Autor: J.C. Guimarães

No país do mito, a cultura pega fogo

No país do mito, a cultura pega fogo

A maioria dos leitores já deve ter conhecimento do acervo que constituía o Museu Nacional do Rio de Janeiro, que acaba de ser incinerado menos pelo fogo do que pela negligência. Uns dizem que era o passado. Mas “passado” não é aquilo que guardamos nos museus (isso é História viva). Passado é no que um museu se transforma quando pega fogo. Não podia ter acontecido.

Balzac, o autor que matou a esperança e revelou a desfaçatez humana

Balzac, o autor que matou a esperança e revelou a desfaçatez humana

Existem escritores de certa escala entre os quais é impossível, aliás, reconhecer os melhores. O máximo que conseguimos é estabelecer preferências. Nós aprendemos a chamar tais escritores de “clássicos”, os quais lemos para constatar que não há nada além, em matéria ficcional. O que os diferencia entre si é, talvez, o assunto. Sob este critério, é possível que nenhum deles supere Balzac quando se trata de abordar as relações humanas sob a perspectiva econômica.

As cinco pistas do gênio

As cinco pistas do gênio

Um dos grandes mistérios da arte é o que diz respeito à capacidade de certos autores de escrever tão bem, ao contrário de outros. Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa pertencem, seguramente, àquela categoria relativamente reduzida de ficcionistas e poetas que com seus textos encantam milhares de leitores, geração após geração. É mesmo encantamento, ao pé da letra.

Philip Roth X Ian McEwan

Philip Roth X Ian McEwan

Não poucos estudiosos acreditam que a língua de Shakespeare produziu a maior das literaturas. Não vem ao caso discutir a procedência deste julgamento. Mas é certo que, indiscutivelmente, dois dos maiores escritores da atualidade, no mundo, são o inglês Ian McEwan e o norte-americano Philip Roth. Não terem ganhado o prêmio Nobel é apenas um detalhe que deporia contra o prestígio da academia. São dois magistrais romancistas, gênero por excelência de sua arte.

15 músicas sertanejas que você não precisa ter vergonha de ouvir

15 músicas sertanejas que você não precisa ter vergonha de ouvir

O critério dessa gente (empresários e produtores, sobretudo) é fazer ruído, barulho. É óbvio que as duplas obrigadas a se enquadrar, que fazem sucesso, não dão a mínima: o negócio é fazer “o que a galera gosta” e ganhar rios de dinheiro, com suas letras francamente debiloides e notas paupérrimas. Está provado que o sucesso é proporcional às besteiras que se diz: quanto mais estúpido, maior o estrelato. Já não é necessário construir uma obra, desde que se emplaque um refrão por temporada.