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A nova dieta da humanidade

A nova dieta da humanidade

Eu sempre fui gordo. Em algumas épocas, quando estava com o peso mais controlado, eu era chamado de gordinho, cheinho, fofinho ou forte, sempre variando em torno de maneiras de lembrar que eu ainda estava acima do peso. Em épocas em que eu metia o pé na jaca, escancarava nos doces e nas massas, eu deixava de ser chamado por nomes fofinhos e entrava na área dos epítetos mais escrotos, digamos assim, coisas como Bolão, Baleia, Parrudo e congêneres.

Ninguém notou quando eu passei com a tristeza na sacola

Ninguém notou quando eu passei com a tristeza na sacola

Hoje é aniversário de nascimento do meu velho. Faz quase três anos que ele morreu. Parece que foi ontem. E foi mesmo. Há quase três anos. Percebo que estamos mais parecidos a cada dia. Física e psiquicamente. Não tenho certeza de que seja uma semelhança a se comemorar. A magreza. A compulsão pelo trabalho. A ansiedade. O imediatismo para resolver os problemas. A dificuldade para expressar o amor.

Desvendando 2666: o labirinto de Roberto Bolaño

Desvendando 2666: o labirinto de Roberto Bolaño

Lemos livros difíceis para provar nossa intelectualidade em festas tediosas, onde discutimos teorias obscuras sobre a existência com um ar de superioridade. Afinal, quem precisa de tramas simples e personagens fáceis de entender quando podemos nos perder em labirintos literários que desafiam até o leitor mais ávido? Cada página complexa é como um troféu que exibimos orgulhosamente, enquanto secretamente sonhamos com o dia em que entenderemos completamente o que estamos lendo.

Quem tem medo de Thomas Pynchon? Um roteiro para os leitores destemidos

Quem tem medo de Thomas Pynchon? Um roteiro para os leitores destemidos

Thomas Pynchon é um dos autores mais enigmáticos e desafiadores da literatura contemporânea, conhecido por suas narrativas densas e complexas. Seu romance “O Arco-Íris da Gravidade” é um exemplo brilhante de sua habilidade em mesclar ficção, história e ciência em uma trama intrincada que desafia os leitores a cada página. Esta obra-prima pós-moderna é tanto uma exploração da mente humana quanto uma crítica ao progresso tecnológico e às conspirações que moldam nossa realidade. Para aqueles corajosos o suficiente para embarcar nessa jornada literária, oferecemos um roteiro para ajudar a navegar pelos labirintos de Pynchon. Prepare-se para uma leitura que transformará sua percepção sobre literatura e sobre o mundo ao seu redor.

Marcelo Mirisola dá bicudas em crianças e no politicamente correto em seu novo livro: Espeto Corrido

Marcelo Mirisola dá bicudas em crianças e no politicamente correto em seu novo livro: Espeto Corrido

Meninas e meninos, preparem-se para uma leitura repleta de humor ácido e crítica social. Espeto Corrido, do escritor ítalo-brasileiro Marcelo Mirisola, é um livro que desafia a conformidade da literatura brasileira contemporânea, abordando temas polêmicos com coragem e irreverência. Mirisola não poupa ninguém em suas observações mordazes sobre o zeitgeist moderno, desde o Tinder até o carro elétrico. Em um estilo que mistura autoficção e narrativa contundente, ele expõe as contradições e hipocrisias da sociedade com uma escrita vigorosa e sem concessões.