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O que a etiqueta carioca diz sobre chegar na hora

O que a etiqueta carioca diz sobre chegar na hora

Eu sou uma pessoa que chega cedo. Se alguém marca um compromisso para as 16 horas, eu acredito que o encontro vai acontecer as 16 horas. Por mais que eu viva no Brasil, nasci aqui e vivi toda a minha vida por aqui, eu tenho esse hábito totalmente estranho ao nosso país: a pontualidade. Não sei de onde tirei isso, ninguém nunca me ensinou que se deve ser pontual, ao contrário, o certo aqui é chegar no mínimo uns quinze minutos depois para não pagar o mico de ser o primeiro a chegar.

O problema fiscal

O problema fiscal

A grande mudança ocorrida nesse nosso século distópico e despótico é o isolamento de grupos sociais em bolhas incomunicáveis. Todo o resto é consequência. A divisão artificial e marqueteira em tribos antagônicas é muito boa para vendedores de tranqueiras. Mas quem compra bugigangas também compra ideias e, sem a possibilidade de confrontar suas opiniões com visões diferentes de mundo, acaba virando um fanático.

Harrison Ford traiu o movimento: novo filme de Indiana Jones é uma ofensa ao personagem, ao cinema e à humanidade

Harrison Ford traiu o movimento: novo filme de Indiana Jones é uma ofensa ao personagem, ao cinema e à humanidade

A culpa não foi de Harrison Ford. O ator se esforçou desta vez. Se o personagem que ele apresentou sem muito esforço em “Star Wars: O Despertar da Força” não é Han Solo e o indivíduo artificial que apareceu afirmando ser Ricky Deckard em “Blade Runner 2049” apenas finge ser o Caçador de Androides original, desta vez o legítimo Dr. Henry Walter Jones Júnior apareceu na tela com todo seu carisma, porém sem qualquer pompa e circunstância.

Disco de Isadora Melo é uma proposta preciosa para as dores do mundo Luara Olivia / Divulgação

Disco de Isadora Melo é uma proposta preciosa para as dores do mundo

Um dia há de ser assim. Por uma dádiva da providência divina, artistas de ofício integrarão os grandes conselhos internacionais que discutem saídas para as questões inadiáveis. O clima e a fome, as guerras e diásporas, o trabalho e a renda, o emprego e a educação, as crianças e os velhos, a inclusão dos excluídos e outros temas importantes. Tudo isso será abraçado pela sensibilidade generosa dos artistas, prontos a oferecer soluções incríveis a cada assunto.

Bula de Livro: O Feijão e o Sonho, de Orígenes Lessa (o melhor livro da Coleção Vaga-Lume)

Bula de Livro: O Feijão e o Sonho, de Orígenes Lessa (o melhor livro da Coleção Vaga-Lume)

Meu livro preferido da coleção sempre foi “O Feijão e o Sonho”, de Orígenes Lessa. Lembro-me que, no auge de meus onze ou doze anos, achei o estilo e a narrativa do livro muito diferentes do restante da coleção. Pareceu-me adulto e sofisticado. Nada de raptos mirabolantes, malas cheias de dólares, aventuras espaciais ou insetos falantes. Gostei disso. Precisou de duas décadas para que eu descobrisse que a obra é de 1938, tendo sido incorporada posteriormente na série.