Autor: André J. Gomes

O Brasil é o findo mundo

O Brasil é o findo mundo

O Brasil está acabando. É a prova concreta, factual, do tempo que se encerra, do mundo que finda. O Brasil é o findo mundo. Os sinais estão aí, para quem os quiser ver. Só́ não veem os que não querem, os que optaram pela cegueira voluntária, os conformados, as mulas ideológicas da esquerda e da direita e os sádicos. Os tarados pela desgraça.

Não, nós não somos melhores que ninguém e nossa dor não é pior que a do outro

Não, nós não somos melhores que ninguém e nossa dor não é pior que a do outro

Todo mundo sofre. Uma hora ou outra, dói. Não há quem escape. Uns sentem mais, outros menos. Mas todos sofrem. Ah, sofrem, sim. Há os que demonstram pouco, quase nada, e isso não quer dizer que também não amarguem uma perda aqui, uma separação ali, uma decepção acolá. E há os que escancaram seu pesar com a honestidade de um alto-falante. Tem gente que grita sua queixa muito mais alto que o volume da dor que sente. Também tem aqueles que sofrem não pela tristeza da perda, do fim, do adeus, mas pela incompreensão do fato, pela dificuldade de aceitar que algo acabou.

Quem tem esperança levanta e busca. Quem não tem, senta e espera cair do céu

Quem tem esperança levanta e busca. Quem não tem, senta e espera cair do céu

Reconheçamos, pois. Nós estamos perdidos! Não sabemos mais a que ponto chegamos, como viemos parar aqui ou para onde iremos agora. Sequer desconfiamos a quem devemos perguntar, muito menos que perguntas devemos fazer. “Onde estamos?”, “como chegamos?”, “por onde sair daqui?” nada valem. São questões simplórias demais e nós enfim nos afeiçoamos a complicar tudo, porque só as coisas muito complexas passaram a valer alguma coisa na lama onde atolamos.

Errar é um acidente. Humano é querer acertar

Errar é um acidente. Humano é querer acertar

Parabéns, ó criatura perfeita. Tu conseguiste. Teu empenho valeu. Por teu esforço em te mostrares superior, conseguiste evoluir à categoria dos seres alados, como os dinossauros voadores, que não mais existem, as baratas de asas e os mosquitos de banheiro que continuam aí, perseverantes em sua chatice, aporrinhando como ninguém mais.