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Quando a última livraria fechou, a cidade se despediu de si mesma

Quando a última livraria fechou, a cidade se despediu de si mesma

Depois de cinquenta e três anos de funcionamento, a última livraria da cidade fechou em 2025. O anúncio no vidro simbolizou mais que o fim de um negócio: marcou a perda de um espaço de encontro, cultura e identidade coletiva. Em meio à ascensão do comércio digital, o encerramento deixa uma ausência difícil de preencher. Sem biblioteca pública, a cidade perde também seu único ponto de acesso comum à leitura.

Chamado de louco. Internado em hospícios. Morreu aos 41 anos. Sua obra ensinou o Brasil a dar nome à dor

Chamado de louco. Internado em hospícios. Morreu aos 41 anos. Sua obra ensinou o Brasil a dar nome à dor

Afonso Henriques de Lima Barreto aprendeu o Rio no trem suburbano e viveu do salário de amanuense. Negro, atravessou o pós-Abolição entre repartições do centro e ruas de Todos os Santos, fazendo da cidade matéria de vida. Sofreu internações no sistema manicomial, resistiu ao cerco de salões e morreu cedo, aos 41, em novembro de 1922. Ignorado em vida, volta como referência: sua voz periférica, direta e irônica ajuda a ler o Brasil urbano, suas exclusões.

Os 11 maiores atores da história do cinema: a seleção suprema

Os 11 maiores atores da história do cinema: a seleção suprema

Esta lista organiza onze atores no sistema 4-3-3, adotando a linguagem tática do futebol como ferramenta comparativa para o cinema. Concebida por um historiador e um físico, ela posiciona temperamentos de tela em funções de jogo, quem ancora, quem organiza, quem rasga espaço. Os critérios são explícitos: impacto histórico, amplitude de registro, precisão técnica, potência de imagem e capacidade de alterar o tempo interno de um filme.

O amor é um tormento

O amor é um tormento

A manhã se abre entre o pão na chapa e o café amargo, mas a mesa se transforma em espaço de confissão. Orlando revela a agonia do coração materno prestes a romper, aneurisma que ameaça a vida. Maranhão convoca as sombras da própria infância: a mãe perdida cedo demais, a pobreza sem trégua, os abusos silenciados pelo tempo. Entre memórias e dores, ambos constroem uma comunhão rara, marcada pela franqueza crua da existência. No silêncio que sobra, permanece a certeza: o amor é tormento.

O melhor romance brasileiro de 2025 (até agora)

O melhor romance brasileiro de 2025 (até agora)

Um romance-dossiê que aproxima Machado de Assis do mito gótico de Drácula, “Quincas Borba e o Nosferatu” confirma o talento de Edson Aran em cruzar tradição e risco criativo. A montagem de cartas, relatórios e diários substitui o narrador onisciente por múltiplas vozes em atrito, transformando dúvida em suspense. Quincas Borba vira investigador, Brás Cubas falha com ironia e Capitu assume desejo e ação em um Rio Imperial vivo.