Autor: J.C. Guimarães

O livro de sangue de Cormac McCarthy

O livro de sangue de Cormac McCarthy

Nossos parâmetros mudam com a experiência, e isso inclui a experiência literária. “O Coração das Trevas”, de Joseph Conrad, teria tudo para ser o romance mais sinistro do século 20, até o aparecimento de “Meridiano de Sangue”, de Cormac McCarthy: o livro, nos domínios da alta literatura, mais diabólico que existe.

Harold Bloom: morreu o mais notável crítico literário da América

Harold Bloom: morreu o mais notável crítico literário da América

É possível afirmar, então, que Bloom é produto da dinâmica das relações sociais no ambiente acadêmico das universidades americanas nos últimos 40 anos, sob o impacto da sempre respeitável artilharia francesa. Claro indício de desavença ideológica foi a iniciativa pessoal de propor um cânone literário, por meio do qual renovou a ofensiva pessoal contra os adversários institucionais, localizados na imprensa e nos departamentos de letras, desde aquela época.

Cuidado com a Pessoa de Bem: ela pode te dar um tiro

Cuidado com a Pessoa de Bem: ela pode te dar um tiro

Criou-se a última — e perigosa — ilusão que tem feito eco em nossas almas aflitas: a chamada Pessoa de Bem. Assim mesmo, com iniciais maiúsculas, pois trata-se de um mito, da mesmíssima categoria que o Saci Pererê ou o Papai Noel. Quer dizer, ele não existe. Ninguém vive permanentemente sob a luz, sem intervalos de sombras.

Um pintor renascentista à altura de Leonardo da Vinci

Um pintor renascentista à altura de Leonardo da Vinci

Em termos de importância para a cultura universal, o Renascimento Italiano só ficaria atrás da arte clássica dos gregos, influência basilar da própria Renascença, que volta às margens do Egeu em busca da fonte inesgotável. Em meio a esse furor criativo, algumas coisas se sobressaíram na segunda metade do chamado Quattrocento (ou Baixa Idade Média), época de transição para o mundo moderno.

No país do mito, a cultura pega fogo

No país do mito, a cultura pega fogo

A maioria dos leitores já deve ter conhecimento do acervo que constituía o Museu Nacional do Rio de Janeiro, que acaba de ser incinerado menos pelo fogo do que pela negligência. Uns dizem que era o passado. Mas “passado” não é aquilo que guardamos nos museus (isso é História viva). Passado é no que um museu se transforma quando pega fogo. Não podia ter acontecido.