor,que está lúcido frente aos disfarces que tentam nos impor!

    • Uma Pessoa Comum

      Vc é muito Gata mulher e inteligente, poxa…cara de sorte aquele que vc convidar para uma xícara de café.

    • Ari Moura

      por isso que o povo fala que crente só procura o capeta…

  • Lu Luzinha

    Ótimo texto.
    Inconscientemente acho que conseguia identificar a representação do bem… não sou fã da série, assistia episódios esporadicamente e por incrível que pareça o Jaiminho era o único personagem que conseguia me cativar a ponto de repetir seu jargão “para evitar a fadiga”…

  • Garuzzi Aless

    Very interesting!
    Eu já havia notado algo assim no seriado. Não aprofundei minhas análises porque achei que era muita loucura para minha cabeça. Bem, vejo que há quem não tenha freios. :) Que bom! :P

  • Letícia

    O texto é inteligente, nada mais!

  • Carolina Kadix

    aos revoltados e confusos: só o google salva! rs

  • Thiago

    O fato da repetição não se liga necessáriamente ao inferno ou ao purgatório. A verdade é que muitas vezes vivemos em círculos viciosos, cometendo os mesmos erros, numa roda cármica de centenas de milhares de anos, a qual um dos principais meios de sair dela é a lei do perdão. Gosto muito do seriado, embora discorde de algumas coisas.

  • Elaine Castro

    Esse texto é pra ser levado a sério?

  • Alini Dré

    Não tenho a mesma opinião do autor. Mas admito que o texto é bom.

  • Rafael Coelho

    Gostei muito do artigo, muito interessante. Roberto Bolaños de fato é um gênio da sétima arte, soube mesclar elementos totalmente paradigmáticos e confrontá-los de uma maneira tão sutil que mesmo aos mais entendidos fica difícil a percepção dos elementos tão bem encadeados. Além disso gostaria de pontuar também que o Chaves é o único personagem que tem liberdade para agredir a todos, é claro que apanha todo o tempo, todavia parece ser o único que tem alguma noção de que as coisas não andam tão bem assim e por isso isola-se em uma barril da mesma forma como Diógenes, o filósofo grego que habitava um barril e optou por viver na extrema pobreza. Não por menos ele era conhecido como o cínico, característica onipresente no menino do oito, o qual parece estar esperando uma boa ação dos que estão ao seu redor. Para chamar suas atenções nada melhor que o apelo à violência, uma maneira de ser notado e sair da invisibilidade.

    • Diogenes Silverio

      Bem disseste Rafael, fora as demais anomalias que os episódios apresentam, por exemplo o espírito da imundice, que encarna o moleque e outros em alguns capítulos, assim como o espírito da mentira, que geralmente são encarnados por chiquinha, quico e nhonho. Fora as tentativas do Sr madruga em roubar/ esterionatário (quando pede que sua filha ou o chaves compre algo na venda da esquina no nome de outra pessoa) as tramas de Chaves são realmente muito bem elaboradas.

  • Alex

    que Deus é criativo eu sei, mas esse texto o cara tem que ter muuuita fertilidade na cabeça para escrever isso sobre Chaves.

  • nubiatavares

    Meu Deus do céu, amigo, você leu o texto mesmo?

  • nubiatavares

    Acho que há algumas passagens contestáveis do texto, mas a leitura do autor sobre a série é genial. No mais, do pouco que tive paciência para ler, percebe-se que o nível dos comentários é lamentável. Com poucas exceções, quase ninguém entendeu nada do que leu. Que triste. :(

  • Débora

    Já vi todos os episódios de Chaves. Tem gente que não conseguiu entender sobre a parte do “cão-gato”, já que a sua está correta. Exceto pela parte da brasília, concordo em tudo, adorei a análise.

  • Davi Oliveira Souza

    Excelente Texto!!! Adorei a Analise!!!

  • Robson Alves De Paulo

    esse cara nao bate muito bem da cachola nao hein… kkkk

  • Gabriel

    Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.

    Tito 1:15

  • gabriel

    Por isso o quico quer a bola quadrada! Pra que ela não role ladeira abaixo!

