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Pioneira da ficção científica e da fantasia sombria, Gertrude Barrows Bennett é finalmente publicada no Brasil

Pioneira da ficção científica e da fantasia sombria, Gertrude Barrows Bennett é finalmente publicada no Brasil

Oprimida pela sombra tirana do machismo, Gertrude Barrows Bennett, pioneira da ficção científica e da fantasia sombria, publicou durante toda a sua vida novelas e contos sob o pseudônimo “Francis Stevens”, na senda de outras autores que fizeram o mesmo (como Amandine Dupin, que assinava como George Sand) para se esquivarem da misoginia que sempre permeou o mercado editorial, sobretudo nos Estados Unidos do começo do século 20.

Bula de Livro: Stella Maris, de Cormac McCarthy

Bula de Livro: Stella Maris, de Cormac McCarthy

McCarthy parece dizer que os gênios são loucos, e os matemáticas são uma classe especial de loucos-gênios que, nas palavras da protagonista, é um grupo muito seleto, com características bem parecidas. Assim, a loucura, em proporcionalidade, é uma fuga da genialidade, para evitar o colapso. Mas, também parece dizer que isso é apenas questão de tempo. O gênio não pode ser freado, portanto a loucura também não.

Notas sobre humor

Notas sobre humor

O Humor é uma arte. Mas, apesar de ser consumido por quase todo mundo, é produzido por poucos. Mas o que não falta é gente com opiniões fortes, muitas vezes definitivas, sobre as questões que envolvem o humor. Eu, enquanto humorista também tenho as minhas. Algumas dessas opiniões eu juro que tive sozinho, por minha própria conta.

Bula de Livro: Os Irmãos Tanner, de Robert Walser

Bula de Livro: Os Irmãos Tanner, de Robert Walser

Com forte carga autobiográfica, “Os irmãos Tanner”, publicado em 1907, é o segundo romance do autor e conta a história de quatro irmãos excêntricos e peculiares que tomaram rumos completamente diferentes. A história é narrada por Simon Tanner, o mais jovem dos irmãos — culto e inteligente —, ele perambula por quartos alugados, trabalhos obscuros, relações viscerais, escolhas imperfeitas, que vão deixando rastros e desencanto.

Bula de Livro: O Homem que Lia os Seus Próprios Pensamentos, de Alexandre Soares Silva

Bula de Livro: O Homem que Lia os Seus Próprios Pensamentos, de Alexandre Soares Silva

Literalmente, tudo pode acontecer. Não há limites, nem mesmo o da verossimilhança. Essa negação da verossimilhança, que é um tipo de muleta em histórias fantásticas, representa seu ato mais extremo de coragem literária. O autor dança em terreno minado o tempo todo. Passa raspando em minas terrestres que poderiam implodir suas pretensões. Escapa sempre. Talvez porque seu grande inimigo é o senso comum. Defende, com muita ironia, princípios cavalheirescos nesta era bárbara que exalta o banal e o grosseiro. O obvio anacronismo é intencional e usado como ferramenta estética. Está provado, com certo espírito de eterno retorno, que o clássico é a nova vanguarda.