Bula conteúdo

A nova obsessão dos leitores não é por histórias — é por validação

A nova obsessão dos leitores não é por histórias — é por validação

A literatura é um cadáver bem maquiado. Não por ter morrido, mas por ter sido preparada para a missa dos vivos. Deitou-se a linguagem num divã e pediram que ela não fosse agressiva. As histórias agora se dobram como toalhas de hotel: asseadas, simétricas, passíveis de aplauso e pós nas redes. E, claro, sem manchas. Sobretudo, sem manchas. O leitor sensível é o novo censor. Elegante, empático, atento ao sofrimento do mundo, mas com o dedo sempre no gatilho da denúncia. Ele não quer ler para sangrar; quer ler para se sentir bom.

Goiás fortalece a cultura com investimentos recordes e valorização das tradições

Goiás fortalece a cultura com investimentos recordes e valorização das tradições

Celeiro de talentos e berço de uma rica diversidade cultural, Goiás vive um dos momentos mais expressivos de sua história no setor cultural. Desde 2019, o Governo de Goiás já destinou quase R$ 300 milhões para políticas públicas voltadas à cultura, por meio de editais, leis de incentivo, apoio a eventos e recuperação do patrimônio histórico. O resultado é um estado mais conectado com suas raízes e, ao mesmo tempo, mais atrativo para o turismo e geração de renda.

Seleção Brasileira de Escritoras 2025

Seleção Brasileira de Escritoras 2025

Se futebol é o único assunto que Nelson Rodrigues acreditava nascer vivo, talvez literatura mereça dividir esse gramado com ele. Porque, sejamos francos, gente que não fala de livros tende a ser desinteressante. E se, no lugar da próxima Copa masculina, colocássemos a imaginação para jogar na Copa do Mundo de 2027. Uma seleção brasileira formada por escritoras, alinhada em um sólido 4–4–2, pronta para driblar clichês, marcar golaços narrativos e fazer as palavras correrem mais do que a bola. Que venha a resenha, o apito e a leitura em campo.

A Morte de Ivan Ilitch: Tolstói e a anatomia do nada

A Morte de Ivan Ilitch: Tolstói e a anatomia do nada

A vida pode ser um conjunto de rituais vazios, onde seguimos regras, buscamos status e evitamos questionar o essencial. Muitas vezes, acreditamos estar no caminho certo, mas apenas repetimos padrões impostos. O que acontece quando percebemos, tarde demais, que nunca vivemos de verdade? A consciência desse erro pode ser mais angustiante do que a própria morte. Afinal, existe algo pior do que chegar ao fim sem ter realmente existido.