  • Roh

    Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.Acho que o Gabriel primeiro a comentar com este versículo foi muito feliz.A maioria quando diante de algo que tem o bem o mal resolve procurar somente o mal.Pq não ressaltam os ensinamentos? “as pessoas boas devem amar seus inimigos”, “a vingança nunca é plena”.Pq não falam de qd seu Madruga assumiu a culpa pelo Chaves ter comido todos os Churros? e dos dois terem compartilhado refresco e sanduíches depois do aniversário do Kiko?,do momento que seu Barriga disse ” professor,se essa gente sair daqui onde vão morar?” e os deixou ficar.Esses e tantos outros momentos de honestidade,generosidade e bondade ninguém fala mas qd é pra achar o mal todo mundo acha.Talvez pq como Deus disse o ser humano tende sempre a se inclinar para o mal

    • Leyna Rodrigues

      Concordo plenamente…

  • Eder

    Revista Bula, oq aprendi com chaves é q todos são como uma moeda, 2 lados opostos. Ao mesmo tempo q podemos ver características demoníacas, também há de se ver virtudes… E nem toda linguiça é suina, amigo.

  • Alexandre Miguel

    A analise é maravilhosa, mas, tipo, Chaves é uma versão da vida real da Caverna do Dragão?

  • Diego Marques

    Hahahahha! Que texto terrível!

  • cybervicious

    Isso é que é ter imaginação!

  • Felipe Araújo

    Certamente o autor do texto “Viajou”. Porém, gostei do texto, achei-o interessante( Apesar de não concorda que estas foram as intenções de Bollaños)

  • Christian

    Primeiro: não é fanatismo, é uma leitura. Segundo: Não possuo formação acadêmica, mas não preciso dela para dizer que tu és um completo idiota. Não fanático em teorias religiosas, como tanto criticas, mas fanático no teu próprio julgamento, fanático em acreditar que és superior e que os outros possuem a obrigação de escrever na forma culta, ou “simplesmente” perfeito. Ah, claro! Por falar nisso, o terceiro ponto é este: Tu te empenhaste tanto em criticar o texto do nosso amigo, ali em cima que esqueceste da estética e da gramática do teu, meu amigo. FALADOR PASSA MAL. Tenha um ótimo dia.

    • Marcos David de Oliveira

      Vc foi alfabetizado no século XIX? Pq saiu escrevendo em segunda pessoa que nem um maluco?

  • Daniel

    Falou do Seu Madruga que não pagava o aluguel, mas tem um episódio que ele paga todos.Talvez não se trate da representação de um inferno, mas sim de um protesto em forma de seriado, Bolaños queria mostrar para as pessoas a quantidade de “Chaves” abandonados pelo seu país, o sentido mesmo era que o governo cuida-se melhor das crianças.

  • Diego

    Tenho certeza que Sartre está com “Náuseas” com este texto

  • Ruthe Oliveira

    Que viagem! hahaha

  • Cesar

    era uma Variant II marrom, o automóvel do sr. barriga, não uma brasília amarela

  • Anderson Dantas

    Gostei, essa viagem me lembra outro fenomeno.. Caverna do Dragão.

  • Tiago Xavier

    Amiguinho… parabéns pelo texto, tudo o que você citou faz parte do seu aprendizado e filosofia mas não pode ser visto como verdade absoluta, porém é sim uma excelente alegoria e um ponto de vista instigante sobre o assunto.
    Como agnóstico e fã da série me vejo refletindo sobre tudo o que você disse e só tenho uma opinião à respeito: texto sensacional.

  • Kalil Bentes

    Adorei a análise e acho bem possível que seja, mas gostaria de que o autor Bolaños lesse e se pronunciasse! Seria muito bom!

  • Carlos lira

    Gostei de toda a semântica usada, das figuras de linguagem e claro da lírica,para diabolizar o seriado.Entretanto há de realmente existir certa verdade embora muitas vezes incrédulos como estamos na atualidade nada melhor que refletir. O autor esmerou-se como um ‘demônio’ para nos seduzir a reflexão.
    Parabéns,pelo texto e a coesão de idéias!

  • Lis

    não acredita em Deus até entrar em um avião e este começar a cair!

  • vitor

    Perdi 5 minutos da minha vida lendo isso…que idiotice… Eu tomo muito opióide pra dor no meu tratamento e nem nas minhas alucinações eram tão bizarras quanto esse texto…puca acabei de perder mais um minuto da minha vida escrevendo isso…

  • Raul

    Tudo isso que você disse se encontra nas igrejas do Brasil e do mundo,
    Então as igrejas também têm muitos demônios, haha!
    Vai arrumar um serviço pião.

