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Gênio maldito: condenado em vida, absolvido nas telas. O criminoso que nunca pediu perdão

Gênio maldito: condenado em vida, absolvido nas telas. O criminoso que nunca pediu perdão

Os artistas, especialmente os clássicos, parecem seres quase celestiais, cuja conexão com o divino e o etéreo parece tão intricada que duvidamos de sua humanidade corrompida e falha. Mas não é bem assim. Um dos maiores artistas barrocos da história, Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio, guarda uma história de vida violenta e conturbada, marcada pela tragédia e pela marginalidade. Nascido em 29 de setembro de 1571 em local incerto, alguns dizem Milão, outros a cidade de Caravaggio, que lhe deu o nome, o artista cresceu em uma família respeitável e bem-posicionada socialmente.

Ele morreu aos 20. Fez do amor uma faca. E ensinou o Brasil a beijar o abismo

Ele morreu aos 20. Fez do amor uma faca. E ensinou o Brasil a beijar o abismo

Ele nasceu em 1831, cresceu entre São Paulo e o Rio, estudou línguas, escreveu como quem precisava de ar e fez do Largo São Francisco um laboratório. Em 25 de abril de 1852, aos vinte, a vida parou e o país ganhou um luto inaugural. Ficaram versões de morte, ficaram papéis, ficaram amigos que os levaram à oficina. Esta reportagem percorre infância, adolescência, febres, humor e legado em salas de aula e sebos.

A Kombi da ideia velha

A Kombi da ideia velha

Se existe uma certeza universal, é a da velha Kombi do ferro-velho cruzando a rua com sua ladainha no alto-falante. Mas e se, em vez de recolher geladeiras, máquinas de lavar e sucatas, ela passasse para recolher projetos inacabados, planos esquecidos, decisões abandonadas e ideias que nunca saíram do papel? Essa “Kombi da Ideia Velha” viraria um depósito de sonhos falhados, mas também um retrato divertido e melancólico das nossas tentativas de começar algo novo.

A Tempestade na Lira: como Shakespeare moldou Álvares de Azevedo

A Tempestade na Lira: como Shakespeare moldou Álvares de Azevedo

Um mestre da crítica ensinou que ler é devoção e inteligência. Este ensaio percorre o encontro entre um dramaturgo elisabetano e um poeta romântico brasileiro, rastreando como dois personagens — o espírito aéreo e a criatura terrosa — moldaram uma obra confessional e boêmia. Do palco à página, a tensão entre sonho e carne atravessa séculos e funda uma tradição. A memória de uma primeira leitura aos treze anos alimenta a investigação e revela como a crítica pode ampliar o encanto sem domesticar a potência da poesia.

Quando o meu amor pela vida estiver secando

Quando o meu amor pela vida estiver secando

Na meninice e na juventude, priorizava o ócio, o lúdico, a poesia, o amor platônico, os sonhos mirabolantes e uma gama de insignificâncias que não enchiam a barriga de ninguém, como diria o meu velho. Como podia uma canção estorvar o meu dia daquele jeito? Nunca fora fluente no idioma inglês. Tirei do bolso e abri a minha própria Caixa de Pandora: o telefone celular.