Crônica

A morte tá de brincadeira

A morte tá de brincadeira

Nem todos tinham o privilégio de ser amigos de um coveiro. Rochinha morava em Gueirobas da Serra, um vilarejo que não aparecia nos mapas oficiais da União. Três mil habitantes — se muito — bem contados, de mamando a caducando. Mais indivíduos caducando do que mamando. A maior parte deles, claudicando pelas ruas esburacadas. Ninguém ousava admitir, mas, a população de Gueirobas definhava a olhos vistos.

Eu falo comigo mesmo

Eu falo comigo mesmo

Você já se pegou conversando consigo mesmo em voz alta, especialmente ao lidar com tarefas difíceis ou diante de uma situação frustrante? Acredite, você não está sozinho nessa! Eu mesmo faço isso com frequência e, embora às vezes seja mal compreendido, estou convencido de que essa prática tem seus benefícios. Com a tecnologia avançando, quem sabe essa conversa solitária não se torne a norma no futuro?

A fantástica solidão dos hiperconectados

A fantástica solidão dos hiperconectados

Estou quase me rendendo à simplicidade. No último final de semana, permaneci vinte e seis horas sem tocar no meu smartphone. Não fiz e não recebi ligações telefônicas. Os demônios do telemarketing não me localizaram. Os golpistas cibernéticos não furtaram o meu suado dinheirinho. Não surfei na rasura enfadonha dos grupos de WhatsApp. Não abri a minha caixa de Pandora, ou melhor, não abri a minha caixa de e-mails.

Por um novo quadro de medalhas nas Olimpíadas! Foto / A.RICARDO

Por um novo quadro de medalhas nas Olimpíadas!

Eu adoro Olimpíadas, mas tem uma coisa que eu não acho legal: O quadro de medalhas é muito injusto. Eu acho uma sacanagem um time de vôlei jogar um monte de jogos duríssimos e só ganhar uma medalha, enquanto para a natação são trocentas medalhas: para o cara que nada 50 metros, 100, 200, 400, 800, de frente, de costas, de ladinho, golfinho, cachorrinho… E a ginástica olímpica?

Minhas quedas (sem metáfora, mas com simbologia)

Minhas quedas (sem metáfora, mas com simbologia)

Decidi escrever este texto após minha mais recente queda (quase escrevi “última”, mas preferi ser mais preciso). Meu plano era escrevê-lo após a próxima queda, para que estivesse mais fresco na memória, mas como ainda não caí novamente, resolvi escrever de qualquer maneira, como uma homenagem aos terapeutas que cuidam de mim, que cuidam de nós.