  • Pâm

    Fala sério… Basta um pouco de criatividade – coisa que obviamente o autor tem de sobra – pra enxergar o país das maravilhas no cochilo da Alice. Afirmar que Bolaños tentou reproduzir num seriado infantil (porque sim, a proposta é de um série infantil) as dimensões e criaturas infernais é no mínimo tendencioso. Se há mérito do autor, certamente é pela imaginação/engenhosidade/fantasiosidade do texto, não por “genialidade”. Ademais, numa televisão de violência explícita, imoralidade às 19h, banalização da sexualidade, destruição de valores familiares e éticos, e corrupção generalizada, se chaves é diabólico eu largo tudo e viro hippie!

  • Jorge Potyguara

    É nessa hora que eu digo: Não exagere na dose de lsd, cara.
    E outra coisa:
    “Os adultos por serem alto centrados.”
    ALTO centrados?

  • Pauline

    Só faltou ele criptografar as músicas e falar que elas são demoníacas também. Me polpe né cara, isso é uma série infantil, não uma artimanha pra você chamar a atenção.

  • MÁRCIO

    O autor do artigo merece um prêmio ! a sua criatividade alcançou um nível surpreendente mas são que no meu ponto de vista só acho ” interessante”mais apenas isto!. No campo da idéias , como dizer que o raio que caiu na cabeça da pobre mulher em uma praia no litoral de sp em janeiro de 2014 foi por que ela blasfemou contra Deus : o fato pode até ser : mas improvável na verdade ninguem sabe ,mas eu poderia escrever bastante coisa agora e defender uma tese sobre o A IRA DE DEUS E A GRAÇA DIVINA . Falar que isso é aquilo é pura visão interpretativa não se aplica a realidade . acho que temos que ter cuidado para não exagerarmos no campo das idéias . Se é projeto Satânico ou Chaves ou não ninguém eu não sei mas não estou aqui para defender ou julgar . Pr.Márcio pastor Batista e Teólogo .

  • Hudson Vieira

    Cara…esse texto merece um prêmio por dar um sentido avesso a essa obra prima da Bolaňos! Parabéns de verdade. :)

  • Klaus

    Encapeta a turma da Mônica agora também…

  • Fabio Miranda Oliveira

    Meus parabéns. Um texto muito bem escrito e percebe se o cuidado e o estudo na utilizacao de varios termos e citações. A idéia e incrivel, as comparações e as co – relações dos personagens. Realmente fiquei impressionado. So uma critica pessoal:nunca mais verei o chaves como antes :(.

  • Tej Saboia

    Excelente abordagem e análise. Recomendarei até para psicólogos e pastores para debater o tema. Não conheço o autor do texto, mas certamente teve inspiração divina para discernir tantas coisas. Demonstrou ampla cultura. Parabéns.

  • Matheus Reis

    Incrível, sem mais.

  • Christian Weik

    Ótimo texto, brilhantes conexões, mas é o tipico trabalho puramente acadêmico: não muda nada. Não vai fazer diminuir as risadas com o Moleque, nem altera (pra cima ou pra baixo) a genialidade do Roberto. Ah, e não se pode esquecer que o eterno retorno está bem aqui e agora, no mundo dos aparentemente vivos. Passamos a vida girando nos mesmos círculos, raramente giramos em outros novos. Ah se girássemos com a graça, anarquia e beleza como giram os círculos em Chaves…

  • Ju

    Não considero que Bolaños tenha feito tamanhã representação em sua obra, no entanto, a análise feita é excepcional para a literatura, não consideraria uma intensão o autor del “chavo” a relação da vila com o inferno ou mesmo com o purgatório, no entanto, literariamente é fantástico pensar nas coincidências encontradas, ainda que pouco prováveis.

  • Marcos Adrianno Marquinho’s

    Se o CHAVES é do “Capeta”, quem dirá as novelas da Rede Globo e o BBB!!! kkkkkkkkkkkkk A imaginação humana não em limites!!!

  • Cinthia

    Vitor e Paulo Prado me contemplam. Fico boba de ver como as pessoas não têm capacidade de admirar um bom texto sem externalizar suas neuroses religiosas…

  • JanaahLima

    O Carlos Villagrán e o Bolaños não se falam por uma discussão que houve a mtos anos. Isso aconteceu porque pra quem não sabe, antes da Florinda(Dona Florinda) se casar com o Bolaños(Chaves) ela era noiva do Carlos(Kiko). Devido a essa dor de cotovelo, e ao fato de o personagem Kiko estar fazendo mais sucesso na época que o personagem principal, o Bolaños resolveu tirar o kiko da série.. Nessa, saiu tbm, por solidariedade, o Ramón(seu Madruga) dando lugar a Doña Neves(Maria Antonieta).

  • Nilson

    O texto é brilhante, vindo de um autor de grande criatividade. Conseguiram fazer nós em vários fios soltos. Mas acredito que não passa de baboseira. Assim como fizeram em “O Código da Vinci”. Não creio, em momento algum, que essa era a real intenção de Roberto.

  • andre

    Como diria Chapolim: “desconfiei desde o princípio”!

  • Santilheno Silva

    Interessante… porém, em alguns momentos, achei que houve uma “forçação de barra”. Principalmente na hora de somar números para que, de alguma forma, se chegue no 8, que deitado significa o infinito!!!
    A parte do Jaiminho ser um médium ficou muito forçado também, mas no geral é bem escrito! :)

  • andre

    Excelente análise, explica o fôlego interminável do sucesso desta série. Se Bolaños percebeu ou não o alcance de sua obra, é apenas mais um detalhe, já que a inspiração muitas vezes vem de fontes inimagináveis (ou seriam inexplicáveis?). Muito maior que o homem Roberto Bolaños (sempre falível) é a mensagem de sua obra, que alcançou e alcança até hoje as camadas mais populares da América Latina. Não seria mais um toque de genialidade a forma de “driblar” o campo minado da melindrosa opinião do público mediano, fiel a uma grande rede de televisão (no caso a Televisa), para divulgar uma mensagem tão séria e polêmica- mesmo dourando a pílula, sob a forma de “comédia infantil”.

  • http://www.falaguri.blogspot.com/ Fachini

    Sobre o artigo: uma grande viagem. O típico “viajou na
    maionese”.

    Mas se realmente Roberto Gómez Bolaños tivesse pensado em
    tudo isso descrito no artigo, chamá-lo de “pequeno Shakespeare” seria ofensa,
    pois ele seria muito mais que isso.

    Para a literatura pode até ser considerada uma
    versão “do avesso” da história, “tipo escreva um significado para…”. Mas não
    posso negar a criatividade do texto, e a boa sequência de ideias.

    Bem curiosa a parte de Jaiminho, pois sempre fui fã dele e gostei da versão “do bem” deste personagem: “O carteiro Jaiminho, em sua função de portador de mensagens, é o único
    representante do lado de cá. Um médium que tenta fazer contato com essa outra
    dimensão… As cartas que transporta são psicografias e a bicicleta que nunca
    larga, apesar de não saber andar, nada mais é do que um totem, ao estilo de ‘A
    Origem’, necessário para que possa voltar para realidade”.

    Continuo fã de Chaves!

  • David Wood

    deduzo que esse texto foi PURA ironia! Não demora muito e alguém de alguma religião pega esse texto e transforma em uma revelação de deus, ou alguém que servia satanás aparece convertido e arrependido, criando uma nova religião e fazendo discípulos. Oh, glória!

  • Leandro Magu

    Só tenho a dizer QUE VIAGEM!Juntem Ademir Luiz com quem fez a associação do filme Magico de Oz com o Dark Side of the Moon do Pink Floyd, deem um belo baseado pros dois, deixem os homens trabalhar e aguardem alguma obra-prima! rs

  • Antonio Carlos Costa

    É interessante o fato de o texto promover uma discussão sobre o seriado ser uma representação (simbolizada) ou não da visão do Inferno de Bolaños. Lembrei-me dos boatos sobre o suposto final de Caverna do Dragão, onde “os personagens do desenho já estariam mortos desde o primeiro episódio, devido o acidente no carrinho de montanha russa no qual embarcaram. Os meninos teriam sido mandados ao Inferno, sendo o Mestre dos Magos e o Vingador duas faces de um mesmo ser demoníaco, capaz de oferecer esperança e temor em um processo crescente de agonia psicológica. Uni seria ainda o agente responsável por impedi-los de regressarem ao seu mundo” ou de descobrirem a verdade. Assim, o desenho também seria uma representação simbolizada da visão desse Inferno. Porém, em ambos os casos, sendo ou não uma representação, isso não significa que algo assim exista, pois, no final das contas, tudo não passa de mera crença. Acreditar ou não, nesse caso, é tão somente uma questão que pode ser elucidade pelo pragmatismo.

  • Eluzai Campos

    O autor viajou kkkkk gostei!

  • Everton Ribeiro

    Matéria feita por quem gosta de procurar chifres em cabeça de cavalo…

  • Hans

    Se tivesse mais umas 15 linhas falariam que ele é um illuminati…
    As vezes é melhor ler do que escrever…

  • http://about.me/damom Damom Ribeiro

    Que texto incrível. Cheio de referências legais, mas fiquei esperando o momento em que leria que tudo não passava de uma brincadeira. Se não foi uma grande brincadeira foi a maior forçação de barra que já li.

  • Laura

    Incrível o texto e as conexões feitas. Parabéns!

    O engraçado é a maneira como algumas pessoas interpretam esse texto. Em nenhuma parte dele entendi que o autor estivesse dizendo que o seriado passa uma mensagem demoníaca, como a lenda do disco da Xuxa tocado ao contrário. Mas, ainda assim, tenho certeza que depois de ler isso algumas pessoas deixarão de ver e proibirão seus filhos de assistir, hahaha.

    Como já disseram em um comentário: “a hipótese é de que o escritor da série fez uma representação de uma das versões do inferno criadas nas religiões.”
    Exatamente. Uma representação! Nada mais que isso. Não é o diabo querendo sua alma!

  • Denísia Diniz

    O mais absurdo que li, foi a parte que fala que os figurantes (que servem pra preencher qualquer coisa que se passe na TV), também são demônios disfarçados…

    Eu ainda não achei nada na internet que tenha marcado a nossa infância que, nos dias de hoje, não tenha sido interpretada com alguma mensagem subliminar criada por alguém que vê o mal em tudo…

    Acho que nem o próprio Bolaños sabe que foi capaz de esconder tanta coisa sem querer…

    Prefiro acreditar no que meus olhos ingênuos enxergam…

  • Aline C Couto

    Q tenso!!

  • Iago Medeiros

    Exatamente, no antigo testamento, mais precisamente no pentateuco, conhecido como torá. O novo testamente invalida essas leis do antigo testamento. O próprio Jesus confirma isso em uma passagem. “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.”(Mateus 15:11)

  • Marciel Garcia

    Nunca vi alguém escrever tão bem uma asneira tão longa! Kkk

    • Mario Neto

      kkkkkkkkkk concordo!

    • Andre Nascimento Silva

      Depende do ponto de vista. Se realmente Bolanõs usou essas referencias para escrever sua obra, tudo que foi escrito pelo colunista é de grande importancia. Alias o simples fato de destrinchar qualquer historia faz com que nao fiquemos estagnados e presos a simples interpretaçoes. O que seria um tanto quanto egoico nao?

  • Antonio Araujo

    Olha, eu respeito a inteligencia das pessoas. No entanto acho que algumas pessoas deveriam usar seus dons para criar coisas úteis e de aproveitamento para a nossa literatura. Sou obrigado a concordar com o colega Marciel Garcia quando ele diz: Nunca vi alguém escrever tão bem uma asneira tão longa! E completo: isso é derrespeitar a inteligencia das pessoas.

  • Robson

    Eu gosto muito de escrever. Quando crio um personagem, eu gosto de assimilá-lo a algo real… Isso cria uma profundidade a ele. O que deve ser narrado é a cor dos olhos, do cabelo… Mas eu devo fazer o leitor perceber a essência dele, sem citá-la… Então atribuir estes detalhes, ajuda a mim mesmo escrever sobre ele, e não perder o ritmo… Os 7 pecados estão inclusos em várias histórias. Porque são 7 posições distintas… Trabalhar em cima disso é gostoso… Mas não estaria necessariamente atribuindo o mal, só pq estou te apresentando os 7 pecados. Se fosse assim, a bíblia seria o livro das discórdias.

  • Diego

    Se
    a pessoa já tem inclinação a crer em teorias conspiratórias,
    illuminatis, maçonarias, e mistérios, ela com certeza encontrará
    coincidências e simbologias satânicas por tudo! Existem dois filmes que
    revelam essa doideira muito bem, o Número 23 com Jim Carrey e Uma mente
    brilhante com o Russel Crowel.
    Então quando a pessoa busca conexões e simbologias, ela irá encontrá-las por toda a parte!

  • Laís M

    HAHAHA, ri demais, cara. Eu leria um livro seu apkspkapks

  • Fabiano Farias

    Pessoal aqui tá precisando transar mais… parece que Chaves não os ensinou a terem senso de humor.

    O texto é sensacional, com ótimas referências e contextualizações pluriculturais. Uma teoria muito bem escrita e formulada e que expõe um “lado obscuro” que em momento algum o autor diz ser a real intenção de Bolaños, é tudo fictício (como o próprio céu e inferno) e formidável!

    “…
    A pedra de Quico é quadrada, não rola, desliza. …”

  • Bruno Marques

    Fatos ou simplesmente analogias? hehe… A única coisa que sei é que prendeu minha atenção e fez com que imaginasse os fatos enquanto lia, engraçado que são óbvios só que longe de ser imaginativos, por isso que gosto de analogias.
    Pesquisei sobre o sinal em que os personagens fazem em alguns episodios igual o sinal em que rockeiros usam e cai aqui, não sei se acredito muito não mais foi interessante, o fato de não acreditar pelo cenario ser pequeno e humilde é pela pouca verba que eles tinham para montar cenarios e tudo mais, isso não é somente sobre o chaves, qualquer quadro de Bolaños os cenarios são assim, Chapolin, Dr Chapatin, o quadro dos Ladrões trapalhados, etc… Enfim, belo texto, mais tenho minhas dúvidas.

  • Fernanda

    Eu nunca gostei do programa, desde criança achava enfadonho. E agora entendo um pouco por que não gostava, a repetição, não me agrada assistir uma coisa que todo dia é a mesma coisa… rs. E tbem nunca gostei de nada que tivesse uma pessoa que sempre se dá bem e outra que sempre se dá mal, isso desde criança, sem ninguém me orientar. Nunca gostei do Didi, gostava dos outros, ele eu achava horroroso, o Tom do Tom e Jerry, Pica-pau, jamais tive paciência para esses demoniozinhos rsrs

    • Savian Seraphian

      Então você já era chato desde criança,uma criança que não gostava de desenhos ou nenhum programa de humor…sua diversão devia ser jogo de xadrez

  • Stelamaris Klock

    Quanta bobagem!!!

  • Dione Jung

    O texto é muito bem escrito, mas sem sentido algum. Moleque = Pecado = Inferno. Há alguma pessoa no mundo que nunca pecou? Se não, então o planeta terra é o próprio inferno? É isso que se deduz de acordo com o texto. Nem estou questionando a existência ou não, a pessoa que escreveu o texto, olhe pra sua própria família e verá outro inferno. Já eu, sempre vi chaves, pica-pau, tom e jerry… cometo pecados como qualquer um e nem por isso virei membro de qualquer ‘instituição’ que leve o nome de inferno. Quer chamar a atenção, escreva de forma coerente e com algum fundamento.

  • Leticia

    Prefiro chaves a muitos desenhos de hoje em dia!

  • Marco

    Nunca gostei do programa desde sempre, considerando uma afronta para a minha capacidade mental que era visivelmente melhor do que aquilo que se ofertava. A geração seguinte veio idolatrando o programa e que o transformou nesse “trash cult”. Incrível o número de crédulos para o texto eque continuam a análise e a discussão em profundidade como se fossem discípulos de Freud. Tenha dó! Vai ler um livro de verdade!

  • ecinele zurc

    Texto muito bom…A verdade não é pra todas as cabeças…

  • Daniel

    Parabenizo ao autor pelo conhecimento vasto em simbolismos e a capacidade de procurar isso em cada detalhe. Fico pensando quais simbolismos ele veria em um senado tão caro e inútil como o brasileiro, e um governo tão incompetente que gasta milhões em estádios, e corta no orçamento da saúde, educação e segurança. Só no inferno mesmo pra diversão inútil ser investimento e serviços básicos necessários serem despesas.

  • Cassio

    Velho isso é só uma viagem que o cara teve da coisa, não necessariamente corresponde a isso – longe né, demônios e pecados não existem. Portanto, podem continuar vendo o menino Chaves e sorrindo que vocês não irão para o inferno, mas saibam apreciar um texto criativo como esse que, fique claro, é um grande exercício da imaginação.

  • Yann

    Acho que o capeta deve ta encostado no autor desse texto ridiculo

  • Arouca

    Parabens!
    descobrir outras verdades é algo tão interessante.
    quado cristo disse para Paulo “Saulo porque me persegui?” ali se apronta o confronto com varias verdades durante a vida, quem se apega a uma unica verdade merece mesmo é ter uma unica vida!

  • Carlos

    Coincidência? Poxa, tem um montão delas.
    Vê quem quer né…

  • Orlando Batista Neto

    Meu Senhor! Sem dúvida esse foi o melhor texto que já li sobre o chaves, acredito até que sobre uma série televisiva. Revista Bula ganhou meu follow . E o Senhor Ademir Luiz ganhou minha admiração e com certeza minha atenção! Parabens e obrigado!

  • Ricardo Andy Pitão Dufresne

    Muito forte o desenrolar do texto.
    Antes de opinar,pense bem primeiro!!!

  • Indy

    O texto realmente nos leva a exercitar a imaginação, mas não acredito nisso tudo, pois se não poderíamos falar que as novelas que assistimos também são do inferno por que tem tudo isso e muito mais. Acredito em um lindo teatro que nos faz rir e nos leva a pensar mais sobre as coisas pequenas do mundo..

  • Solrosa

    Muito interessante. E pensar que as crianças eram os espectadores desta série . Que era uma simples comédia para eles.

  • pedro junqueira

    eu acho isso muito interessante mais na minha opiniao é uma grande mentira pois em primeiro lugar : nao tem nada ave com pecados e inferno pois a qualquer coisas que assistirem averá pecados somente deus é perfeito e alem disso é um teatro nao é real . em 2 lugar chaves nao é repetitivo de jeito nenhum chaves se apresenta por tabela se voces assistirem todos os episodios desde o seu madruga leiteiro {que é um dos episodios antigos ate o episodio em acapulco que é um mais elevado} todos os episodios se apresentao como uma continuaçao como um seriado . e em terceiro lugar em uma parte ai comentaram que o chaves é um ´´eterno tormento ´´ isso é errado pois muitos gostao de assistir essa comedia e essa critica podem faser perder fas por isso afinal de contas na minha opiniao num tem nada a ver … tirem as conclusoes de voces mesmos

  • Mariana Pires

    Genial enxergar a filosofia e a crítica social em uma série que para muitos é sem-graça e ultrapassada. Nao foi à toa que a minha biografia foi sobre o seriado: Chaves: o humor como crítica à sociedade contemporánea.

  • marcelo henrique de oliveira

    Essa filosofia me fez pensar que minha casa também fosse o inferno.Aliás quem não têm uma irmã preguiçosa e vaidosa?Um irmão esgulepado,um tio ambicioso e um pai que acorda todos os dias tomando as mesmas xícaras de café?

  • Rodrigo Teixeira

    Muito boa as ligações que fez!
    Extremamente criativa, daquelas leituras que mesmo simples não dá vontade de parar de ler.
    Parabens pela cuca avantajada!!!

  • Laine Abreu

    Não é questão de assistir ou não ao seriado depois desta análise, mas de um outro olhar sobre a mesma! Adorei a analogia!!

  • Cris

    hahahahaha viagem….. mas interessante!!!!!

  • André Ribeiro Martins

    Bom texto, oque você fez mostra o quanto a mente humana pode distorce os fatos, encontrar mensagens subliminares até mesmo onde pode não existir. será que tudo isso existe mesmo, ou é apenas a mente humana mais uma vez sendo criativa.

  • Tiago

    perfeita colocação, se o que este texto apresenta for um fato chaves deixa de ser uma obra prima pra ser algo maior, algo antológico, mas é dificil crer que o autor tenha pensado que 7 + 7 é igual a 14 e que, na tradição crística, 70 x 07 simboliza o infinito, por exemplo, mas o texto daqui também se mostra mto inteligente, mesmo que seja só “viagem”

  • JEREMIAS

    Eu gostei do texto, MUITO BOM eu achei que o autor foi muito feliz nas suas colocações, um texto que prende a pessoa do começo ao fim e deixa um gostinho de “quero mais”… muita coisa que o autor colocou ali faz sentido sim, as pessoas que falam mau não querem enchergar o obvio porque estão cegas, eu acho que é bem possivel que o Bolanos tenha sim criado a sua “ideia” de inferno e tenha se surpeendido com a aceitação do publico, é obvio que ele não ia declarar isso oficialmente mas é bem possivel sim que ele esteja retratando alí pessoas que estão pagando os seus pecados cometidos em vida num eterno DEJAVU…!!! Parabens Mister Ademir Luiz !

  • dea

    muito esclarecedor

  • Sabrine Camargo Rocha

    De se pensar , realmente….